A Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA), da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), informa que há oito casos confirmados de sarampo na capital paulista. Um autóctone e sete importados, sendo um da Noruega, cinco de Israel e um relacionado ao surto do navio MSC (Malta). Os casos de Israel são todos do mesmo domicílio e adquiridos por transmissão de um dos pacientes que contraiu o vírus em Israel (caso índice), portanto também são considerados importados conforme a classificação de casos importados que segue normatização do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, após rigorosa análise epidemiológica e laboratorial.

Até a confirmação destes casos, não havia registro da doença na cidade de São Paulo desde 2015. Não há casos de óbito confirmado em São Paulo em 2019.

A cobertura vacinal contra o sarampo, caxumba e rubéola, na população de 1 ano de idade foi de 95,66% em 2018 e atingiu os 101% no 1° quadrimestre 2019, com 56.295 doses aplicadas.

O sarampo é uma doença de notificação obrigatória e imediata. Sempre que são identificados casos suspeitos, a vigilância epidemiológica desencadeia ações de bloqueio vacinal para evitar o contágio. Os procedimentos para evitar a contaminação de outras pessoas são adotados assim que se identifica uma simples suspeita da doença, não aguardando a confirmação do caso de sarampo.

As medidas de investigação e de vacinação seguem os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde:

* Após a notificação é feita uma investigação do caso suspeito: busca dos dados clínicos e da investigação laboratorial junto aos serviços de atendimento;

* Investigação epidemiológica: avaliação de deslocamentos do caso suspeito com intuito de desencadear medidas de prevenção;

* Orientação de isolamento social do caso pelo período máximo de transmissão;

* Bloqueio vacinal na suspeita de sarampo:  vacinação seletiva e deve abranger as pessoas do mesmo domicílio do caso suspeito, vizinhos próximos, creches, as pessoas da mesma sala de aula, do mesmo quarto de alojamento ou da sala de trabalho.

Vacinação seletiva ou seja, vacinação dos não imunizados ou com esquema de vacinação incompleto para a idade após a avaliação do comprovante de vacinação das pessoas expostas.

* Ampliação do bloqueio vacinal na presença de uma resultado positivo para sarampo, vacinação seletiva das pessoas expostas em todos os locais frequentados pelo caso suspeito, tais como: residência, escola, unidade de saúde, meio de transporte utilizado em viagens no período de transmissão da doença, etc.

* Acompanhamento de todos os expostos para detectar o aparecimento de novos casos.

A vacina tríplice viral que protege contra a doença viral aguda (sarampo, caxumba e rubéola), é fornecida ao município pelo Programa Nacional de Imunizações, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, está disponível na rede municipal de saúde e deve ser aplicada em duas doses a partir de um ano de vida da criança até 29 anos, as pessoas de 30 a 59 anos (nascidos a partir de 1960) devem receber 1 dose. << Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Imprensa Secretaria Municipal de Saúde >>

Institucional Trevo

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, entre com seu comentário
Por favor, entre com seu nome agora