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Falsificação de sabão em pó OMO: entenda por que marca é alvo e como se proteger

Fábrica de sabão em pó pirata - crédito da foto: Delegacia Fiscal de Divinópolis
Tempo de Leitura: 2 minutos
da Redação DiárioZonaNorte

Na primeira quinzena de agosto, uma operação conjunta da Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais, por meio da Delegacia Fiscal de Divinópolis, e da Polícia Militar fechou uma fábrica clandestina de sabão em pó falsificado em Dores do Indaiá, na região Centro-Oeste do estado.

Batizada de Operação Sabão Odores, a ação resultou na prisão de duas pessoas e na apreensão de cerca de 27 toneladas de sabão em pó falso, embalado como se fosse da marca OMO. No local também foram encontrados aproximadamente 15 trabalhadores.

Esse já é o 12º esquema de falsificação desmantelado só no Centro-Oeste mineiro em 2025. Em março, por exemplo, outra fábrica clandestina foi descoberta em Divinópolis, no bairro Rancho Alegre, onde foram apreendidas 40 toneladas de sabão em pó falsificado. Em janeiro, também em Divinópolis, denúncias levaram a polícia a um galpão clandestino na zona rural, próximo ao bairro Santo Antônio dos Campos, conhecido como Ermida.

Em 2024, operações semelhantes já haviam desmantelado fábricas e gráficas responsáveis por falsificações de sabão e embalagens de OMO nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Falsificação de OMO

Por que a marca OMO é alvo de falsificação?

OMO é uma das marcas mais conhecidas do Brasil e praticamente virou sinônimo de sabão em pó. O produto está presente em todo tipo de ponto de venda — das pequenas mercearias aos grandes supermercados e e-commerces. Justamente por essa popularidade, tornou-se alvo de criminosos que tentam enganar consumidores.

A Unilever, responsável pela marca, informou que acompanha as investigações e colabora com as autoridades. A empresa reforça que casos suspeitos de falsificação podem ser denunciados pelo SAC (0800-707-9977) ou pelo site oficial.

“reclame” do sabão em pó Omo – década de 1960

Velha Mãe Coruja

Lançado na Inglaterra, em 1908, OMO chegou ao Brasil em 1957.  Até então, seu rival (ou irmão) Rinso – também fabricado pela Unilever – reinava absoluto entre as donas de casa. OMO foi o primeiro sabão em pó de cor azul, novidade para a época.  a vida do consumidor.

O nome OMO faz referência a uma expressão da língua inglesa “old mother owl”, em português algo como “velha mãe coruja”, um símbolo de dedicação materna e sabedoria.

Pirataria no Brasil

A série de operações mostra como a falsificação de produtos de uso diário ainda é um problema sério no Brasil. Além do impacto econômico, existe um risco direto à saúde da população, já que esses produtos não passam por nenhum controle de qualidade. Para se proteger, a recomendação é sempre verificar a procedência, desconfiar de preços muito abaixo do mercado e comprar apenas em pontos de venda confiáveis.

<com apoio de informações: Comunicação Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais>

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