O  Procon-SP reuniu-se  com a distribuidora de energia elétrica Enel e com o Ministério Público de São Paulo para tratar das contas de energia questionadas por consumidores. Várias pessoas reclamaram no Procon-SP terem recebido faturas em valores muito acima do esperado – de 1 de junho ao dia 7 de julho, foram registradas mais de 21 mil queixas contra a empresa.

A concessionária concordou em rever as contas dos consumidores que registraram reclamação no Procon-SP e que já estão sendo analisadas por uma força-tarefa formada por especialistas da instituição. Mas não concordou em fazer o parcelamento automático das contas de todos os seus clientes, apenas dos que reclamaram.

“ASSUMIR UMA DIVIDA”=== A Enel informa que para conseguir obter o parcelamento dos valores questionados, os consumidores deverão entrar em contato com a empresa, fazer o pedido e assinar uma confissão de dívida. O Procon-SP entende que tal prática é abusiva e, portanto, a Enel será multada.

Sobre reajuste das contas de energia === Diante da informação da Enel de que não abrirá mão de aplicar um reajuste nos valores das contas, o Procon-SP encaminhou reclamação ao Ministério Público; de acordo com Promotor de Justiça e Defesa do Consumidor, o órgão irá se pronunciar até o final do mês.

Como reclamar=== O consumidor que tiver dúvidas ou problemas referentes as suas contas de energia elétrica e não conseguiu um retorno satisfatório da empresa, pode procurar o Procon SP, que disponibiliza canais de atendimentos à distância: no site (www.procon.sp.gov.br), aplicativo – disponível para Android e iOS – ou via redes sociais. << Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Comunicação Procon-SP>>

   Deputados estaduais pedem convocação do presidente da Enel

O presidente da Enel é convidado para debater aumento de tarifas na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.  O 1º secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, deputado Enio Tatto (PT), protocolou requerimento convidando o presidente da Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo (Enel), Max Xavier Lins, para que ele seja ouvido sobre alternativas ao aumento nas tarifas elétricas para os mais de 7 milhões de consumidores da região metropolitana de São Paulo durante o período de calamidade pública provocada pela pandemia de covid-19.

“O reconhecimento de calamidade pública que atinge o Estado tem como consequências inúmeras restrições. Cito o desemprego e a luta constante de isentar/suspender pagamentos das contas de consumo de serviços essenciais, entre elas a energia”, justifica Enio Tatto. Para ele, nesse cenário de dificuldade de sobreviver à pandemia, “vemos com muitas ressalvas, discordância, contrariedade o anúncio do aumento das tarifas de energia. Esse, definitivamente, não é o momento de aumentar as despesas das famílias”. “O momento vivido por São Paulo, pelo país e pelo mundo é o de pandemia. Todas as atenções e recursos estão sendo direcionados para o enfrentamento dessa crise sanitária”, observa o deputado. Acrescenta que, com base nessa situação, “acompanhamos um Estado preocupado com a economia, mas acima disso, com a saúde das pessoas”. De acordo com Enio Tatto, “a crise fez com que milhares de trabalhadores perdessem o emprego ou tivessem os salários reduzidos.

Segundo dados do Instituto Brasileiros de Geografia e Estatísticas (IBGE), cerca de 13% da população brasileira está desempregada e não há indicativos favoráveis para melhoria desses números nos próximos meses”. Conclui ressaltando que “o Brasil discute, nesse momento, a extensão do auxílio emergencial para famílias de baixa renda que não conseguiram se colocar no mercado formal, evidenciando que o anúncio do aumento na conta de luz vem no pior momento da economia”. << Com apoio de informações/fonte:  Ass.Comunicação Alesp e do deputado >>

  A Enel justifica e busca alternativa no parcelamento

A Enel Distribuição São Paulo informa que, em função da pandemia da Covid-19, passou a disponibilizar para todos os seus clientes a opção de  parcelamento da conta de energia em até 10 vezes na fatura ou 12 vezes no cartão de crédito, respeitando o direito de escolha dos clientes que efetivamente desejarem parcelar a conta.

O parcelamento é uma opção incentivada, principalmente, para os clientes que receberam a conta com valor maior em junho, após a retomada da leitura presencial dos medidores.  Para realizar a negociação, os clientes podem acessar o Portal de Negociação (https://portalnegociacao.eneldistribuicaosp.com.br/#/home), Aplicativo (https://www.eneldistribuicaosp.com.br/atendimento/aplicativo-enel) ou Central de Atendimento: 080072 72 120

A diferença, a maior ou a menor, entre o valor faturado pela média nos últimos meses e o real consumo de energia no período está sendo lançada nas contas de energia emitidas após a retomada da leitura. Para os imóveis que estavam fechados e clientes comerciais que consumiram menos do que o que foi cobrado pela média, todos os créditos correspondentes serão disponibilizados aos clientes.

A Enel Distribuição São Paulo, mais uma vez esclarece que, de forma responsável, implementou a leitura pela média em São Paulo em meio ao avanço da pandemia da Covid-19 para proteger clientes e leituristas, já que a maioria dos medidores ficam dentro dos imóveis. A medida foi autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em junho, a companhia retomou a leitura presencial de cerca de 80% dos medidores e, em julho, todos os equipamentos de medição serão lidos normalmente pela distribuidora. A companhia acrescenta que tem prestado todos os esclarecimentos ao Procon estadual e que reforçou seus canais de atendimento para atender as solicitações e dúvidas de todos os clientes.

Em relação ao reajuste tarifário, a Enel Distribuição São Paulo esclarece que todas as distribuidoras de energia do país passam por reajuste anual da tarifa de energia, previsto em contrato de concessão, sendo o reajuste das tarifas da Enel São Paulo sempre nos meses de julho. Importante destacar que as medidas governamentais extraordinárias não interromperam os processos de reajuste das tarifas das distribuidoras de energia elétrica.

Este ano, o reajuste médio aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para consumidores residenciais da Enel São Paulo foi de 3,5%, abaixo do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) dos últimos 12 meses. Considerando toda a base de clientes da distribuidora, o reajuste anunciado é, em média, de 4,2%. A companhia utilizou de forma integral o montante da Conta-Covid permitido pelo regulador para amortecer o reajuste das tarifas de seus consumidores. Caso a companhia não tivesse realizado essa proposta, o reajuste médio teria ultrapassado os 12%. << Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Imprensa/Relações com a Mídiada Enel Distribudora  São Paulo >>


 

ObraFácil

2 COMENTÁRIOS

  1. Minha conta de luz veio 25% mais cara esse mês.
    Gostaria de entender pq a empresa de água e de gás não deixou de fazer a leitura, e não teve nenhuma diferença nos valores. Com certeza tem coisa errada.

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