da Redação DiárioZonaNorte
- Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP amplia presença em São Paulo e reforça um modelo que aposta em proximidade, pertencimento e prosperidade compartilhada
Por décadas, presença bancária foi sinônimo de poder. Fachadas imponentes, estruturas robustas, distanciamento quase ritual. Nos últimos anos, porém, esse símbolo começou a desaparecer das ruas. Agências fecham, equipes encolhem, o atendimento se automatiza. Em São Paulo, maior centro financeiro do país, o movimento é visível.
Na contramão dessa tendência, o Sicredi decidiu ficar, reafirmando sua convicção em um modelo financeiro que coloca pessoas no centro das decisões.
A instituição financeira cooperativa acaba de inaugurar oito novas agências na capital paulista, distribuídas entre bairros como Casa Verde, Vila Leopoldina, Vila Prudente, Tucuruvi, Jabaquara e o Centro Histórico, somando-se às recentes aberturas em Pirituba e São Mateus.
A expansão liderada pela Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, cooperativa que vem se consolidando como um dos principais vetores da consolidação a do cooperativismo financeiro nas grandes cidades. Mais do que expansão territorial, o movimento revela uma escolha estratégica: presença como valor, não como custo.

Prosperidade como construção coletiva
O avanço do digital transformou a relação das pessoas com o dinheiro. Aplicativos eficientes, operações instantâneas e menos papel fazem parte de um novo cotidiano financeiro. Ainda assim, há algo que a tecnologia não substitui: confiança.
É nesse ponto que o cooperativismo se diferencia e ganha mais força quando observado à luz da recente pesquisa “O que é Prosperidade para o Brasileiro”, desenvolvida pelo Sicredi em parceria com o Datafolha.
O estudo revela que prosperidade vai muito além de renda: envolve pertencimento, vínculos, orientação, segurança para decidir e sensação de não estar sozinho. Elementos que ajudam a explicar por que o cooperativismo financeiro segue crescendo justamente onde o sistema tradicional recua.
A pesquisa detectou que 86% das pessoas que se relacionam com cooperativas de crédito se consideram prósperas. Entre associados do Sicredi, esse índice chega a 92%. O dado não fala apenas de renda, mas de uma percepção mais ampla, que envolve segurança, pertencimento e autonomia para decidir.
No cooperativismo, prosperidade não é promessa futura. É experiência cotidiana.

Crescer sem perder a essência
Para Jaime Basso, presidente da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, a chegada a São Paulo é resultado de um caminho construído no interior do Paraná, com paciência e coerência: “Quando olhamos para a nossa história, desde os tempos em que a cooperativa funcionava em uma estrutura simples, percebemos o quanto sonhar faz a diferença. Aquilo que começou como uma solução para um grupo pequeno de pessoas hoje está presente em grandes endereços e em diferentes regiões de São Paulo. Crescemos com responsabilidade, proximidade e propósito, sem perder a essência de cooperar e de estar ao lado de quem confia em nós”
Segundo ele, a trajetória da cooperativa foge do roteiro tradicional do sistema financeiro. “Enquanto muitos bancos nasceram nos grandes centros e depois foram para o interior, nós fizemos o caminho inverso. Construímos uma base sólida nas regiões interioranas e agora levamos esse modelo de relacionamento para a capital. A experiência nos mostra que o cooperativismo é viável em qualquer lugar, porque a necessidade de relacionamento e de apoio é própria das pessoas, estejam elas no interior ou em uma grande metrópole”.

Essa lógica explica a presença do Sicredi em áreas pouco atrativas para o sistema financeiro tradicional, tanto no interior quanto nas grandes cidades: “Em muitos municípios do Brasil somos a única instituição financeira presente e isso nos dá clareza sobre o impacto que podemos gerar. Em São Paulo não é diferente, queremos estar perto de quem trabalha e vive em cada parte da cidade, oferecendo orientação financeira, crédito responsável e oportunidades para crescer”, afirma Jaime Basso.

Círculo Virtuoso do Cooperativismo na prática
No cooperativismo financeiro, o dinheiro não é apenas meio de troca. Ele é instrumento de desenvolvimento local.
Os recursos captados em uma região permanecem nela, fortalecendo pequenos e médios negócios, incentivando o empreendedorismo, gerando empregos e ampliando o impacto social. Esse conceito, conhecido como Círculo Virtuoso do Cooperativismo, sustenta o crescimento do Sicredi em mais de 2.200 municípios brasileiros, sendo a única instituição financeira em cerca de 200 deles.
Sempre que temos oportunidade, citamos incansavelmente uma reflexão de Márcio Port, presidente do Conselho de Administração da Sicredi Sul/Sudeste e autor do livro Cooperativismo Financeiro – Uma História com Propósito, que sintetiza essa lógica: “O maior concorrente do cooperativismo é o desconhecimento. Quando as pessoas compreendem o modelo, percebem que ele transforma realidades.”

Presença humana a par e passo com a tecnologia
A decisão de abrir novas agências não ignora a inovação. Pelo contrário. O Sicredi oferece mais de 300 soluções de natureza bancária, mantém um dos aplicativos mais bem avaliados do país e investe continuamente em tecnologia. Ainda assim, entende que eficiência não precisa eliminar vínculo.
Para Moacir Niehues, diretor executivo da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, a presença física continua sendo um diferencial estratégico: “Muita gente pergunta por que continuamos a abrir agências enquanto outras instituições estão fechando portas. A resposta é simples, queremos fazer diferente. Investimos em tecnologia e em canais digitais, mas acreditamos que a presença humana continua essencial. As pessoas querem ser ouvidas, tirar dúvidas, conversar com alguém que entenda a sua realidade. Nossas agências existem para isso, para dar rosto, voz e acolhimento ao relacionamento financeiro”.

O espaço físico, nesse contexto, deixa de ser apenas operacional. Torna-se ambiente de conversa, orientação e construção de decisões que impactam vidas reais.
“Somos uma instituição financeira completa, com soluções para diferentes momentos da vida e dos negócios, mas o que realmente nos diferencia é a forma como nos relacionamos com as pessoas. Trabalhamos com proximidade e com humanização das relações. A tecnologia é uma aliada importante, porém não substitui o contato, a conversa e o cuidado de quem conhece o associado pelo nome e realmente acompanha a sua trajetória”, destaca Moacir.

Onde o mercado não chega
A expansão do Sicredi em São Paulo também alcança regiões historicamente negligenciadas pelo sistema financeiro. No extremo sul da capital, em distritos como Parelheiros, a cooperativa atua com crédito rural, apoiando agricultores familiares e promovendo desenvolvimento sustentável.
Em setembro de 2025, a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, por meio de sua expertise em crédito rural, que notadamente falta aos bancos tradicionais que operam nos centros urbanos, realizou a entrega para agricultores associados de tratores adquiridos via Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), primeira operação dessa linha de crédito registrada na cidade de São Paulo em mais de dez anos.

“Quem ainda não conhece o cooperativismo está convidado a entender o nosso modelo e experimentar uma forma diferente de se relacionar com o dinheiro. Para quem já é associado, o nosso compromisso é continuar presente, aprimorando as estruturas e o atendimento, para que cada um sinta, na prática, o valor de fazer parte de uma cooperativa”, conclui Moacir.

Pessoas no centro
Para Elisangela Mancini, gerente regional de desenvolvimento da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, o diferencial do Sicredi está na forma como o modelo se traduz no dia a dia: “Nossas agências são locais de relacionamento. Espaços de troca, de negócios e, principalmente, de desenvolvimento. Estamos prontos para receber e prontos para prosperar juntos.”
Nesse sistema, não há acionistas externos nem decisões distantes da realidade local.
“Não somos uma sociedade de capital. Somos uma sociedade de pessoas. Aqui não existe a figura do banqueiro ou do acionista. Todos são associados e participam dos resultados. Quando alguém investe, toma crédito ou faz negócios com a cooperativa, está construindo prosperidade coletiva”, destaca Moacir.

Uma escolha de futuro
Em um setor que, nos últimos anos, optou por reduzir presença e contato, o Sicredi faz uma escolha clara. Abrir portas, ocupar espaços, investir em pessoas.
“Nossa mão é essa: proximidade, humanização e compromisso com as comunidades onde atuamos”, resume Jaime Basso.
Cada nova agência representa empregos, circulação de renda, apoio a pequenos e médios negócios, educação financeira e fortalecimento do tecido social. Mais do que expansão, o que o Sicredi promove é uma mudança de lógica: dinheiro como meio, não como fim. Um sistema financeiro que entende prosperidade como algo que se constrói junto.

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