da Redação DiárioZonaNorte ==

A Prefeitura de São Paulo voltou atrás e revogou,  nesta  4ª feira (01/08) a suspensão da execução de 24 contratos para a prestação de serviços de vigilância, zeladoria e conservação dos 106 parques municipais, que somam R$ 94 milhões.

A administração municipal voltou atrás, após a grande repercussão da medida na imprensa. O DiárioZonaNorte  procurou  o secretário Fábio Santos, da Secretaria Especial de Comunicação (SECOM), que até agora  não se manifestou.  Também procuramos a Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, que não retornou nossos questionamentos.

As empresas detentoras dos contratos de segurança privada foram notificadas nesta 2ª feira (30/07/2018), pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente,  a encerrar as atividades nos parques no dia seguinte (31/07/2018), data da publicação do ato no Diário Oficial do Município.

A correspondência recebida pelas empresas foi emitida pelo Departamento de Parques e Áreas Verdes (Depave) e assinada pela diretora Carolina Nogueira, não explica os motivos da suspensão, apenas diz que ela poderá se estender por até 30 dias.  O texto cita que o artigo 78, inciso XIV da lei 8.666/93 – Lei de Licitações – permite esse procedimento.

Na Zona Norte, os parques atingidos foram Parque da Vila Guilherme/Trote, Parque Tenente Brigadeiro Faria Lima (Parque Novo Mundo), Parque Lions Tucuruvi e o Parque Senna (Tremembé).

Em 2017, aconteceu fato semelhante, envolvendo os parques da cidade de São Paulo e a renegociação de contratos. De acordo com Beto Freire, presidente da Associação dos Amigos do Parque da Vila Guilherme/Trote, na época da interrupção da vigilância ocorreu uma tentativa de estupro no parque.  Beto Freire  lembra que é uma irresponsabilidade deixar uma área de 180mil metros² sem vigilância e lembra que, quase metade desta área se encontra fechada por falta de dinheiro para o restauro, corte de mato e conservação.

Nesta 4ª feira, a Prefeitura  de São Paulo informou por meio de nota que a  medida foi uma “obrigação burocrática necessária para que houvesse um ajuste orçamentário”.

 

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