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Panificadora Villa Grano ‘contrata’ robô garçom para driblar falta de mão de obra

Padaria Robô
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Inspirado em soluções vistas na Europa e para contornar a crescente dificuldade em contratar funcionários, o empresário Luis Ferreira, proprietário da Villa Grano, tradicional padaria na Vila Clementino, implementou uma novidade digna dos Jetsons: um robô garçom. Apelidado de Virgulino, o equipamento se tornou não apenas uma solução operacional, mas uma verdadeira atração para os clientes.
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O robô da marca Keenon, importado da China, é capaz de carregar até quatro bandejas simultaneamente. Suas funções incluem levar os pedidos até as mesas, retornar com pratos e talheres usados para a copa e até agradecer aos clientes. A principal vantagem, segundo a gerência, é a otimização do trabalho da equipe humana. O custo de cada robô fica em torno. de 15 mil dólares — aproximadamente R$90 mil –, mas não tem salário, despesas trabalhistas e nem 13º salário.
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A chegada do Virgulino foi uma solução inovadora para um problema real do nosso setor, que é a falta de mão de obra“, explica Luis Ferreira. “Ele assume tarefas repetitivas, como levar e trazer louça, o que libera nossa equipe humana para fazer o que faz de melhor: dar atenção personalizada ao cliente, tirar dúvidas, garantir que a experiência na Villa Grano seja acolhedora. Ele não substitui pessoas, ele potencializa o nosso time, permitindo que o garçom permaneça mais tempo no salão, à disposição.”

Solução para um déficit crônico e atração inesperada
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A decisão de investir no robô reflete um cenário crítico. Luis Ferreira, que possui quatro padarias e cerca de 300 colaboradores, enfrenta um déficit de pelo menos 30 funcionários, apesar de investir em formação e oferecer salários acima da média.

A situação espelha o setor: segundo o Sampapão, o estado de São Paulo tem 55 mil vagas abertas em padarias. A dificuldade em contratar, segundo Ferreira, passa pela preferência de muitos por trabalhos informais (como motoristas de aplicativo) e pela busca da Geração Z por horários mais flexíveis, incompatíveis com a rotina de uma padaria. .

Em menos de um mês de operação, Virgulino já conquistou a equipe e os clientes. O robô virou um ponto de curiosidade, atraindo visitantes e gerando marketing espontâneo nas redes sociais. “

Percebemos que as pessoas têm vindo muito pela curiosidade, e chegam a fazer mais pedidos só para serem atendidas por ele ou filmá-lo”, conta Ferreira. “Uma cliente veio aqui para ver e falou: ‘vou pedir, mas quero que o robô traga’. E pediu oito vezes”, relata o empresário, que já encomendou mais cinco robôs para suas outras unidades.
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Automação como necessidade
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A Villa Grano não é estranha à tecnologia. Há 13 anos, foi pioneira na implantação de caixas de autoatendimento. Para Ferreira, a automação é um caminho inevitável diante da escassez de mão de obra.

Não dá para ficar sem funcionários, mas com a falta de mão de obra o futuro é inevitável: cada vez mais automação. O brasileiro vai ter que se acostumar“, afirma. Embora reconheça a relação afetiva do paulistano com a padaria de bairro, ele acredita que a necessidade de eficiência remodelará a experiência.
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Villa Grano

  • R. Borges Lagoa, 371 – Vila Clementino, São Paulo – SP

<< Com apoio de informações/fonte:  Fragata Comunicação – Matheus Fragata>

 

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