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Erro médico: como identificar, prevenir e agir para proteger pacientes e equipe de saúde

Tempo de Leitura: 3 minutos

 

da Redação DiárioZonaNorte
  • O erro médico é um defeito na prestação do serviço de saúde que venha a causar dano ao paciente. Apesar do nome, ele não é cometido exclusivamente por um médico, pode decorrer da atuação de outros profissionais como enfermeiros, dentistas, nutricionistas ou até mesmo da administração do ambiente hospitalar;
  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 1 em cada 10 pacientes no mundo sofra danos em cuidados de saúde, resultando em 3 milhões de mortes anuais devido a cuidados inseguros; e
  • Em 2024, o Brasil viu um aumento de 506% no número de processos por erro médico, com 74.358 novas ações judiciais, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Erros médicos podem transformar o que seria um momento de recuperação em um cenário de dor, frustração e, em alguns casos, graves consequências para a vida do paciente. Entretanto, é essencial compreender que nem toda complicação em um tratamento ou cirurgia representa, de fato, um erro.

A Medicina envolve variáveis complexas e nem sempre o organismo reage conforme o previsto. Saber identificar quando houve falha profissional e conhecer os direitos e deveres de cada parte é fundamental para evitar injustiças e preservar a relação de confiança entre paciente e médico.

erro médico

Segundo a advogada Gabrielle Brandão, especialista em Direito Médico e fundadora da GOLSS — organização de referência no setor da saúde —, há um equívoco comum: qualquer insatisfação com o atendimento é confundida com erro médico.

“Só podemos falar em erro quando há conduta inadequada que cause dano comprovado ao paciente e que poderia ter sido evitada com a aplicação correta de técnica, conhecimento ou protocolos”, explica a advogada.

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Imperícia, negligência e imprudência

Do ponto de vista jurídico, o erro médico se enquadra em três categorias:

  • Imperícia: atuação sem preparo técnico ou formação adequada.
  • Negligência: omissão ou descuido, como deixar de pedir exames importantes
  • Imprudência: agir com precipitação, assumindo riscos desnecessários.

A advogada ressalta que muitas disputas judiciais poderiam ser evitadas com comunicação clara e registro detalhado em prontuário. “A ausência de diálogo e o uso de termos técnicos sem explicação aumentam a chance de conflitos. Médicos bem orientados juridicamente protegem a si e aos pacientes”, afirma.

Para Gabrielle, transparência é a base de uma relação saudável na saúde. O paciente deve compreender riscos, benefícios, alternativas e limitações do tratamento. Um termo de consentimento bem elaborado é proteção para ambos.

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O que fazer diante de suspeita de erro

Se houver dúvida sobre falha no atendimento, é importante reunir todos os documentos: receitas, exames, laudos e fotos. Esses registros ajudam especialistas a diferenciar erro de complicação possível. Com o material em mãos, recomenda-se buscar orientação jurídica e, se necessário, formalizar denúncia no Conselho Regional de Medicina.

Os sinais de alerta para pacientes:

  • Promessas de resultado garantido;
  • Falta de explicações sobre o procedimento;
  • Recusa em fornecer termos de consentimento; e
  • Desqualificação de outros profissionais sem base técnica.

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Responsabilização e proteção ao médico

A responsabilização civil exige três elementos: conduta inadequada, dano e nexo causal. Casos graves podem gerar também consequências criminais e éticas. A advogada reforça que médicos também precisam se resguardar, registrando cada conduta e garantindo a formalização de consentimentos.

Gabrielle conclui: “O conhecimento jurídico básico é empoderamento. Paciente não deve ter medo de perguntar, e médico não deve temer se proteger juridicamente. Quanto mais consciência de ambos os lados, menores os conflitos e melhores os resultados.”


<< Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Imprensa/Daiane Bombarda Maio >>

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