O presidente Jair Bolsonaro participou  da cerimônia de início das obras do Colégio Militar de São Paulo (CMSP), no Campo de Marte. A instituição será o 14° colégio militar do país.

Presenças === Também compareceram os ministros Abraham Weintraub, da Educação, Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e o senador Flávio Bolsonaro. Estava presente também a atriz Regina Duarte, indicada para comandar a Secretaria Especial de Cultura e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp, Paulo Skaf.

Ausências ==  O governador João Doria e o prefeito Bruno Covas, ambos do PSDB, não compareceram, sendo representados, respectivamente, pelo secretário estadual de Segurança, general João Camilo Pires de Campos, e pelo secretário municipal de Justiça, Rubens Rizek.

Estrutura == O CMSP ocupará a área  de 82,5 mil m²  do antigo Centro Logístico da Aeronáutica, no Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo. A Fiesp doará os projetos básico e executivo da obra do colégio. O valor estimado dos projetos não foi informado.

A estrutura terá dois pavilhões de salas de aula, um para o ensino fundamental e outro para o ensino médio. Serão construídos um campo de futebol com pista de atletismo e uma arquibancada para 800 pessoas, além de parque aquático, ginásio de esportes, auditório com capacidade para 300 pessoas, salas de judô e esgrima, refeitório e pátio de formatura. A previsão é que o colégio comece a funcionar em 2023.

Temporariamente, os alunos iniciam o ano letivo nesta manhã no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de São Paulo (CPOR) na Rua Alfredo Pujol, em Santana, próximo do local onde ficará a unidade definitiva.

Sistema CMB ==  O Sistema Colégio Militar do Brasil (CMB) abrange, atualmente, um corpo discente de 15 mil jovens. São oferecidas vagas para o ensino fundamental e médio e o ingresso é feito por concurso público. Há unidades de ensino em Campo Grande, Curitiba, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Juiz de Fora (MG) e Santa Maria (RS).

Cobrança de mensalidades  ==  Os  Colégios Militares, por serem parte do sistema de ensino militar e geridos  pelo Exército Brasileiro, podem cobrar de seus alunos mensalidades (algo em torno de  R$ 300,00).

A cobrança de contribuições nos colégios militares está prevista na Lei Federal nº 9.786/99 e na Portaria nº 42/08, do Comando do Exército.

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu em outubro de 2018, por validar a cobrança de mensalidade nos 14 colégios militares do país.  A constitucionalidade da cobrança foi confirmada no julgamento no qual a Corte julgou improcedente ação de 2013 – impetrada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendia o fim da cobrança por entender que os colégios militares fazem parte do sistema de ensino público, fato que impediria a cobrança de qualquer valor, devendo ser ofertado de forma gratuita.

Para saber como ingressar no  CMSP clique aqui.

Pisa === Durante a cerimônia, o presidente Jair Bolsonaro lembrou o resultado do Brasil no último ranking do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Bolsonaro destacou que a avaliação foi feita em 2018, portanto antes de seu governo. Disse também que espera melhora do posicionamento do país na próxima avaliação que será realizada em 2021.

“O Brasil chegou a uma situação na educação que não pode ser ultrapassada por mais ninguém, porque já estamos no último lugar. E essa prova do Pisa foi realizada em 2018, antes do nosso governo.

Apesar do tempo relativamente curto, com toda certeza, melhoraremos sim muitas posições para a próxima prova que será realizada em 2021. E deixo bem claro também, se deixarmos nessa prova do Pisa apenas alunos de Colégios Militares, de escolar militarizadas, por exemplo, de Goiás do governador Caiado, o Brasil estaria entre os dez do mundo”, afirmou.

O presidente fez ainda uma critica aos governadores que não quiseram fazer parte do projeto do governo federal para escolas militares e finalizou afirmando que “a questão político-partidária não pode estar à frente de um país”.

Com apoio de informações:  Agência Brasil
Fotos:  Rovena Rosa – Agência Brasil
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