da Redação DiárioZonaNorte  ===

Na manhã desta 2ª. feira (22/04/2019), aconteceu no 11º. andar do Edifício Martinelli – sede da Prefeitura de São Paulo,   uma nova reunião entre o Grupo de Trabalho (GT) das regiões da Ponte Pequena-Armênia e Zona Norte e representantes da Secretaria Especial de Relações Sociais.

O GT é  encabeçado pela advogada e ativista social  Joana D’Arc Figueira e  por Alba Medardoni – presidente da Associação dos Amigos do Mirante Jardim São Paulo e Região e com o apoio do Portal DiárioZonaNorte.

Origem === Criado em outubro de 2018,  o grupo teve origem  no  movimento em “repúdio à implantação de uma nova Cracolândia”  na região da  Ponte Pequena- Armênia/Zona Norte, que aconteceria com a transferência do Programa   Atende e a estrutura do local para tratamento dos dependentes químicos: um terreno descampado, utilizado anteriormente pela ILUME  – próximo a Marginal Tietê e Ponte Cruzeiro do Sul em frente ao Shopping D, onde seriam instalados containers para os pacientes.

O reflexo imediato da ação seria o aumento de usuários e traficantes no entorno, que contariam com a facilidade da proximidade com o Conjunto Cingapura da Zaki Narchi – reconhecido pela Polícia Civil como um polo de distribuição de entorpecentes na Zona Norte da cidade.

Na ocasião, o então secretário Milton Flávio M. Lautenschläger,  da Secretaria Especial de Relações Sociais fez a intermediação entre o GT e o governo municipal.  Após protestos nas ruas da Ponte Pequena e uma reunião tensa na Associação Amigos do Mirante Jardim São Paulo e Região  com mais de 400 munícipes,  o governo Bruno Covas desistiu da transferência.   Veja a matéria aqui.

Projeto Polo Porto Seguro ===  Além da questão da Cracolândia,   o  GT se propôs a discutir a ineficiência das Organizações Sociais conveniadas junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social – SMADS, responsáveis pela gestão dos equipamentos assistenciais na região.   Durante as reuniões de trabalho, o GT apontou  não só a ineficiência, mas, também, o comprometimento de verba pública com serviços cujo resultado, sequer os representantes da SMADS  souberam medir positivamente.

De autoria da Dra Joana D’Arc, um pré-projeto foi encaminhado ao então secretário Milton Flávio.  No documento de 45 páginas, Dra Joana faz uma radiografia da região e seus problemas e apresenta  caminhos para solucionar os problemas, com embasamento legal, aproveitando em grande parte a estrutura já existente.  Veja a íntegra do projeto aqui.

Prefeitura === Participaram do encontro Gleuda Simone Teixeira Apolinário – responsável pela Coordenação de Diálogo e Participação Social da Secretaria Especial de Relações Sociais  e o psicólogo Décio Perrone Ribeiro Filho – titular da Coordenação de Políticas sobre Drogas da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania.  Nos instantes finais da reunião,  juntou-se ao grupo a secretária  Maria de Fátima Marques Fernandes,  ex-subprefeita do Jabaquara e substituta de Milton Flávio na Secretaria Especial de Relações Sociais.

A posição apresentada pela coordenadora Gleuda Apolinário e endossada posteriormente pela secretária Maria de Fátima foi clara. Alegando “falta de pernas” a  secretaria sai do circuito e o GT deverá tratar as questões do pré-projeto apresentado pela Dra Joana D’Arc diretamente com a SMADS, Secretaria da Saúde e Secretaria da Educação,  contando com a ajuda de Décio Perrone Ribeiro Filho,  da Secretaria de Direitos Humanos  que deverá auxiliar na intermediação dos contatos.

A  única medida concreta da Prefeitura foi a reafirmação por todos os presentes do compromisso do prefeito Bruno Covas de que “não haverá Cracolândia no terreno da rua Porto Seguro”.

Por enquanto, o local permanecerá cercado e vazio,  por depender de verbas para construção e implantação de  qualquer projeto social.  A reunião, que durou cerca de uma hora,  foi encerrada sem nenhuma  medida prática, ficando no aguardo das providências futuras de Décio Perrone Ribeiro Filho para a definição de uma agenda de trabalho. Enquanto ações não são tomadas,  tanto no entorno do terreno da rua  Porto Seguro e na praça Bento de Camargo Barros – em frente ao Clube Escola Tietê -,  pessoas em situação de vulnerabilidade social estão se instalando. Além da proliferação de  pontos de descarte irregular de lixo — como mostram as fotos abaixo, na galeria.


 

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