da Redação DiárioZonaNorte ===

São Paulo está parando novamente com o protesto de motoristas de São Paulo. Desta vez, nesta 5ª feira (05/09/2019) pela manhã, o início do protesto foi em frente ao prédio da Prefeitura de São Paulo, com os ônibus enfileirados parando todo o trânsito em cima do Viaduto do Chá. E como um jogo montado e orquestrado pelo Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São PauloSindimotoristas, o protesto foi se alastrando por toda a cidade.

No meio da tarde, 16 terminais, entre eles  Santana (Zona Norte), Bandeira, Mercado, Parque Dom PedroPrincesa Isabel (Centro), Barra Funda, LapaPinheiros (Zona Oeste), Campo Limpo, Sacomã, Varginha, Jardim Ângela, Capelinha e Santo Amaro (Zona Sul), AE Carvalho  e São Miguel (Zona Leste) já estavam bloqueados com os ônibus parados, não tendo entrada e saída. Até às 15 horas, a Prefeitura não havia se manifestado sobre o assunto. Prevê-se um grande caos até o final do dia, na saída do trabalho, caso continue o protesto. O que poderá  criar uma superlotação nas estações do Metrô.

Em declaração ao portal de notícias G1, o prefeito Bruno Covas declarou que:  “Hoje, menos de 5% das passagens são pagas em dinheiro, você tem um custo para arcar só com 5% dos passageiros. Várias cidades já modernizaram com a questão do fim do cobrador e a cidade de São Paulo tem que avançar.”

Os motivos estão relacionados em nota divulgada pelo Sindimotoristas,  que segue abaixo:

“ A  decisão do Tribunal de Justiça de cancelar a licitação de transporte por ônibus de São Paulo devido à inconstitucionalidade do artigo que amplia para 20 anos as concessões do serviço foi noticiada por todos os meios de comunicação oficiais do Sindmotoristas e pela grande imprensa.

Mas a novela continua, a Prefeitura promete recorrer. Enquanto isso, o maior sistema de transporte público da América Latina segue improvisado, regido por contratos emergenciais.  Essa indefinição aumenta a crise, que ganha mais dramaticidade a cada dia.
As autoridades negam, mas o fato é que a redução da frota gerou demissões na categoria. Um dado negativo de impacto social, que se soma aos 14 milhões de desempregados no país.

A falta de planejamento no setor impede melhorias como novos terminais de ônibus, corredores exclusivos, investimentos na qualificação profissional e financiamento para os empresários.  A realidade é que os usuários pagam uma tarifa cara por um serviço que fica a desejar.

A atenção do sindicato e dos condutores está voltada neste dia 05 de setembro, quando as empresas deverão efetuar o pagamento integral da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O patronal já declarou que não tem recursos para pagar esses direitos dos trabalhadores. Por outro lado, o Sindmotoristas exige que seja honrado o acordo coletivo deste ano.

Nos próximos dias todas essas preocupações serão levadas pelos representantes dos condutores em reunião com o prefeito Bruno Covas, principalmente, a redução dos postos de trabalho no segmento.  Os dirigentes sindicais esperam que essa audiência com o Administrador Municipal seja positiva, que os participantes firmem um compromisso que possam solucionar os problemas e salvaguardar os interesses dos trabalhadores e de todos os envolvidos.

“Uma coisa é certa. Os condutores de São Paulo não pagarão essa conta”, afirmou o secretário geral do Sindmotoristas, Francisco Xavier da Silva (Chiquinho)”.

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Crédito das fotos:  Sindmotoristas

 

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