0 antídoto está disponível, de graça, nos 645 municípios paulistas; mosquitos circulam na área silvestre de todo o Estado om a chegada das férias, a Secretaria de Estado da Saúde reforça o alerta para que os paulistas ainda não imunizados se vacinem previamente contra a febre amarela, antes de viagens programadas para o período. A vacina deve ser tomada com dez dias de antecedência para garantir proteção efetiva.

Ainda com o objetivo de aumentar a proteção da população contra a doença, a secretaria decidiu ampliar e intensificar a vacinação contra a febre amarela em todo o território paulista. Desde o dia 18, moradores das 645 cidades paulistas podem ser imunizados.

“Intensificamos o chamamento para imunizar todos os moradores do Estado de São Paulo, tomando a vacina contra a febre amarela, pois foi observada a circulação dos mosquitos Haemagogus e Sabethes em áreas silvestres. Eles picaram macacos em todos os 645 municípios paulistas”, destaca Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde.

“Até mesmo quem vai passar somente no final de semana em localidades próximas, como Jundiaí, Atibaia e Ibiúna, por exemplo, e acha que não são áreas de risco, está enganado”, frisa a especialista da pasta da Saúde.

Proteja-se – A finalidade é aumentar a cobertura vacinal para garantir a proteção de toda a população contra a doença. Justamente por isso, a secretaria estendeu a imunização para 190 municípios que até então não estavam no mapa de recomendação da vacina. Nesses locais, inicialmente estarão disponíveis as doses fracionadas da vacina, que é segura e eficaz.

Essas novas cidades estão situadas nas regiões do Grande ABC, Vale do Paraíba, Baixada Santista, entre outras, e incluem os 54 municípios participantes da campanha realizada em janeiro deste ano. Especificamente nesses municípios, foram vacinadas cerca de 5,6 milhões de pessoas, sendo aproximadamente 95% com a dose fracionada da vacina. Ainda é fundamental ampliar a cobertura vacinal, pois, nesses locais até o momento, a imunização alcançou apenas 60,2% da população-alvo.

A secretaria também está mobilizando as 455 cidades que já tinham recomendação da vacina para intensificar as ações de imunização, com uso da dose integral da vacina. Nesses locais, a cobertura vacinal é de aproximadamente 80%.

Na avaliação de Helena Sato, um dos motivos para a secretaria não ter atingido sua meta é o desconhecimento da população sobre a circulação dos mosquitos da febre amarela em todo o território paulista nas áreas de mata.

Medo da reação – Outra preocupação das pessoas, que as afasta dos postos de saúde, é o medo da reação do antídoto, acrescenta a diretora de imunização do Estado. “Apenas cerca de 10% de quem toma a vacina sente febre e dor de cabeça (a partir do quarto dia da imunização). Outra reação é a doença viscerotrópica, ou seja, disseminação do vírus vacinal no organismo. Essa é uma situação rara e representa um caso a cada um milhão de vacinados, risco inferior em comparação à contaminação da febre amarela em áreas silvestres”, informa a dirigente.

Em 2018, foram vacinadas contra a febre amarela 7,5 milhões de pessoas. O número ultrapassa a marca da vacinação no decorrer de 2017, quando 7,4 milhões de doses foram aplicadas, e é também superior à vacinação na década anterior – 7 milhões de pessoas foram imunizadas entre 2006 e 2016.

Todas as regiões estão abastecidas para distribuição de doses nos postos de vacinação. Desde 2017 até o momento, 23 milhões de doses foram espalhadas por todo o território paulista, sendo 55% desse total somente nos cinco primeiros meses do ano.

A partir da campanha, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a disponibilizar neste ano a dose fracionada da vacina, conforme diretriz do Ministério da Saúde. O frasco convencionalmente utilizado na rede pública pode ser subdividido em até cinco partes, sendo aplicado assim 0,1 ml da vacina. Estudos evidenciam que a vacina fracionada tem eficácia comprovada de pelo menos oito anos. Pesquisas em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. As carteiras de vacinação recebem um selo especial para informar que a dose aplicada foi a fracionada.

Dose padrão – Além disso, está mantido o uso da dose padrão para crianças com idade entre nove meses e dois anos incompletos, pessoas que viajarão para países com exigência da vacina e grávidas residentes em áreas de risco.

Devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme.

Não há indicação de imunização para grávidas que residem em locais sem recomendação para vacina, mulheres que estejam amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como, por exemplo, lúpus e artrite reumatoide). Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.

Embora a proporção semanal de casos e óbitos humanos apresente queda nos últimos meses, em comparação ao período de auge da doença – no início deste ano –, os dados de epizootias (morte ou adoecimento de macacos) evidenciam que o vírus continua circulando no território. Como a circulação dos mosquitos é mais frequente no verão, Helena Sato adianta que existe a possibilidade de circulação deles a partir de setembro deste ano.

Balanço – De janeiro de 2017 até 15 de junho, houve 561 casos autóctones de febre amarela silvestre confirmados no Estado, dos quais 214 evoluíram para óbitos. Desse total, 31,5% das infecções por febre amarela foram contraídas em Mairiporã e 10,2%, em Atibaia. Essas duas cidades respondem por 42% dos casos de febre amarela silvestre no Estado e já têm ações de vacinação em curso desde 2017.

Especificamente no último mês – entre 14 de maio e 15 de junho –, foram registrados 36 casos e 19 óbitos, o que indica queda de aproximadamente 75% na média mensal de notificações novas verificadas entre janeiro e março, e de mais de 60% com relação ao número de óbitos.

Para efeito comparativo, o intervalo com maior aumento foi constatado no boletim de 16 de março, quando havia 159 novos casos e 59 óbitos a mais em comparação ao registro de 14 de fevereiro.

Com relação às epizootias, de julho de 2017 até o momento, foram confirmados 760 casos envolvendo macacos. A região com maior concentração é a Grande São Paulo, com 47% dos casos, seguida por Campinas, com 33%. << Com apoio de informações/fonte: Repórter – Viviane Gomes / Imprensa Oficial – Conteúdo Editorial e Assessoria de Imprensa da Secretaria da Saúde >>

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