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Unidades de Saúde iniciam mobilização e combate sobre hepatites virais

A Prefeitura de São Paulo inicia na próxima 2ª feira (23/07/2018) a semana de combate às hepatites. Até o dia 27, os serviços de saúde da cidade irão intensificar em suas unidades atividades voltadas para o esclarecimento sobre a doença, como rodas de conversa, discussões e palestras. Além disso, haverá o oferecimento de testes para diagnóstico e a vacinação para Hepatite B. Durante o mês, alguns prédios públicos também serão iluminados com a cor amarela.

As hepatites virais dos tipos B e C são doenças silenciosas, que nem sempre apresentam sintomas. Se você tem mais de 40 anos, recebeu transfusão de sangue (antes de 1993), já usou drogas ou teve relações sexuais desprotegidas, procure uma unidade de saúde e faça o teste.

Hepatites ===  Hepatite significa a inflamação do fígado e pode ser ocasionada pelo uso de alguns medicamentos, consumo de álcool ou por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. Quando causada por vírus recebe o nome de Hepatite Viral, que pode se manifestar nos tipos A, B, C, D e E.

As infecções por hepatite B e C são dez vezes mais numerosas que as por HIV. No município de São Paulo as hepatites A, B e C são as mais frequentes. Estas hepatites virais podem ser separadas em dois grupos, de acordo com sua forma de transmissão:

Hepatite A e E: são transmitidas de modo fecal/oral, por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus. Esse mecanismo de infecção está relacionado a precárias condições socioeconômicas, de saneamento básico e de higiene pessoal.

 Hepatite B e C: podem ser transmitidas:

  • sangue: transfusão de sangue ou hemoderivados (raras atualmente), hemodiálise, procedimentos cirúrgicos e odontológicos em que não se aplicam as normas adequadas de esterilização, compartilhamento de material contaminado no uso de drogas, aparelhos de barbear, aplicação de tatuagens e piercings;
  • da mãe portadora do vírus B ou C para o filho, principalmente durante o parto; e
  • por contato sexual.

A hepatite A costuma ter evolução benigna, não deixando sequelas. Já as hepatites B e C são doenças silenciosas, isto é, não apresentam sintomas na maioria dos casos. Também podem não curar após a fase aguda, evoluindo para doença crônica.

Na hepatite B, 90 % dos infectados se curam de forma espontânea, mas se a infecção ocorre nas crianças menores de um ano e não vacinadas ao nascer, o risco de evoluir para forma crônica chega a até 90%.

Na infecção causada pela hepatite C, 70 % a 80% das pessoas que adquiriram o vírus evoluem para uma doença crônica. Entre os indivíduos com doença crônica, em torno de 20% progridem para um quadro grave, que é a cirrose hepática. Entre os indivíduos com cirrose, uma pequena parte pode desenvolver câncer de fígado.

Formas de prevenção:

Hepatite B === A vacina contra a hepatite B está disponível no SUS. Todas as gestantes, ainda não vacinadas contra hepatite B, deverão receber a vacina após a coleta de sangue para sorologia. Caso a gestante apresente documentação com esquema de vacinação incompleto, é suficiente completar o esquema já iniciado.

Todos os recém-nascidos devem receber a primeira dose da vacina contra hepatite B nas primeiras 24 h de vida. A imunização só é efetiva após a aplicação de todas as doses. Para crianças que receberam a 1ª dose na maternidade, serão necessárias mais três doses para completar o esquema.

Já para as pessoas que iniciam a vacinação contra a hepatite B na Unidade de Saúde, são necessárias três doses para completarem o esquema.

Além da vacina, são formas importantes de prevenção usar camisinha em todas as relações sexuais, não compartilhar objetos de uso pessoal (como escova de dente, alicates de cutícula e lâminas de barbear) e realizar tatuagens ou colocação de piercings em locais idôneos.

Hepatite C === A principal maneira de transmissão da hepatite C é o contato com sangue contaminado por meio de material cirúrgico, odontológico e outros objetos não descartáveis ou com esterilização inadequada e o compartilhamento dos instrumentos utilizados no uso de drogas.

Indivíduos nascidos antes de 1965 representam mais de 50% dos casos notificados e tiveram oportunidade maior de exposição ao vírus da hepatite C. A infecção destas pessoas ocorreu antes da utilização das precauções universais nos cuidados de saúde e controle sorológico em bancos de sangue ou ainda pelo uso compartilhado de agulhas e seringas, mesmo que ocorrido há muitas décadas.

Não existe vacina contra a hepatite C, mas a doença pode ser evitada ao não se compartilhar seringas, agulhas e objetos cortantes (lâminas de barbear, alicates para cutícula, etc) com outras pessoas e ao usar camisinha em todas as relações sexuais.

Atualmente, estão disponíveis no SUS drogas efetivas para o tratamento da hepatite C e portanto, a identificação dos portadores é de extrema importância para impedir a evolução para formas mais graves da doença.

Identificando o vírus das Hepatites B e C:
Um dos principais desafios na atenção das hepatites B e C é o diagnóstico: a maioria das pessoas infectadas não sabe que tem o vírus. A presença de sintomas é rara, daí o fato de serem classificadas como doenças silenciosas que podem evoluir por 10, 20, 30 ou mais anos sem que o paciente apresente sintomas para alertar e procurar atendimento médico. Quando tem ciência da doença já pode estar em estado avançado. O diagnóstico do vírus da hepatite deve ser feito por meio de exame de sangue específico.

A recomendação é que todas as pessoas que receberam transfusão de sangue ou derivados, antes de 1993, ou pessoas com mais de 40 anos, ou que já tenham tido contato com drogas devem procurar um serviço de saúde para realização de exames para investigação de hepatite.

Além disso, toda mulher grávida precisa fazer o teste para hepatite B para indicação das medidas de prevenção ao recém-nascido. << Com apoio de informações/fonte: Secretaria Especial de Comunicação-Secom / Secretaria Municipal de Saúde >>

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