da Redação DiárioZonaNorte ==

A cozinha mineira está de luto. Morreu na manhã desta 3ª. feira (09/04/2019), aos 86 anos, Maria Lucia Clementino Nunes, a Dona Lucinha, a maior representante da cozinha tradicional mineira dentro e fora do Brasil.

Dona Lucinha, que  tinha mal de Alzheimer, relatou um mal-estar aos familiares e veio a falecer pouco tempo depois.  O velório está marcado para as 9h desta 4ª. feira (10/09/2019), no Cemitério da Colina em Belo Horizonte e o  enterro será às 16h.

Mãe de onze filhos e avó de vinte  netos,  Dona Lucinha teve uma vida intensa.  Cozinheira de mão cheia, foi  professora, feirante, quitandeira e vereadora. Na década de 90 fundou seu primeiro restaurante em Belo Horizonte. Hoje, são dois endereços em Belo Horizonte e um endereço em Moema, na cidade de São Paulo.  A unidade paulista foi fundada em 1992 e é dirigida  pela chef Elzinha Nunes e o irmão Alcebíades Nunes.

Por mais de quarenta anos, a mineira natural do Serro – região Central de Minas Gerais –  percorreu o Brasil divulgando os saberes e sabores da cozinha mineira tradicional.

Ela costumava dizer que não gostava de comer coisas enfeitadas e sem sabor. Para ela, restaurante precisa ter cheiro de comida e lembrava que , muitos chefs renomados achavam estar preparando comida mineira, quando na verdade estavam preparando do jeito deles. Pode até ser uma comida saborosa, mas não era comida mineira.

Junto com a filha e historiadora Márcia Clementino publicou  em 2001 o livro “História da Arte da Cozinha Mineira por Dona Lucinha” que reúne receitas e técnicas culinárias da Região do Serro.

O livro, além de ser considerado uma bíblia da gastronomia mineira, foi inspiração em 2015,  o enredo “Do fundo do quintal, sabores e saberes na Sapucaí” do Salgueiro.

Reveja Dona Lucinha e uma incrível receita de feijão tropeiro.

 

 

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