A ordem veio de Brasília, através da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que proibiu a venda e a distribuição, em todo o País, de alguns lotes de derivados de frango in natura da marca Perdigão. E a empresa  BRF S.A  informou aos consumidores, nesta  semana, que está recolhendo alguns lotes de produtos da marca Perdigão derivados de frango in natura, fabricados em sua unidade de Dourados-MS (SIF 18) nas datas dos lotes abaixo relacionados, com validade de um ano contado da data de fabricação, por risco de presença de “Salmonella enteritidis.

A empresa  está recolhendo aproximadamente 164,7 toneladas de carne de frango in natura destinadas ao mercado doméstico, e de outras 299,6 toneladas do produto que seriam vendidas para outros países. Os lotes possivelmente contaminados foram produzidos nos dias 30 de outubro de 2018 e entre 5 e 12 de novembro de 2018, na unidade de Dourados (MS), e receberam o carimbo de inspeção do Serviço de Inspeção Federal (S.I.F. 18 ), vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o que pode ser verificado na embalagem dos produtos.

Por precaução, a BRF optou por recolher todos os lotes. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foram informadas do ocorrido e da decisão da empresa. De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal, “foi correto o procedimento adotado pela empresa na identificação do problema, no recolhimento voluntário do produto e na comunicação ao ministério e à Anvisa”.

O Ministério da Agricultura informou, em nota, que o Serviço de Inspeção Federal (SIF) está acompanhando o recolhimento, assim como a destinação correta do produto em estoque e o que retornará à indústria.

A empresa já iniciou o inventário e recolhimento dos produtos que se encontram em rota ou junto aos clientes no mercado interno e externo. Além disso, destacou um grupo de especialistas para investigar as origens do problema a fim de adotar  medidas para que a contaminação não volte a ocorrer.

A produção da fábrica de Dourados está mantida, mas, de acordo com a BRF, “sob um processo rigoroso de manutenção e liberação dos produtos”. O objetivo é assegurar que a ocorrência foi pontual e não se repetirá.

Identificação dos produtos envolvidos

(*) Cortes congelados de frango – coxas e sobrecoxas sem osso – lote/data de produção 6.11.18; 9.11.18 e 10.11.18 – conteúdo e embalagem caixa de papelão (interfoliado) 15 kg – registro mapa 0177/18

(*) Cortes congelados de frango – meio peito sem osso e sem pele – lote/data de produção 30.10.18; 7.11.18; 9.11.18 e 10.11.18 – conteúdo e embalagem caixa de papelão (interfoliado) 15 kg – registro mapa 0209/18

(*) Cortes congelados de frango – filezinho (Sassami) – lote/data de produção 30.10.18; 5.11.18; 6/11/18; 7/11/18; 9/11/18; 10.11.18 e 12/11/18 – conteúdo e embalagem embalagem plástica 1 kg – registro mapa 0223/18

(*) Miúdos congelados de frango – coração – lote/data de produção 30.10.18; 5.11.18, 6/11/18, 7/11/18, 9/11/18, 10.11.18 e 12/11/18 – conteúdo e embalagem embalagem plástica 1 kg – registro mapa 0174/18

(*) Cortes congelados de frango – filé de peito – lote/data de produção 30.10.18 e 9.11.18 – conteúdo e embalagem embalagem plástica 2 kg – registro mapa 0230/18

No comunicado, a empresa esclarece que estes produtos estão com possível presença de “Salmonella enteritidis” e, sua ingestão representa risco a saúde, podendo causar infecção gastrointestinal, cujos sintomas mais comuns são: dores abdominais, diarréia, febre e vômito.

A empresa informa que os consumidores que detiverem produtos dos lotes mencionados devem entrar em contato pelo telefone 0800-031-1315 ou pelo e-mail recolhimento.sac@brf-br.com, para esclarecimentos de dúvidas, troca ou devolução.

O Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e Cidadania, orienta os consumidores sobre seus direitos: A empresa deverá apresentar os esclarecimentos que se fizerem necessários, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor (CDC), inclusive com informações claras e precisas sobre os riscos para o consumidor.

O que diz a lei ===  O Código de Defesa do Consumidor (CDC), em seu artigo 10, estabelece que: “O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança.

  • 1º O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no mercado de consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores, mediante anúncios publicitários.”

Direitos === Os consumidores que já passaram por algum acidente causado pelo defeito apontado poderão solicitar, por meio do Judiciário, reparação por danos morais e patrimoniais, eventualmente sofridos.

A Fundação Procon-SP mantém, desde 2002, um banco de dados com informações sobre todas as campanhas de recalls realizadas no Brasil – clique aqui. << Com apoio de informações/fonte: Agência Brasil/EBC e Assessoria de Comunicação-Procon >>


 

 

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