Início Bem Estar SP inicia campanhas contra ‘Pólio’ e de Multivacinação para crianças e adolescentes

SP inicia campanhas contra ‘Pólio’ e de Multivacinação para crianças e adolescentes

Foi anunciado nesta 6ª feira (02out2020) o início da Campanha de Vacinação de Poliomielite e Multivacinação a partir da próxima 2ª feira (05out2020). O objetivo é atualizar a carteirinha de vacinação de crianças e adolescentes entre 0 e 14 anos de idade, reforçando a proteção contra paralisia infantil (polio) nos menores de 5 anos.

A Secretaria do Estado de Saúde e das Secretarias Municipais de Saúde, oferecem a vacinação  gratuitamente à população de São Paulo. É o meio mais eficaz e seguro de proteção contra doenças graves.

Para garantir a prevenção contra a poliomielite, pais ou responsáveis por crianças entre 1 ano a menores de 5 anos deverão levar os pequenos para receber a “gotinha” (vacina oral, VOP).

A meta é alcançar cobertura vacinal de 95% de um total de 2,2 milhões de crianças (ou seja, pelo menos 2,1 milhões). A revacinação contribui com a redução do risco de reintrodução do vírus no Brasil – hoje, há circulação no Afeganistão e Paquistão.

Simultaneamente, a campanha de multivacinação será focada na atualização de carteiras vacinais de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos. A finalidade é que pessoas nessa faixa etária recebam doses de vacinas importantes e que podem estar pendentes, garantindo assim a devida proteção contra vírus que circulam no território.

14 tipos de vacinas

Os pais ou responsáveis devem levar as crianças a um dos 5 mil postos de saúde localizados nos municípios de SP com a carteira de vacinação em mãos para que um profissional avalie quais doses precisarão ser aplicadas, tanto para eventual situação de atraso, falta ou necessidade de reforço. A medida contribui para melhorar as coberturas vacinais, que têm oscilado nos últimos anos.

No total, serão oferecidas 14 tipos de vacinas que protegem contra cerca de 20 doenças: BCG (tuberculose); rotavírus (diarreia); poliomelite oral e intramuscular (paralisia infantil); pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, Haemophilus influenza tipo b – Hib); pneumocócica; meningocócica; DTP; tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); HPV (previne o câncer de colo de útero e verrugas genitais); mais as vacinas contra febre amarela, varicela e hepatite A.

Além disso, neste ano, também passou a integrar o SUS uma nova vacina, já inserida na campanha: Meningo ACWY, que protege contra meningite e infecções generalizadas, causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y.

Somando todos os tipos de vacinas, são mais de 5,2 milhões distribuídas nos postos do estado para aplicação na população-alvo.

Serão mobilizados cerca de 30 mil profissionais de saúde até o dia 30 de outubro, prazo definido pelo Ministério da Saúde na campanha nacional. O Dia de Mobilização (“Dia D”) será 17 de outubro, com postos abertos no sábado.

A imunização correta garante a proteção contra complicações provocadas por diferentes tipos de vírus e, consequentemente, reduz casos e mortes. As campanhas contribuem para erradicação e para a eliminação do risco de reintrodução de doenças no território.

A tabela completa com relação das vacinas, faixas etárias previstas para receber as doses e dados de cobertura está disponível no link: https://is.gd/rHuUTR

Coberturas vacinais

No geral, são indicadas coberturas vacinais de 90% e 95% para proteção efetiva da população, mas tais índices não têm sido atingidos devido à baixa adesão.

Alguns exemplos de cobertura inferior registrada em 2019, conforme dados disponíveis em sistema do Programa Nacional de Imunizações (PNI) são: menincoccócica C (87,28%), pentavalente (71,77%), poliomielite (86,16%), e tríplice viral (91,37% na primeira dose e 82% na segunda dose). Os dados preliminares de 2020, até agosto, indicam a importância de melhorar os índices. << Com apoio de informações/fonte: Seretaria Especial de Comunicação – Governo de SP >>

 


   Campanha de Vacinação na cidade de São Paulo

Na cidade de São Paulo, a  campanha de vacinação contra a poliomielite terá, a parti desta 2ª feira (05out2020), todas as 468 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) — veja relação abaixo —  e em alguns postos volantes  — clique aqui para ver os endereços na Zona Norte-Nordeste/geral.


Para saber qual a UBS mais próxima de sua residência, basta acessar o Busca Saúde — clique aqui. 


A estimativa é vacinar, no mínimo, 95% das crianças entre 12 meses e menos de cinco anos. Como esta população na capital fica em torno de 2,2 milhões, a expectativa é alcançar a vacinação de 2,1 milhões de crianças a partir da próxima segunda-feira.

A campanha contribui para a redução do risco de reintrodução do poliovírus. Além da vacina contra a poliomielite, a campanha também irá “atualizar” a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade. A meta é atualizar as vacinas do Calendário Nacional de Vacinação vigente.  A ação se estende até o dia 30 de outubro.

Durante o mês de outubro também acontece o Dia “D” de Divulgação e Mobilização Nacional, dia 17. Nessa data, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) estarão abertas das 8h às 17h para intensificar a imunização.

É importante destacar que todas as medidas de segurança contra a covid-19 serão aplicadas durante toda a Campanha, afinal, mesmo em época de pandemia, é necessária a preocupação com a prevenção em relação às demais doenças. A iniciativa tem por objetivo aumentar a cobertura vacinal e, assim, contribuir para a eliminação das outras doenças.

A poliomielite é uma doença viral aguda, que pode ocorrer sob a forma de infecção inaparente em aproximadamente 99% dos casos. O quadro clínico é caracterizado por febre, mal estar, cefaleia, distúrbio gastrintestinal e rigidez de nuca, acompanhadas ou não de paralisia. A susceptibilidade à infecção é geral, mas somente cerca de 1% dos infectados desenvolvem a forma paralítica.

Lembrando que o último caso de poliomielite no Brasil ocorreu em 1989, ou seja, a doença está erradicada no país há 30 anos, inclusive devido aos constantes esforços de vacinação. No Estado de São Paulo, o último caso registrado foi em 1988. <<Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Imprensa Secretaria Municipal da Saúde / SP >>

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