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Heliponto do Mandaqui reforça resgates do Águia e agiliza socorro a vítimas na ZN

Heliponto Mandaqui Resgate Águia
Foto: Divulgação/Alesp
Tempo de Leitura: 4 minutos
da Redação DiárioZonaNorte
  • O Hospital do Mandaqui foi fundado em 1938 como o primeiro hospital governamental do estado de São Paulo especializado em tuberculose; 
  • O hospital, que era chamado de Parque Hospitalar do Mandaqui, tinha uma capacidade para 800 tuberculosos;  e
  • Mais tarde, se transformou no maior complexo hospitalar da zona norte, com 450 leitos e 2.400 funcionários. 

Acidentes graves fazem parte da rotina de uma metrópole como São Paulo e de suas rodovias mais movimentadas — entre elas, a Fernão Dias, a Dutra e a própria Marginal Tietê, que cruza a Zona Norte e concentra colisões diárias com múltiplas vítimas.

Nesses cenários, cada minuto define a sobrevivência, e o helicóptero surge como o meio mais rápido e seguro para escapar do trânsito caótico e levar feridos em estado crítico até um hospital preparado para politraumatismos.

É exatamente nesse ponto que o Hospital Estadual do Mandaqui ganha relevância estratégica ao retomar, após reforma completa, a operação de seu heliponto.

Com infraestrutura revisada e sinalização reforçada, o heliponto volta a funcionar,  após mais de uma década parado,  como porta de entrada imediata para pacientes resgatados pelo Helicóptero Águia da Polícia Militar do Estado de São Paulo tem ocorrências de alta complexidade.

Heliponto Mandaqui Resgate Águia
Hospital Estadual do Mandaqui

As equipes que atuam nesses salvamentos lidam, diariamente, com capotamentos, atropelamentos, colisões frontais e acidentes envolvendo caminhões, ônibus e motociclistas — especialmente no corredor Fernão Dias–Dutra, onde o fluxo intenso e as velocidades elevadas aumentam a gravidade dos impactos.

Com o retorno das operações aéreas, o hospital fortalece a rede de resposta rápida para acidentes de alto impacto. Em situações em que a vítima apresenta fraturas múltiplas, traumatismo craniano, hemorragias internas ou queimaduras graves, a agilidade no transporte é determinante para estabilizar o quadro ainda no primeiro atendimento.

A inclusão futura do Rodoanel Norte, prestes a ampliar ainda mais o fluxo de cargas e veículos, reforça o papel que o Hospital do Mandaqui passa a exercer na cobertura emergencial da Zona Norte e dos corredores metropolitanos.

Heliponto Mandaqui Resgate Águia
Foto: Divulgação/Agência SP

Problemas estruturais e falta de licenças

O Heliponto do Hospital do Mandaqui foi construído em 2012, com o custo de R$ 10 milhões, como parte de uma ampliação do complexo hospitalar.

Em 2018, conforme noticiado na época pelo DiárioZonaNorte, o heliponto apresentava rachaduras e não havia conseguido as autorizações necessárias para seu funcionamento, tanto da  Prefeitura de São Paulo e Corpo de Bombeiros, como da Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC) e do  Comando da Aeronáutica do Ministério da Defesa (COMAER).

Infraestrutura renovada para salvar vidas

A reforma promovida na estrutura incluiu nova pavimentação da área de pouso, modernização dos acessos, guarda-corpos, corrimãos, pintura especial, iluminação e equipamentos de orientação para os pilotos.

O heliponto passou por atualização completa e possui cadastro e licença operacional concedidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), garantindo que todas as operações sigam padrões rigorosos de segurança.

A modernização faz parte de um pacote de investimentos do governo estadual que soma R$ 90 milhões para melhorias no Conjunto Hospitalar do Mandaqui, incluindo intervenções no ambulatório de especialidades previstas para serem entregues até 2026.

Com o heliponto, a unidade amplia sua atuação como referência no atendimento a politraumatizados — uma demanda crescente em uma cidade onde mais de 5.000 pessoas são atendidas diariamente apenas neste hospital.

Heliponto Mandaqui Resgate Águia

Novos equipamentos para ampliar a capacidade

A unidade também receberá novos equipamentos adquiridos por meio de recursos previstos no orçamento estadual: macas, cadeiras para acompanhantes, respiradores e outros itens essenciais para ampliar o suporte ao atendimento diário.

Esse reforço estrutural permitirá absorver com mais eficiência o aumento de demanda ocasionado pela retomada do heliponto, garantindo que pacientes graves tenham acesso imediato a recursos adequados de estabilização e diagnóstico.

O deputado estadual Oséias de Madureira (PSD)  visitou as instalações e anunciou a destinação dos R$ 3 milhões para a aquisição de equipamentos para a unidade.  “Na minha visita, pude tomar conhecimento das necessidades do hospital e buscar soluções e alternativas. Como deputado e vice-presidente da Comissão de Saúde da Alesp, vou trabalhar pela melhoria dessa importante instituição e de todas as unidades de saúde do Estado”, completou o deputado.

Um avanço que beneficia toda a cidade

Com a reforma e a reativação do heliponto, o Hospital do Mandaqui consolida seu papel como referência de atendimento rápido, técnico e estratégico para vítimas de acidentes na Zona Norte e em importantes rodovias do país.

Em uma cidade onde cada minuto pode decidir o futuro de uma vida, a capacidade de pouso e atendimento imediato representa não apenas uma melhoria operacional, mas um avanço concreto na proteção de milhares de paulistanos — especialmente aqueles que dependem de respostas urgentes em momentos de extrema vulnerabilidade.


<<Com apoio de informações/fonte: Imprensa da Alesp >>

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