Filho do casal de imigrantes italianos ( Francesco Rubinato e Emma Ricchini ), que vieram de uma província de Veneza, Adoniran Barbosa – nascido paulista de Valinhos – completaria 108 anos agora no próximo 6 de agosto. De sua trajetória pelo Bixiga, Jaçanã, Vila Matilde e outros lugares de São Paulo, deixou saudades há 36 anos. Nova oportunidade de “matar a saudade” para o povo da Zona Norte, especialmente os moradores do Jaçanã/Tremembé, e daquelas outras regiões que Adoniran Barbosa circulou e conviveu com muita gente amiga.  Um grande nome da música brasileira só merece essa importante homenagem a partir desta 3ª feira (24/07/2018) que se estende até o final do ano, no Farol Santander – no centro  velho da cidade

A mostra inédita retrata a vida e obra do compositor, cantor, ator e criador de grandes personagens do rádio, Adoniran Barbosa, uma das principais referências artísticas brasileiras. Ocupando dois andares (19º e 20º) do revitalizado edifício ícone no Centro da cidade, com aproximadamente 400m² no total, Trem das Onze – uma viagem pelo mundo de Adoniran levará ao público um rico acervo de fotografias, vídeos, partituras, objetos pessoais e trechos do documentário “Adoniran – meu nome é João Rubinato”, de Pedro Serrano. A mostra revela não só o universo da obra do artista, como também abre espaço para falar das origens de Adoniran e sua família, que vieram da Itália para o Brasil, além de outras passagens de sua vida particular.

Os visitantes terão a rara oportunidade de ver as peças pertencentes ao acervo pessoal de Adoniran, reunidas ao longo de quatro décadas pela esposa, Matilde, e mantidas longe do alcance do público desde os anos 1980. Nessa eclética coleção, estão itens como os clássicos chapéu e gravata borboleta, característicos do artista; a aliança feita para a esposa com a corda de um cavaquinho (história contada no samba “Prova de Carinho”); roteiros de rádios e novelas em que atuou, com anotações do próprio; roteiro do filme não rodado “O Sertanejo”, com dedicatória de Lima Barreto a Adoniran; fotos inéditas; ferramentas usadas e brinquedos feitos por ele em sua oficina; objetos pessoais como kit de barbear, ferro de passar e panela de fazer polenta, além de matérias de jornais e revistas da época.  “A importância de recebermos esta mostra está diretamente conectada com nossa ideia de promover o resgate das memórias culturais e da cidade de São Paulo, aliadas à arte contemporânea. Nesse sentido, ter uma exposição que fala sobre Adoniran Barbosa, um dos mais significativos artistas de São Paulo, no mais simbólico edifício da capital, é fundamental e gratificante para nós”, afirma Paola Sette, gestora do Farol Santander.

 

São várias salas e espaços contando a trajetória de Adoniran, como a inicial Saudosa Maloca, Estação de Trem, Vagão de Trem, Plataforma do Metrô, Oficina, Cine e Tv – além de temáticas.  Logo começam a aparecer os objetos do acervo pessoal do artista, como a sua certidão de nascimento, partituras, discos e fotos. A segunda vitrine da sala apresenta algumas partituras de músicas dos anos 30, compostas, mas nunca gravadas por ele – e por isso pouco conhecidas do público atual. “Mergulhar nesse acervo riquíssimo nos permite descobrir a cada dia algo novo sobre a história do rádio paulista, do cinema nacional e, claro, da cidade de São Paulo. Procuramos selecionar peças que retratassem esse artista multimídia que foi o Adoniran”, esclarece Pedro Serrano, que divide a curadoria da mostra com o jornalista Celso de Campos Jr., biógrafo do sambista.

Na sala de Rádio e TV, a sala expõe fotos, roteiros, contratos e outros objetos originais. Adoniran ainda interpretaria Antônio Conselheiro, líder de Canudos, no filme “O Sertanejo”, mas o projeto de Lima Barreto acabou não indo adiante. Essa história pouco conhecida é contada em uma vitrine especial na sala, que traz o roteiro original do filme.  E próxima do final, há uma sala com exibição de trechos do documentário Adoniran – Meu Nome é João Rubinato, de Pedro Serrano. É um espaço para um encontro com Adoniran, por meio de seus depoimentos e suas entrevistas. A exposição é encerrada com um espaço poético: a Sala da Garoa. Nela, revela-se uma São Paulo que hoje só existe em fotos antigas e nos sambas de Adoniran. Um chão espelhado reproduz a primeira camada de garoa que se precipita sobre a cidade, e que, ao lado de gotas suspensas ao longo da sala, reflete as imagens da cidade e de Adoniran reproduzidas nas paredes. É um espaço de sonhos em homenagem ao seu cronista mais musical.

SERVIÇO

Trem das Onze – uma viagem pelo mundo de Adoniran

  • Onde: Rua João Brícola, 24 – Centro (estação São Bento – linha 1, azul do metrô)
  • Quando:  24 de julho a 30 de dezembro == Entrada acessível: Rua João Brícola, 32
  • Site Farol Santander: www.farolsantander.com.br
  • Funcionamento: 3ª feira  a domingo
  • Horários: 09 às 20 horas (3ª a sábado) / 09 às 19 horas (domingo)
  • Ingressos: site e bilheteria física no local
  • Horário Bilheteria: 09 às 19 horas (3ª a sábado) / 09 às 18 horas (domingo)
  • Ingressos: – R$ 20 (visitação completa ao Farol Santander)
  • A venda de ingressos é feita pelo site farolsantander.com.br. O horário de funcionamento é de 3ª feira a sábado, das 09 às 20 horas e domingo, das 09 às 19 horas
  • Capacidade por andar: 60 pessoas

Ficha técnica === Curadoria: Celso de Campos Jr. e Pedro Serrano / Concepção: Cassio Pardini e CaseLúdico / Produção Executiva: João Carlos Almendra e Julio Cesar Cardoso / Produção: Felipe Montuori / Pesquisa: Celso de Campos Jr. e Pedro Serrano / Textos: Celso de Campos Jr. / Projeto e Execução cenográfica: CaseLúdico / Diretor de Arte: Marcelo Jackow / Projeto Técnico: CaseLúdico / Assistente de Produção Executiva: Jacqueline Manzini / Design e Comunicação Visual: Tatiana Rizzo/Estúdio Canarinho / Patrocínio: Santander e Getnet / Apoio: Metrô de São Paulo e Instituto Galeria do Rock / Assessoria de Imprensa Farol Santander: Marra Comunicação / Assessoria de imprensa Acervo Adoniran Barbosa: Casa do Bom Conteúdo 

SOBRE O FAROL SANTANDER ==  O Farol Santander, inaugurado no dia 25 de janeiro, é um centro de empreendedorismo, cultura e lazer. A mais nova atração da cidade de São Paulo, localizada em um emblemático ponto turístico da região central, o antigo edifício Altino Arantes, promove discussões de ideias e é um polo para atrair as pessoas ao centro da cidade.  As atrações do Farol Santander ocupam 13 andares dos 35 do edifício de 161 metros, que por um longo período foi a maior estrutura de concreto armado da América do Sul. As visitas começam pelo hall do andar térreo, um dos tombados pelo Condephaat (assim como o 2º, 3º, 5º, 6º e mirante), e seguem até o mirante do 26º andar, onde foi instalado um café com inspiração art déco.  Nessa cidade em constante mudança, o Farol Santander foi concebido para ser um elemento de conexão entre os cidadãos, sua capacidade, identidade cultural e relação social afetiva, e com isso contribuir para a revitalização do Centro histórico da cidade.


LimpaSP – estréia

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