da Redação DiárioZonaNorte ===

Uma importante região da Zona Norte, o coração da Rua Voluntários da Pátria, com o intenso movimento do comércio que é visível. Ao lado dela, várias ruas com nomes de políticos ilustres de uma São Paulo do século 18, onde as ruas de hoje eram sítios e fazendas. E a Avenida Cruzeiros do Sul ligando a Zona Norte com outros bairros e o centro, principalmente atravessando o Rio Tietê. E nos quase quatro quilômetros desta avenida, que agora mostra o que o progresso construiu no tempo, estão a Linha Azul do Metrô (a primeira da cidade ligando com a Zona Sul) que faz parte do  trajeto do antigo e famoso trenzinho da Tramway Cantareira desativado em 1964;  o Parque da Juventude (que surgiu no lugar da primeira Penitenciária de 1920 e que foi implodida definitivamente em 2005) trazendo a Biblioteca de São Paulo e a Escola Técnica-Etec; e o segundo maior Terminal Rodoviário do Tietê inaugurado em 1982 e que oficialmente tem o nome do Governador Carvalho Pinto, que perde só para o de Nova York; o Museu Aberto de Arte Urbana – MAAU, com as várias pilastras do Metrô exibindo belos grafites ; entre outros pontos  — <<N.R.: assista o vídeo da Tv Câmara, com produção de Raira Diniz e narração de Letícia Akamine, no programa “Guia São Paulo” reportagem especial sobre a Avenida Cruzeiro do Sul, mostrando do Canindé até Santana, clique aqui.   

O ícone da Zona Norte === Os bairros e as ruas tem muitas histórias para contar.  Mas desde o ano passado ergue-se imponente um novo ícone de Santana, abrindo os braços para a Zona Norte: o Condomínio  K-1, projetando-se bem à frente da Av. Cruzeiro do Sul na confluência da Rua Conselheiro Saraiva, nº 207. À sua frente, a Praça Margarida de Albuquerque Gimenez — que era inicialmente  conhecida como Praça dos Maçons, tem até o monumento no meio da praça ––,  que virou um ponto de encontro de moradores de rua e drogados. Várias tentativas na área social foram realizadas, mas sem resultados.

Os cuidados com a praça === Em gestão anterior de Fernando Haddad (PT), a praça foi revitalizada e reinaugurada em novembro de 2014, com um enorme mural com a arte de diversos grafiteiros em um evento denominado “Sopa de Letras”, que permanece até hoje – inclusive fazendo um contraponto ao Museu Aberto de Arte Urbana-MAAU, com as pilastras do Metrô com vários desenhos em grafite. Chegou-se até à montagem de palco para eventos culturais e musicais. Aconteceram alguns shows de rock e nada progrediu.

Uma nova tentativa === E, mais recentemente, com o gestor João Doria, que em março de 2017 fez uma visita no marketing do “Cidade Linda”, vestindo-se de gari, recolhendo lixo e até subindo no caminhão de lixo – sendo aplaudido pela subprefeita da época Rosmary Correa e o ex-Secretário do Verde e do Meio Ambiente, Gilberto Natalini, também transvestidos de gari da Prefeitura. A praça recebeu lavagem e clareamento, mais lixeiras novas e mais outras promessas, incluindo a troca da iluminação. E ficou nisto e no dia seguinte estava lotada de pessoas desocupadas, traficantes e dependentes químicos.  E assim seguiu por semanas e meses, dando abertura para mais moradias improvisadas, como os vários montados junto ao metrô e a outros pontos da Av. Cruzeiro do Sul.

Uma nova esperança === No começo de dezembro de 2018, a Subprefeitura Santana/Tucuruvi/Mandaqui ofereceu a Praça Margarida A. Gimenez para adoção aos interessados da região. E através do Comunicado 18 de dezembro de 2018, com o Termo de Cooperação 001/Sub-ST-2018, a Incorporadora e Construtora Peloso (Peloso Empreendimentos Imobiliários) e a Construtora Lopes Kalil (Lopes Kalil Engenharia) – com apoio da Traço A – Escritório de Arquitetura — prontificaram-se à revitalização da Praça Margarida A. Gimenez, que é dividida na parte central e na lateral —  para quem sobe a Av.Cruzeiro do Sul, do lado da Rua Dr. Olavo Egydio. O valor estimado para a reforma é de 208 mil reais com a praça –- sem nenhuma ajuda material, de execução ou financeira da Prefeitura ou de emendas parlamentares de vereadores –, com entrega até o final de junho deste ano. Os responsáveis pela praça — que também administram o Condomínio K-1 — apresentaram o projeto com principais serviços planejados, que são a reconstrução de passeios com acessibilidade, reforço de iluminação, novo mobiliário urbano (bancos, mesas e lixeiras) e paisagismo com plantio de forrações e plantas ornamentais.

Mais segurança na região === No projeto inicial, os responsáveis fizeram a sugestão da construção de um Base Fixa de Segurança 24 horas, que seria controlada pela  Guarda Civil Metropolitana (GCM) – já que a região é muito perigosa, principalmente à noite, com assaltos e proliferação de dependentes químicos e pessoas em situação de vulnerabilidade social.  Há sempre reclamações nas reuniões dos Conselhos Comunitários de Segurança (CONSEGs) da região. E foi recusada pela Prefeitura de São Paulo, que poderia ter feito um esforço a mais com debates junto à própria GCM ou até com a Policia Militar – já que contribuiria com os moradores do local, o  comércio da Rua Voluntários da Pátria e região – e também com os usuários da Estação do Metrô Santana.

Quem foi Margarida A.Gimenez === Uma moradora da Zona Norte e que trabalhou no Hospital da Aeronáutica, conhecendo e casando com o Tenente Francisco Gimenez Confort  e tiveram quatro filhos. Tornou-se dona de casa para cuidar dos filhos, que estudaram na Escola Estadual Buenos Aires. Fez parte da Associação de Pais e Mestres e também realizou atividades filantrópicas com ajuda material  a moradores de rua, depois com trabalho social nas Casas André Luiz. Faleceu em 25 de janeiro de 1999.

A praça com pedido em outro lugar === Cinco meses depois, o vereador Toninho Paiva entrou com o Projeto de Lei 239/1999, que passou pelas Comissões da Câmara Municipal informando que o logradouro inominado estava situado à Av. Marechal Eurico Gaspar Dutra e Rua Tomé Portes no Setor 69 e Quadra 67, na Vila Pauliceia, Distrito de Santana” – foi anexada cópia da página com o mapa do local publicado pelo Mapograf. E foi barrado como ilegal no parecer 1761/1999, de 14/12/1999, pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de São Paulo,  sob alegação que o terreno e a praça estão na jurisdição da Sabesp – que é estadual. Segundo despacho, “a área a que se refere o projeto faz parte da Faixa da Adutora do Cabuçu, pertencente atualmente à SABESP (antiga COMASP)”.  Foi negado porque o município não tem autonomia sobre propriedade estadual.

A praça foi trocada === O interessante é notar que a referida praça e o terreno da Sabesp encontravam-se em outro local, com endereço na Vila Pauliceia, próximo da Av. Humberto Castelo Branco e da Rua Águas de São Pedro, que ficam aproximadamente a 5 quilômetros de distância de onde hoje se localiza a praça com o nome Margarida de Albuquerque Gimenez, em Santana, na esquina da Av. Cruzeiro do Sul com a Rua Conselheiro Saraiva.

O Condomínio K-1 === O empreendimento é a espinha dorsal de uma torre que surgiu há dois anos em construção na paisagem de Santana. E, desde o final do ano passado, está imponente com a suntuosa fachada em pele de vidro que compõe sua arquitetura. Uma torre de 33 andares de uso comercial, com um grande relógio, que pode ser visto à distância, desde a ponte Cruzeiro do Sul, junto ao Terminal Rodoviário do Tietê.

Com uma área construída de 23.455 metros quadrados, ele ocupa o posto de principal ícone da Zona Norte. Uma construção elegante, composta de 176 salas comerciais, 4 pisos de estacionamento, academia, dois buffets de café (um deles já em funcionamento no térreo, o charmoso  Sterna Café — aberto ao público, com mesas à frente do prédio), sala de convenções para 240 pessoas, duas salas de reunião, restaurante circular  (que será administrado por uma grande e famosa marca, ainda em negociação), heliponto, espaço comercial – até o momento.

A construção impressiona pela acessibilidade desde a recepção até o heliponto. As lajes executadas de concreto protendido com uma tecnologia que permite vãos livres maiores, propiciando flexibilidade ao layout das salas. Vários elevadores, segurança interna e comunicação.


Quem é a Lopes Kalil  Engenharia === Foi fundada em 1989 — por dois amigos, um advogado e o outro engenheiro–  e traz consigo um passado de luta e de disposição para o trabalho, que se traduz no presente e certamente se manterá nos próximos anos. Com o tempo, a empresa foi conquistando espaço no mercado da construção civil e se consolidando como empresa.  No ano de 2005 a empresa adotou os procedimentos necessários para a obtenção dos certificados de qualidade “ISO 9001”, “Qualihab” e “PBQPH” e reformulou toda a estrutura organizacional da empresa. Hoje, com 30 anos, a Lopes Kalil atua na construção de obras públicas e privadas e deixa a marca da qualidade em tudo o que faz. Site: http://lopeskalil.com.br

Quem é a Peloso Empreendimentos Imobiliários  === Atua com ampla experiência e visão no segmento de incorporações, compra, venda e locação de imóveis de terceiros.  Os clientes que desejam vender, comprar ou locar imóveis, contam com uma equipe especializada para auxiliar desde a avaliação do imóvel até a entrega das chaves.  Para os investidores, a Peloso tem excelentes oportunidades residenciais e comerciais na cidade de São Paulo. Site: http://www.pelosoempreendimentos.com.br

Traço A Arquitetura Traço A – Escritório de Arquitetura, Urbanismo e Decoração — Formado pelas arquitetas Aline Lopes, Nani Conde e Gabriela Peloso

Sterna Café – Unidade K-1 – Rua Conselheiro Saraiva, 207 – em frente à Av. Cruzeiro do Sul/Praça Margarida A. Gimenes — térreo do Condominio K-1 – 2ª a 6ª feira – das 8 às 17 hs – sábado – das 8 às 14 horas. – www.sternacafe.com.br


LimpaSP – estréia

1 COMENTÁRIO

  1. Parabéns!
    Santana precisava destas melhorias.
    Agora precisa pensar nos moradores de rua que vivem no bairro e tratar como problema de saúde pública.

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