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Celebrado em 1º de fevereiro, o Dia do Tomate é um convite para olhar com mais atenção para um ingrediente cotidiano, mas carregado de história. Sem ele, a cozinha não seria a mesma.
Um fruto que atravessa séculos e continentes
Embora seja frequentemente associado aos legumes, o tomate é um fruto nativo das Américas do Sul e Central. Registros históricos indicam que povos como Incas e Astecas já cultivavam e consumiam o tomate muito antes da chegada dos europeus ao continente.
Levado à Europa pelos espanhóis, o fruto encontrou novos solos, técnicas e preparos. Ao longo do tempo, conquistou cozinhas e paladares, tornando-se indispensável em diferentes culturas gastronômicas.
Rico em licopeno e vitamina C, o tomate também passou a ser valorizado por suas propriedades nutricionais, além da versatilidade que oferece na cozinha.

Con buenos tomates no hay mal cocinero
Originário das Américas foi na Itália que o tomate atingiu todo o seu esplendor. Os frutos são suculentos, perfumados, saborosos, tem acidez equilibrada e tem menor quantidade de água, reflexo do terroir europeu e dos cuidados que o cercam desde o plantio até à mesa.
Não conseguimos imaginar o que os italianos faziam na cozinha, antes da chegada do “pomodoro“. Tomate ruim, farinhento… aguado… não faz bom molho, não tem o poder de transformar um prosaico “spaguetti” em um manjar dos deuses, não faz “il vero ragù alla bolognese“
E aviso aos marinheiros: não adianta “importar” sementes e fazer o plantio aqui. O resultado não é o mesmo… As condições de clima, solo e qualidade de água (o tal do terroir), são diferentes das apresentadas na Europa.

Os tomates produzidos no Brasil
Existem centenas de variedades de tomate no mundo, com diferenças de acidez, dulçor, textura e quantidade de polpa.
No Brasil, a produção se concentra principalmente em sete tipos: Carmem, Débora, Caqui, Holandês, Italiano, Cereja nas versões vermelha, brown e amarela, além do Sweet Grape. Cada um deles ocupa um lugar específico no consumo diário, seja em saladas, molhos, refogados ou preparações mais elaboradas.
San Marzano e a força da origem
Entre os tomates mais admirados da gastronomia internacional está o San Marzano. De origem italiana, ele se destaca pelo formato alongado, polpa espessa e coloração intensa.
Colhido manualmente, é um produto com Denominação de Origem Protegida, a D.O.P., cultivado em solo vulcânico na região do Monte Vesúvio, na Itália. Esse terroir específico confere ao fruto características únicas, que fazem dele uma referência quando o assunto é molho de tomate.

O tomate na vera pizza napoletana
O San Marzano ocupa lugar central na chamada vera pizza napoletana. Ao lado da mozzarella fresca do tipo Fior di Latte, produzida dentro dos padrões napolitanos e reconhecida como patrimônio imaterial da Unesco, do queijo parmigiano e das folhas frescas de manjericão, ele compõe uma das receitas mais emblemáticas da gastronomia italiana.
A pizza napolitana, feita com massa de longa fermentação, foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em 2017, reforçando o valor cultural desses ingredientes e saberes.
Cozinhar como escolha cultural
Nos últimos anos, cozinhar deixou de ser apenas uma tarefa cotidiana para se transformar em escolha cultural e afetiva. A cozinha passou a ocupar um lugar central nas casas brasileiras, acompanhada por uma mudança na percepção sobre alimentação e pela busca por ingredientes de melhor procedência.
Nesse contexto, o movimento slow food ganhou força ao valorizar a comida de verdade, a relação entre produtores e consumidores, o respeito às tradições e às técnicas de produção.

Curadoria e protagonismo no mercado gastronômico
Se na década de 90, antes da abertura do mercado brasileiro aos importados, era muito difícil ter acesso a produtos desta qualidade, hoje temos uma realidade bem diferente.
Provar estes tomates únicos da União Européia é uma experiência gustativa, que sem esforço ou pirotecnia, se torna inesquecível – já que eles chegam aos supermercados e empórios nas mais variadas cidades brasileiras, na forma de conservas, como um produto agroalimentar estupendo e com um valor muito convidativo.
De forma natural, a Casa Flora Importadora se consolidou como uma das protagonistas desse movimento no Brasil. Com um portfólio que ultrapassa 1.500 itens, a empresa leva à mesa do consumidor brasileiro produtos nacionais e internacionais que dialogam com a enogastronomia, incluindo massas, arrozes, azeites, queijos, conservas, temperos, vinhos, cervejas, destilados e águas.
Ao longo de uma década, o DiárioZonaNorte acompanha esse universo de perto. São anos dedicados a escrever sobre gastronomia, indicar endereços para diferentes perfis e orçamentos, avaliar restaurantes com visitas anônimas e apresentar ingredientes que ampliam o repertório do leitor. Para celebrar o Dia do Tomate, o jornal decidiu ir além da observação e entrar na cozinha.
Uma receita para celebrar o Dia do Tomate
A proposta é um penne com ragu de costela, preparado com produtos da linha Paganini, marca que chega ao Brasil por meio da Casa Flora Importadora.
Presente no mercado brasileiro, a Paganini seleciona seus produtos em diferentes regiões da Itália, como azeites da Úmbria, acetos da Emília-Romanha, massas de grano duro da Puglia, tomate pelado da Campânia, arroz, polenta e couscous do Piemonte e funghi porcini da Toscana. A marca combina tradição, estilo de vida europeu e tecnologia na elaboração de seus alimentos.

Penne com ragu de carne
Escolhemos preparar um penne com molho encorpado e perfumado, no qual a carne e os tomates, cozidos lentamente, se transformam em um ragu saboroso. O aceto balsâmico Paganini entra como elemento de profundidade e equilíbrio.
Ingredientes (o
Para a carne, utilize um quilo de patinho moído por duas vezes. Uma xícara com salsão e cenoura picados, três dentes de alho picados, meia cebola picada, bacon picadinho, um galho de manjericão, uma folha de louro, sal e pimenta do reino a gosto, 2 latas de tomate italiano Paganini, duas colheres de sopa de azeite extravirgem Paganini, duas colheres de sopa de aceto balsâmico Paganini, um copo americano de leite integral (preste atenção – leite, não creme de leite) e um pacote de penne Paganini. Por que o penne faz a diferença? É um corte de massa curto, que permite que o molho entre dentro dele.
Modo de fazer
Mantra para cozinhar bem…. o sabor começa pela base. E na cozinha italiana ele se chama soffritto e é muito simples de fazer: aqueça o azeite Paganini e refogue o bacon, a cebola, o alho, o salsão, a cenoura e o louro, mexa até dourar. Depois de refogado e cozido com a carne e os tomates, praticamente ele some e o sabor permanece.
Acrescente a carne, o aceto balsâmico Paganini, o sal e a pimenta do reino, misturando bem. Assim que a carne ganhar cor, coloque o tomate pelado esmagado com as mãos em uma tigela e por fim, o galho de manjericão. Assim, o seu ragu ficará rústico e mais saboroso.
Deixe cozinhar por cerca de trinta minutos, em fogo baixo e panela tampada. Acrescente o leite ... Ele deixa o molho cremoso e muito saboroso e não interfere em nada na cor do ragu. Mexa de vez em quando para não grudar no fundo da panela. Ajuste o sal e retire o manjericão.

Antes de iniciar o ragu, coloque uma panela grande com cinco litros de água no fogo, após ferver, adicione uma colher de sopa de sal para o cozimento da massa.
Cozinhe o penne Paganini por cerca de oito minutos, até ficar al dente. Escorra, misture ao ragu de carne e finalize com queijo parmesão ralado – por favor, opte pelo parmesão em peça, muito mais saboroso… Para decorar, um galhinho de manjericão. Uma forma simples e saborosa de celebrar o Dia do Tomate.
<com apoio de informações: Anagrama Comunicação e Eventos – Reila Criscia e Bete Almeida>
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