da Redação DiárioZonaNorte
Novidade na badalada Avenida Engenheiro Caetano Álvares, o Bolovo já ocupa o lugar de porta-estandarte de templo da botecagem paulista. Os sócios Charles Farias, Nicolas Dargas e Kadu Dargas entregam ao púbico um ambiente acolhedor, uma legítima cozinha de bar e coquetéis inspiradíssimos, com preços camaradas.

Tudo cuidadosamente pensado para parecer simples… fácil de comer e de beber…, como um boteco dos bons deve ser.
O ambiente lembra os botequins antigos, onde as cores branca, azul e amarelo dão o tom, com dois andares, bar, pista de dança e palco, onde acontecem apresentações musicais. A fachada ostenta um mural assinado pelo artista Filipe Grimaldi.
No Bolovo, não tem gourmetização forçada, não tem pose, não tem migué. Tem sabor de casa, pegada de rua, técnica de chef e drink com identidade. É boteco, sim — e com muito orgulho. E olha… difícil sair de lá sem querer voltar.

Cozinha de boteco com alma de prato principal
Conduzida pelo chef Nicolas Dargas, a cozinha do Bolovo eleva a culinária de bar a outro patamar, com respeito aos insumos e uma técnica primorosa. Essa excelência aparece, por exemplo, na delicada bochecha suína, cozida lentamente por oito horas no sous vide com manteiga de ervas, e servida com uma equilibrada emulsão de missô (R$ 26,90).

Ou ainda, na simples — porém surpreendente — moela, preparada no ponto perfeito, também com oito horas de cocção no sous vide, acompanhada de pão artesanal para “chuchar” no molho de tomates feito na casa (R$ 26,90).

Sous vide (lê-se “sú-vid”) é uma técnica usada em restaurantes de alto nível no mundo todo. O preparo é feito com um equipamento especial, o termocirculador, que mantém a água em baixa e constante temperatura.
Os alimentos são colocados em sacos próprios, 100% seguros e selados a vácuo, e ficam cozinhando por horas — às vezes até mais de dois dias, dependendo da receita. O resultado? Pratos suculentos, saborosos e nutritivos, já que os ingredientes não perdem nada para a água. Tudo fica no ponto certo, com textura e sabor incríveis.

Uma mordida, e você entende o porquê do nome da casa
O salgado que dá nome à casa surpreende em duas versões irresistíveis, ambas feitas artesanalmente e com preparo 100% manual.
A primeira, o Bolovo Raiz, traz o clássico: ovo cozido com gema mole, envolto em uma delicada camada de carne bovina moída bem temperada, empanado com leveza, frito no ponto certo e finalizado com ciboulette e flor de sal (R$ 15,90).

Já a segunda versão presta homenagem ao scotch egg (apesar do nome, um salgado criado em Londres): aqui, o mesmo ovo de gema mole ganha uma cobertura de linguiça suína, também empanado suavemente, frito e finalizado com o mesmo cuidado — ciboulette e flor de sal (R$ 15,90).
Os dois são de comer rezando.O bolinho de carne seca também faz bonito. Massa de abóbora com carne seca desfiada, crocante por fora e suculento por dentro (R$ 24,90 – 3 unidades).

Manifesto de sabor
No cardápio, dois pratos: Guiana Brasileira – sardinha frita empanada no fubá, bem sequinha, acompanhada de aligot de mandioca e um vinagrete sensacional de abacaxi, tomates verdes e salsinha (R$ 31,90) e o Mignon da Roça – file mignon suíno cozido por seis horas no sous vide, posteriormente grelhado na chapa, acompanhado com o molho de seu cozimento, farofa de bacon e caponata de jiló (R$ 31,90).

Ahhh…. boteco bom tem que ter balção de acepipes. No Bolvovo você escolhe entre mix de conservas no pote (jiló, azeitona, quiabo, batatinha e mini milho), tremoços, a tradicionalíssima mortadela com provolone, sardinha assada ao molho (servida fria) e torresmo.

Boteco Paulista sem Migué
A carta de bebidas do Bolovo tem curadoria de Charles Farias, sócio da casa. Formado em filosofia, ele construiu uma sólida carreira em marketing e gestão de bebidas — e também é sommelier. Resultado? Um verdadeiro espetáculo líquido.
Tudo aqui foi pensado para oferecer uma experiência sensorial inesquecível: tem memória afetiva, técnica refinada, alquimia de ingredientes e, claro, muito sabor e personalidade.

Zero Álcool Máximo Sabor
A magia começa com os cocktails sem álcool, que aparecem em quatro versões. Provamos duas delas e nos encantamos com a apresentação e o sabor.
O destaque vai para o Martini do Bolovo, que não deve nada ao clássico original. Aqui, é preparado com Paragon Vetiver, uma infusão de casca de laranja, xarope de açúcar e finalizado com a icônica azeitona. Tudo servido em uma taça Martini refrigerada, que, ao mudar de temperatura, revela novas camadas de sabor (R$ 20,90). Até James Bond pediria bis!

Outro sucesso é o Água da Cantareira, uma verdadeira explosão de sabores. A mistura de Paragon Palo Santo, xarope de sabugueiro, tônica e tomilho conquista pelo visual delicado e pelo aroma marcante do tomilho, que traz um toque especial (R$ 22,90).
Batidas
As batidas são o tesouro da carta de bebidas do Bolovo, perfeitas para quem quer bebericar sem pressa. Combinando sabores e texturas, elas resgatam memórias afetivas dos mais velhos e criam novas para os mais jovens.

Batida de Pudim, feita com pudim de leite condensado “de verdade” e cachaça, com calda de caramelo. Batida de Coco Queimado – coco natural caramelizado lentamente na panela, cachaça e leite condensado. Por último, mas igualmente saborosa, a Batida de Gibi – aquele doce de amendoim encontrado nos botecos do Brasil, leite condensado e cachaça (R$ 15,90 cada uma).

Trio Parada Dura
Os clássicos dos botecos são servidos na régua, em versão mini: Bombeirinho (Velho Barreiro, Grenadine e limão), Maria Mole (vermute Contini e conhaque Domecq) e Rabo de Galo (Velho Barreiro Gold, Vermute e Cynar) – R$ 18,90.
Outra pedida que faz sucesso com a turma mais velha é o Caracu – o pai de todos os energéticos… Elaborado com cerveja preta Caracu batida com ovo, açúcar mascavo e canela (R$ 24,90).

Cocktails com sotaque e bom humor
Os nomes dos drinks já entregam o espírito da casa… tudo com irreverência e alma botequeira.
Entre os destaques, a Tubaína do Bolovo, servida num saco plástico, com furo de canudo — um resgate autêntico da tradição dos botecos do interior. Leva rum ouro, tubaína, extrato de guaraná e gelo (R$ 18,90). Puro verão engarrafado.

Surpreende o Quem Não Aguenta, Bebe Leite: mistura conhaque de alcatrão raiz, leite e mel, servido quente. Confortável, doce na medida e perfeito para o inverno (R$ 19,90) e ainda o azedinho Não É Balena: mistura inusitada e deliciosa de bala 7 Belo infusionada na vodka Smirnoff com limão (R$ 17,90).

Já o Tikelly, drink carinhosamente batizado em homenagem à esposa de Charles (Ti Quero Kelly). Feito com rum prata, purê de pêssego, abacaxi e suco de laranja — uma declaração de amor em forma de cocktail (R$ 19,90).
Fazem sucesso ainda, os clássicos da coquetelaria, os destilados e as cachaças. Além do chopp Brahma bem tirado, você vai encontrar cervejas bacanas para todos os gostos e bolsos.

Comandado por quem entende de cozinha, de copo e de gente, o Bolovo mostra que boteco também é lugar de excelência. E quando sabor, memória e afeto se encontram num mesmo balcão, o resultado é uma experiência que vale cada gole — e cada linha escrita sobre ela.

Serviço:
Boteco Bolovo
- Av Engeheiro Caetano Álvares nº 5842
- 4ª, 5ª e domingo – 16h à 01h
- 6ª e Sábado – 16h às 02h
- Instagram: @botecobolovo
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