A campanha de vacinação contra a gripe na cidade de São Paulo, encerrada no dia 23 de junho na capital, atingiu 77,6% do público-alvo até a última 3ª feira (03/07/2018); índice abaixo do esperado em relação à meta de vacinar 90% do público-alvo. Ao todo, foram aplicadas 2.927.144 doses da vacina que protege contra três subtipos do vírus da gripe – H1N1, H3N2 e Influenza B.

O índice de vacinação segue abaixo do esperado entre as gestantes (53,2%) e crianças de 6 meses a 5 anos (57,2%); em contrapartida, os melhores índices estão entre a população indígena (117,5%), adultos com 60 anos ou mais (91%), e puérperas (89,2%). Nos novos grupos não está sendo avaliada a cobertura vacinal, somente as doses aplicadas.

Desde o último dia 25, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo ampliou a vacinação para dois novos grupos: crianças de 5 a 9 anos de idade e adultos de 50 a 59 anos. A partir desta data, as unidades de saúde seguem ofertando doses remanescentes da vacina à população que faz parte do público-alvo.

Para receber a dose, é preciso levar documento de identificação e, se possível, a carteira de vacinação e cartão SUS. Os profissionais de saúde e educação precisam apresentar holerite ou crachá de identificação. Portadores de doenças crônicas e outras comorbidades devem levar a receita da medicação que faz uso com data dos últimos seis meses.

Casos e mortes de Influenza === Desde janeiro de 2010, por orientação do Ministério da Saúde (MS), são de notificação compulsória somente os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) hospitalizados e os surtos de Síndrome Gripal (SG) em instituições.

Até esta 3ª feira (03/07/2018), foram confirmados na cidade de São Paulo 580 casos de SRAG pelo vírus Influenza: 310 para Influenza A H1N1 (pdm09), 58 para Influenza A H3 Sazonal, 167 para Influenza A não subtipado, e 45 para Influenza B. No mesmo período, 47 dos casos de SRAG confirmados para Influenza evoluíram para óbito: 31 para Influenza A H1N1 (pdm09), 5 para Influenza A H3 Sazonal, 6 para Influenza A não subtipado, e 5 para Influenza B.

Em todo ano de 2017, foram confirmados 402 casos de SRAG pelo vírus Influenza, sendo que 38 casos confirmados para Influenza evoluíram para óbito: um (1) para Influenza A H1N1 (pdm09), 21 casos para Influenza A H3 Sazonal; 7 para Influenza A não subtipado e 9 para influenza B.

                 Público-alvo para Influenza e cobertura até o momento:  

Grupos População Doses aplicadas Cob %
Crianças de 6 meses a < 5 anos 688.484 386.193 57,2%
Trabalhadores da  Saúde 465.037 345.639 74,3%
Gestantes 131.880 66.708 53,2%
Puérperas 21.679 18.396 89,2%
Indígenas 1.509 1.821 117,5%
Adultos com 60 anos ou mais 1.352.785 1.231.387 91%
Pessoas com comorbidade 617.155 473.397 76,7%

 

            Nota de esclarecimento sobre Sarampo 

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo, por meio da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), esclarece que no momento não há surto, epidemia ou caso confirmado de sarampo residente na capital paulista. Cabe esclarecer também que não são fornecidas informações sobre casos pontuais em investigação por questões de sigilo médico.

Surtos de sarampo estão em curso em vários países da Europa. Já a região das Américas foi considerada livre da doença viral aguda em setembro de 2016; porém, desde fevereiro deste ano, o Brasil registra a circulação do vírus do sarampo (genótipo D8, circulante na Venezuela desde 2017) nos estados de Roraima e Amazonas.

O sarampo e a rubéola possuem vigilância integrada desde 1999, tornando oportuna a detecção de casos e surtos bem como a efetivação das medidas de controle. As duas doenças são de notificação obrigatória e imediata, o que deve ocorrer em até 24 horas após o atendimento.

Após a notificação de caso suspeito de sarampo, são desencadeadas ações que seguem os protocolos vigentes do Ministério da Saúde:

  • Investigação do caso suspeito: busca dos dados clínicos e da investigação laboratorial junto aos serviços de atendimento;
  • Investigação epidemiológica: avaliação de deslocamentos do caso suspeito com intuito de desencadear medidas para prevenir novos casos;
  • Orientação de isolamento social do caso pelo período máximo de transmissão;
  • Vacinação seletiva; ou seja, vacinação dos não imunizados ou com esquema de vacinação incompleto para a idade após a avaliação do comprovante de vacinação das pessoas expostas em todos os locais frequentados pelo caso suspeito, tais como: residência, escola, unidade de saúde, meio de transporte utilizado em viagens no período de transmissão da doença, etc;
  • Acompanhamento de todos os expostos para verificar o aparecimento de novos casos.

Em caso de confirmação, é realizada ampliação da vacinação denominada Operação Limpeza, que implica na busca exaustiva de todos os suscetíveis – não vacinados ou com vacinação incompleta -, mediante a vacinação casa a casa, incluindo os domicílios e os estabelecimentos coletivos, como, por exemplo, escolas, creches, canteiros de obras, etc. A ação abrange todos os locais frequentados habitualmente pelo caso confirmado de sarampo, segundo os critérios do Ministério da Saúde.

A Campanha de Vacinação Contra a Poliomielite e o Sarampo será realizada no município de São Paulo no período de 6 a 24 de agosto, em consonância com o Ministério da Saúde e Secretaria de Estado da Saúde.

Sintomas === O sarampo é uma doença viral aguda com alto potencial de transmissibilidade e que pode cursar com complicações graves como pneumonia, encefalite, otite média, laringotraqueobronquite, infecções secundárias bacterianas e, tardiamente, panencefalite esclerosante subaguda. O quadro clínico é caracterizado por febre alta, exantema maculo-papular  generalizado (manchas vermelhas no corpo), tosse, coriza e conjuntivite. O exantema surge entre o segundo e quarto dias de doença.

Trata-se de uma doença de transmissão respiratória, que ocorre através das secreções nasofaríngeas expelidas ao tossir, espirrar ou falar. Além disso, o contágio também ocorre por dispersão de aerossóis com partículas virais.

O período de incubação (do momento do contágio ao aparecimeto de sintomas ou sinais)  geralmente é de 10 dias, podendo variar de sete a 18 dias. O período de transmissibilidade é de sete dias antes do exantema até sete dias após o seu aparecimento.

        Cobertura de vacinação contra poliomielite

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo esclarece que a cobertura da vacina contra a poliomielite em 2017 no município de São Paulo foi de 84,8%; portanto, superior aos dados divulgados pelo Ministério da Saúde (MS), mas abaixo da meta preconizada pelo MS (95%), o que coloca o município em situação de risco para transmissão da doença. Por isso, ressalta-se a importância da população menor de 5 anos ser vacinada.

A primeira dose da vacina contra a poliomielite deve ser aplicada aos dois meses de vida, a segunda aos quatro meses, e a terceira aos seis meses de vida da criança. O primeiro reforço deve ser administrado aos 15 meses e o segundo, aos quatro anos. Além das datas pré-estabelecidas, esta secretaria realiza, conforme calendário do Ministério da Saúde, campanha de vacinação contra a poliomielite indiscriminada anualmente.

Todas as vacinas do calendário nacional de imunização estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital e são aplicadas de segunda a 6ª feira, no horário de funcionamento de cada UBS. Qualquer caso pontual de desabastecimento deve ser comunicado pela unidade à Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) para o pronto reabastecimento.

Vale ressaltar que o Programa Municipal de Imunizações da Covisa não mede esforços para atingir a cobertura vacinal de todas as vacinas fornecidas pelo SUS e que fazem parte do calendário de vacinação. Porém, é importante que os pais ou responsáveis, principalmente na fase inicial da vida de uma criança, atentem à caderneta de vacinação para que a imunização de doenças como a poliomielite seja garantida.

Vacinar é obrigatório ===  No Brasil, é obrigatório que todas as crianças recebam as vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde. Desde 2016, o parágrafo único do artigo 14 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura este direito, reconhecido também no artigo 227 da Constituição Federal de 1988:

É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.’’

Sobre os dados do Ministério === A diferença nos dados divulgados pelo Ministério da Saúde se deve ao fato de a SMS dispor de sistema de informação próprio para registro nominal de doses aplicadas, o SIGA Módulo vacina. Já o MS obtém os dados de cobertura vacinal por meio de outro sistema de informação, o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI).

A partir de janeiro de 2016, os dados do sistema SIGA migraram para o SIPNI. No entanto, o município tem enfrentado dificuldades com a interoperabilidade dos dados do SIGA para o SIPNI, o que foi agravado com a nova versão do SIPNI.  << Com apoio de informações/fontes: Secretaria Municipal da Saúde/Scretaria do Estado da Saúde/Minisitério da Saúde e Coordenadoria Regional de Saúde-CRS-Norte>>

IBCC Institucional

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, entre com seu comentário
Por favor, entre com seu nome agora