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Supermercados da Zona Norte registram alta de até 100% no preço do arroz

da Redação DiárioZonaNorte

O preço do arroz disparou nos supermercados. De acordo com um levantamento feito pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), da Universidade de São Paulo (USP), a alta do arroz chegou  a 100% em 12 meses.

Na última semana, um post que viralizou no Twitter mostrava uma foto de uma pilha de pacotes de 5 quilos do arroz da marca Buriti, comercializado pelo supermercado paranaense Condor, por R$ 42,99

Para segurar os preços e não afugentar a clientela, alguns supermercados chegaram a antecipar as compras do estoque do cereal, além de limitar a  compra para cinco pacotes por cliente.

Variação de preços na Zona Norte

A equipe do DiárioZonaNorte visitou dois supermercados e uma atacarejo na região da Vila Guilherme/Vila Maria e constatou a variação nos preços e a falta de algumas marcas tradicionais nas prateleiras.

Um pacote de cinco quilos de arroz Tipo 1 da marca Camil,  que não ultrapassava R$ 15,00 em abril de 2020, no Sonda da Rua Maria Cândida custa R$ 23,98 e o mesmo produto no Carrefour da Vila Maria sai por R$ 20,19.

Se a compra for efetuada no site do Sonda Supermercados, o custo do produto aumenta para R$ 26,38.  Já no site do Carrefour  o preço sobe para R$ 22,50.

Nas lojas físicas da rede, como apelo de venda, o Carrefour comercializa o pacote de arroz de marca própria ao  custo de R$ 15,69

Preços maiores no atacarejo

As maiores variações foram encontradas na Macro Vila Maria, loja no formato atacarejo (que vende tanto no atacado como no varejo).

Enquanto o Carrefour Vila Maria comercializa o pacote de arroz Tipo 1 Prato Fino por R$ 21,90, na Macro ele tem o custo de R$ 27,30 (preço varejo).

O Sonda não tinha a marca em pacotes de cinco quilos em estoque quando da nossa visita.

Nas duas lojas, o pacote de cinco quilos do Arroz Tio João era vendido por R$ 20,19 no Carrefour Vila Maria e por R$ 26,75 no Macro Vila Maria (preço varejo).

Demanda, pandemia e dolarização

O arroz é o alimento básico para cerca de 2,4 bilhões de pessoas e um dos alimentos com melhor balanceamento nutricional, fornecendo 20% da energia e 15% da proteína diária que uma pessoa adulta necessita.

Especialistas atribuem a alta nos preços a desvalorização do real em relação ao dólar, que atualmente está cotado em  R$ 5,36  – o que elevou exportações entre março e julho para 300 mil toneladas, configurando uma alta de 260% no período.  Por outro lado,  no mesmo período houve uma redução de 59% nas importações do produto, caindo para  48,3 mil toneladas.

A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (ABIARROZ), emitiu uma nota informando aumento de mais de 30% no custo da matéria-prima, além do reajuste ocorrido em decorrência do aumento da demanda desde o início da pandemia.

De acordo com a associação, os preços praticados ultrapassam em 290% o valor do preço mínimo estabelecido pelo governo federal.

Mais aumentos

Além do arroz, produtos como feijão, leite  e carne também estão mais caros nos últimos meses. Entre as explicações estão as mudanças de consumo na pandemia e o dólar alto.

Em nota, a “Associação Paulista de Supermercados (APAS) reitera que tem recomendado aos supermercados associados que continuem negociando com seus fornecedores e comprem somente a quantidade necessária para a reposição, bem como ofereçam aos seus consumidores opções de substituição aos produtos mais impactados por esses aumentos provenientes dos fornecedores de alimentos, que são provenientes de variáveis mercadológicas como maior exportação, câmbio e quebra de produção”.

dzn