De acordo com dados do “Boletim Epidemiológico – Vigilância em Saúde no Brasil”, recém divulgado pelo Ministério da Saúde, a taxa de detecção de sífilis adquirida passou de 2,0 para 58,1 casos por 100 mil habitantes, de 2010 a 2017. Já no período de 2005 a 2017, a taxa de incidência de sífilis em gestantes passou de 0,5 para 17,2 casos por mil nascidos vivos. A sífilis congênita, por sua vez, registrou crescimento de 1,7 para 8,6 casos por mil nascidos vivos, de 2003 a 2017.

A doença é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum e, se não for tratada, pode avançar pelo organismo e provocar complicações mais graves como cegueira, paralisia, doença cerebral, problemas cardíacos ou, até mesmo, levar à morte. “No caso de gestantes, também pode provocar aborto ou má formação do feto”, alerta o biólogo Giuseppe Puorto, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS).

O tratamento da sífilis é realizado com penicilina, um dos antibióticos mais antigos, descoberto em 1928 pelo médico e bacteriologista inglês Alexander Fleming. Mas, para diagnosticá-la, é preciso ficar atento aos sinais, já que os sintomas podem ser confundidos com os de muitas outras doenças. “Os sinais também podem desparecer por um longo período e a pessoa pode acreditar que esteja curada. Além de não se tratar, pode ainda transmitir a doença”, diz Puorto.

Os sintomas variam de acordo com cada estágio da doença. No início, entre 10 a 90 dias após o contágio, é comum o surgimento de algumas manchas pelo corpo e de feridas nos órgãos sexuais e na virilha. “São lesões ricas em bactérias, mas que não ardem, não coçam e não causam dor”, explica o biólogo. Ele sugere que, ao desconfiar da doença, a pessoa procure o Sistema Único de Saúde (SUS) para realizar o teste rápido de sífilis. O resultado sai em até 30 minutos. <<Com apoio de informações/fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada / Marco Paulo Berringer >>== DiárioZonaNorte é o único veículo jornalístico que reconhece e dá crédito aos profissionais de Assessoria de Imprensa / Relações Públicas / Agências —que muito trabalham nos bastidores da notícia >>>


Boletim Epidemiológico – Vigilância em Saúde no Brasil (*)

Abaixo o item sobre Sifilis (página 96 e 97) –– Integra do documento: clique aqui

SÍFILIS === É uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) bacteriana. Se não for diagnosticada e tratada oportunamente, pode progredir para formas mais graves. Além disso, é transmitida verticalmente, podendo ocasionar complicações, como aborto, natimorto, parto prematuro, baixo peso ao nascer e manifestações clínicas de sífilis congênita.1,2

No Brasil, a sífilis configura-se como um desafio para a saúde pública. A sífilis congênita, a sífilis em gestante e a sífilis adquirida compõem a Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças (Anexo 1 do Anexo V da Portaria de Consolidação MS/GM n° 4/2017),3 sendo que passaram a ser de notificação compulsória em 1986, 2005 e 2010, respectivamente.

No período de 2003 a 2017, verificou-se incremento da taxa de incidência de sífilis congênita de 1,7 para 8,6 casos por mil nascidos vivos. Ademais, frisa-se que, de 2005 a 2017, a taxa de detecção de sífilis em gestantes passou de 0,5 para 17,2 casos por mil nascidos vivos, enquanto a taxa de detecção de sífilis adquirida passou de 2,0 para 58,1 casos por 100 mil hab., de 2010 a 20174 (Figura 1).

Durante os últimos 16 anos, observa-se a inclusão da sífilis em gestante e sífilis adquirida como agravos de notificação compulsória. Em relação ao diagnóstico, assistência e tratamento, ressaltam-se publicações de manuais, guias e protocolos, parcerias com conselhos de classe, ampliação da testagem rápida e tratamento de sífilis, e atualização da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) para compra centralizada de penicilinas.

Nesse contexto, destaca-se a Agenda Estratégica para Redução da Sífilis, lançada a partir de 2016, que proporcionou ampliação das ações, incluindo o projeto Sífilis Não de resposta rápida à sífilis nas Redes de Atenção à Saúde (RAS)

Diante do exposto, apesar dos avanços em relação à testagem rápida, administração de penicilina na Atenção Básica e qualificação da vigilância epidemiológica, ainda há muitos desafios quanto à integração entre Vigilância em Saúde e Atenção Básica, organização das RAS para assistência a crianças expostas à sífilis e com sífilis congênita, acesso das populações-chave a serviços de saúde, promoção de ações de informação, comunicação e educação em saúde, intersetorialidade, entre outros aspectos para fortalecimento da vigilância, da prevenção e do controle da sífilis.

(*) Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis Francisca Lidiane Sampaio Freitas, Flavia Kelli Alvarenga Pinto, Gerson Fernando Mendes Pereira


 

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