da Redação DiárioZonaNorte
A Fast Shop anunciou internamente o fechamento de 11 lojas e de um centro de distribuição, como parte de um processo de reestruturação que deve ocorrer em três fases ao longo do mês de outubro. A medida representa cerca de 15% das operações da rede, que atualmente possui cerca de 80 unidades no país.
Lojas afetadas
Segundo informações divulgadas pelo canal Times Brasil e confirmadas pelo jornal Valor Econômico, os primeiros fechamentos atingem as lojas A2You, marca voltada a produtos Apple, localizadas nos shoppings Barigui (Curitiba), Aricanduva, Boulevard Tatuapé e Interlagos (São Paulo).
Na sequência, serão encerradas as operações nos shoppings Iguatemi Salvador, M1 Itaquera (SP), M1 SP Market e RioMar Fortaleza, além do centro de distribuição em Fortaleza. O último ciclo incluirá as unidades do Barra Salvador e M1 Litoral Plaza, em Praia Grande (SP).
Em nota, a empresa afirmou que “reavalia constantemente a sua estrutura e operação, com prioridade para pontos de venda que estejam alinhados à sua estratégia”.
A rede reforçou que o objetivo é elevar a rentabilidade e a eficiência operacional, mantendo as lojas físicas como pilar do negócio. No entanto, não informou se os colaboradores das unidades afetadas serão realocados ou desligados, o que gera incerteza entre os funcionários.
Operação Ícaro
O anúncio ocorre em um momento delicado para a companhia, que passa por uma mudança na liderança. O executivo Rodrigo Ogawa assumiu o cargo de CEO interino em setembro, com a missão de conduzir o processo de recuperação e estabilizar a empresa.
A crise da Fast Shop ganhou força após a Operação Ícaro, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que apura suspeitas de uso irregular de créditos de ICMS, operações com empresas de fachada e pagamento de propina a auditores fiscais. O diretor estatutário Mário Otávio Gomes admitiu envolvimento e chegou a ser preso, ampliando a instabilidade dentro da empresa. Leia a íntegra da matéria aqui.
Acordo com MP-SP
Para evitar novas consequências judiciais, a família Kakumoto, controladora da rede, firmou um acordo de não persecução penal com o MP-SP. O acerto prevê o pagamento de R$ 100 milhões em multa, valor que será quitado pelos executivos e sócios — sem impacto direto no caixa da empresa.
A divisão do pagamento ficou estabelecida da seguinte forma: Milton Kazuyuki Kakumoto (R$ 55 milhões), Júlio Atsushi Kakumoto (R$ 30 milhões) e Mário Otávio Gomes (R$ 15 milhões).
Além da multa, a empresa se comprometeu a implantar um programa de compliance e governança corporativa, voltado a reforçar a transparência e a prevenção de irregularidades.
O fechamento das lojas ocorre às vésperas da Black Friday, uma das datas mais importantes para o varejo, e reflete o esforço da Fast Shop em se manter competitiva no segmento premium de eletrônicos, após um período marcado por crise financeira, investigações e perda de credibilidade.
Fast Shop fecha lojas Fast Shop fecha lojas Fast Shop fecha lojas Fast Shop fecha lojas















































