da Redação DiárioZonaNorte (*)===

No começo da noite desta 6ª feira (30/08/2019), a Secretaria Estadual da Saúde anunciou mais duas mortes por sarampo em São Paulo. Desta vez, um bebê de 9 meses, na cidade de São Paulo; e outro, de 4 meses, na Grande São Paulo, em Barueri. Agora, o estado de São Paulo soma três mortes em consequência da doença, que estava erradicada há 22 anos (1997).

As mortes aconteceram no início de agosto e só agora foram anunciadas, em função dos testes de comprovação. Os bebês acabaram contraindo pneumonia.

Na 4ª feira passada (28/08/2019), a Secretaria Estadual da Saúde anunciou a primeira morte de um homem de 42 anos, de Itaquera (Zona Leste),  provocada pelo sarampo na cidade e no estado de São Paulo desde o início do surto da doença neste ano. Ele não possuía o baço e não se vacinou.

Os casos na Zona Norte === Deu na midia: O jornal O Estado de S.Paulo veiculou, na 5ª feira (29/08/2019), matéria com o título “Zona Norte de São Paulo é campeã em casos de sarampo”. Segundo levantamento de dados publicados no site da Prefeitura foi feito o levantamento pelo jornal, a Zona Norte mostrou “o maior número de casos confirmados de sarampo”.  Os dados compilados até o dia 6 de agosto, mas já mostravam uma concentração de infecções em distritos como Tremembé, Cachoeirinha e Jaçanã. De acordo com o levantamento do jornal, do total de casos confirmados até então (924), 36,7% estavam localizados em bairros da zona norte. As regiões sul e leste aparecem em seguida, com 20,5% dos casos cada uma.

O DiárioZonaNorte solicitou à Secretaria Municipal de Saúde, nesta 6ª feira, uma posição quanto às informações de O Estado de São Paulo e recebeu o retorno por meio da Assessoria de Imprensa: ” A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo esclarece que as características de contágio do sarampo e de mobilidade da cidade de São Paulo não permitem a identificação de uma área com maior ou menor risco de contaminação. A Covisa não divulga o número de casos em cada região porque esta informação poderia gerar falsa sensação de segurança nas pessoas que vivem em bairros com menor incidência, por exemplo.  O paulistano circula muito pela cidade e não é possível determinar com exatidão se as pessoas contraíram a doença no trabalho, no trajeto, em locais de lazer ou no próprio bairro. Por isso, todos devem se proteger. As pessoas de 15 a 29 anos, de todos os bairros devem se vacinar. Os pais devem vacinar os bebês de 6 a 11 meses e depois disso seguir o calendário vacinal”.

Vacinação continua === A campanha de vacinação contra para jovens de 15 a 29 anos e bebês de 6 meses a um ano de idade vai até neste sábado (31/08/2019). Mas a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo manterá a vacinação contra o sarampo em crianças entre 6 e 11 meses de idade nos postos de saúde da cidade e em CEI/creches da capital paulista até atingir a meta de 95% de cobertura vacinal desta faixa etária.

Com o encerramento da campanha neste sábado (31/08), a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, continuará disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para a vacinação de rotina e atualização do esquema vacinal. A recomendação é que pessoas de 1 a 29 anos de idade devem ter duas doses comprovadas da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Quem tem entre 30 a 59 anos precisa receber pelo menos uma dose da vacina tríplice viral.

Retrospectiva === A campanha de vacinação contra o sarampo começou em 10 de junho na cidade e foi prorrogada duas vezes. A cobertura vacinal de crianças de 6 a 11 meses chegou a 66,21% com 56.071 doses aplicadas. Entre os paulistanos de 15 a 29 anos a cobertura chegou a 42,5% com 1.237.458 doses. Estas são as duas faixas da população com maior número de casos registrados. O número de casos confirmados até o momento é de 1.637 no município.

Durante o período da campanha, foram adotadas estratégias como instalação de postos volantes em locais de grande circulação de pessoas, como estações de trens, metrô e terminais de ônibus e, mais recentemente, em creches, escolas e universidades.

Os bloqueios == A secretaria segue com as ações de bloqueio quando há notificação de casos suspeitos de sarampo.  As ações têm objetivo de interromper a transmissão da doença, independentemente da confirmação do diagnóstico. Os bloqueios são desencadeados na residência do paciente com suspeita da doença, bem como em locais frequentados por ele, como escola ou local de trabalho. Neste ano, já foram realizadas mais de 9,7 mil ações do tipo em toda a cidade. << (*) Com apoio de informações/fonte: Secretaria Estadual de Saúde-Governo de SP / Assessoria de Comunicação Secretaria Municipal da Saúde >>


 

 

 

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