O ministério informou nesta 6ª.feira (28.02.2020) ainda que existem 182 casos considerados suspeitos de coronavírus no Brasil. Até agora, 71 casos já foram descartados e um caso confirmado em São Paulo. Os registros de casos suspeitos estão concentrados nos estados de São Paulo (66), Rio Grande do Sul (27), Rio de Janeiro (19), Minas Gerais (17), Santa Catarina (9), Paraná (5), Distrito Federa (5), Goiás (5) e Espírito Santo (2).

O secretário de Vigilância da Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, disse que a partir da próxima semana a pasta também divulgará os “casos prováveis” para incluir as pessoas que têm contato com casos já confirmados. Segundo Oliveira, nestes casos não será necessária a realização de exames laboratoriais para confirmação da doença, que poderá ser confirmada apenas por critérios clínico-epidemiológico.

Oliveira ressaltou ainda que a melhor estratégia de combate à doença é lavar as mãos e evitar compartilhar objetos pessoais. O secretário destacou ainda que o uso de álcool em gel é uma “boa estratégia”, mas alertou que a população não deve entrar em desespero caso não encontre o produto. “Lavar bem as mãos, as unhas, é suficiente”, disse

CAMPANHA DE ESCLARECIMENTOS === O Ministério da Saúde informou que realizará uma campanha publicitária para reduzir o risco de transmissão do novo coronavírus. Segundo a pasta, o foco da ação será nos hábitos de higiene e nas precauções sobre contato físico entre as pessoas. O custo previsto da ação é de R$ 10 milhões e será veiculado em Internet, rádio e televisão. A campanha já começa a ser veiculada nesta 6ª feira (28.02).

Dados atualizados da Organização Mundial da Saúde (OMS ) apontam para 82.294 casos de coronavírus pelo mundo, deste total são 1.185 novos casos.

Desde o dia 24 deste mês, 16 países são considerados suspeitos: Austrália, China, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Camboja, Filipinas, Japão, Malásia, Vietnã, Cingapura, Tailândia, Itália, Alemanha, França, Irã e Emirados Árabes.

O USO DE MÁSCARAS === O Secretário-Executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, afirmou que será divulgado em edição extra do Diário Oficial da União ainda nesta 6ª-feira o resultado da licitação para aquisição de 21 insumos hospitalares. Entre eles, estão dois tipos de máscara (cirúrgica e N95) e aventais (P, M e G) precisaram ter a sistemática de compra fracionada.

Segundo Gabbardo, até 20 empresas poderão ser selecionadas para fornecer, pelo menos, 500 mil unidades de máscara. A preocupação da pasta é evitar a escassez de itens de segurança e de prevenção contra o novo coronavírus no Brasil.

APLICATIVO PARA AJUDAR === O ministério trabalha ainda na elaboração de um aplicativo para plataformas móveis em que os cidadãos poderão encontrar Unidades de Saúde mais próximas para o atendimento de casos de coronavírus.

Antes de indicar o hospital, o “Coronavírus SUS” fará perguntas para confirmar se realmente há possibilidade de que o paciente esteja com a doença. O público-alvo do aplicativo são as pessoas que estiveram em algum dos 16 países considerados suspeitos.

O aplicativo também fornecerá dicas de prevenção da doença. Sistema semelhante foi lançado pela pasta na Copa do Mundo, realizada no Brasil em 2014, e nos Jogos Olímpicos 2016. << Com apoio de informações/fonte: Empresa Brasil de Comunicação-EBC / por Heloisa Cristaldo – repórter da Agência Brasil – Brasília >>


          Governo de SP faz sequenciamento genético inédito

                         de coronavírus na América Latina

O Governo do Estado de São Paulo, por meio do laboratório estratégico do Instituto Adolfo Lutz, fez o primeiro sequenciamento genético do novo coronavírus (COVID-19) da América Latina e está entre os pioneiros do mundo. Após 48 horas da confirmação do primeiro caso no Brasil, o Instituto Adolfo Lutz — laboratório estadual de referência para o Brasil — identificou o genoma em parceria com o Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo e Universidade de Oxford. O genoma do SARS-Cov-2, causador da doença em circulação internacional, foi sequenciado pelos laboratórios.  O trabalho foi concluído nesta 6ª feira (28.02.2020), apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de COVID em São Paulo.

“O feito científico que os pesquisadores dos Institutos Adolfo Lutz e de Medicina Tropical concluíram hoje é extraordinário e merece todos os nossos agradecimentos. O sequenciamento genético do coronavírus é um trabalho inédito e absolutamente fundamental para que novas vacinas sejam desenvolvidas. Isso mostra o comprometimento do Governo de São Paulo com o combate ininterrupto ao coronavírus e nosso total apoio à comunidade de pesquisadores em saúde”, diz o governador João Doria.

Segundo a pesquisadora Jaqueline Goes de Jesus, do Instituto de Medicina Tropical, o sequenciamento por nanoporos (poros em escala nanométrica) foi feito em um dispositivo portátil inovador lançado pela startup britânica Oxford Nanopore Technologies. Ele se conecta a um software que funciona como uma “tecla SAP”, ou seja, é capaz de “traduzir” o genoma.

“Desde a década de 1970 se faz sequenciamento genômico e a ideia era fazer sequenciamento em campo e trabalhar em tempo real. Esse sequenciador é menor que um celular e conectado a um computador por meio de um cabo USB. Consegue fazer um sequenciamento da célula de fluxo, como se fosse um chip onde estão os nanoporos. Dentro dele, colocamos as sequencias da amostra que vai ser “lida” ao passar pelos poros”, explica a pesquisadora.

O genoma completo do vírus foi disponibilizado à comunidade científica internacional nesta sexta. “Os dados de genomas completos do SARS-CoV-2 dos casos de COVID-19 são essenciais para o desenvolvimento de vacinas e de testes diagnósticos. São importantes para a compreensão da dispersão do vírus e para detectar mutações que possam alterar a evolução da doença”, afirma o pesquisador Claudio Sacchi, do Instituto Adolfo Lutz.

Análises preliminares indicam que o genoma identificado no Brasil difere-se por três mutações da cepa de referência de Wuhan, na China. Duas dessas mudanças se aproximam à cepa da Alemanha, diagnosticada em transmissão de Munique, região da Bavária. Portanto, a maior similaridade do vírus detectado no paciente de São Paulo é com a cepa europeia.

“Grupos internacionais têm demorado, em média, 15 dias para gerar e submeter as suas sequências relativas a casos de COVID-19, o que destaca a relevância científica da pesquisa brasileira e o pioneirismo do Estado de São Paulo. Essa conquista certamente contribuirá para aprimorarmos as políticas públicas de vigilância e prevenção da doença”, afirma o Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann.

No dia 31 de janeiro, a Itália confirmou dois casos em turistas chineses. Atualmente, há apenas uma sequência genética disponível naquele país, de um desses turistas da província chinesa de Hubei. No dia 21 de fevereiro, foi confirmada a transmissão local na Lombardia, local visitado pelo primeiro brasileiro infectado pelo vírus. Até então, não existem dados genômicos dos casos na Itália, mas o sequenciamento feito em São Paulo é da amostra do paciente que esteve no país europeu.

“Dados adicionais da Alemanha e da Itália serão importantes para entender as origens e a dinâmica do vírus na Itália. O monitoramento contínuo de novos casos suspeitos no Brasil será fundamental para monitorar novas importações de vírus e também para identificar grupos iniciais de transmissão local no país, se houver”, conclui o artigo dos pesquisadores envolvidos no estudo. Eles fazem parte do projeto CADDE, que tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de S. Paulo (Fapesp) e do Conselho de Pesquisa Médica do Reino Unido e desenvolve novas técnicas para monitorar epidemias em tempo real.

Os autores que contribuíram para a pesquisa científica são Jaqueline Goes de Jesus, Claudio Sacchi, Ingra Claro, Flávia Salles, Daniela da Silva, Terezinha Maria de Paiva, Margarete Pinho, Katia Correa de Oliveira Santos, Felipe Romero, Fabiana dos Santos, Claudia Gonçalves, Maria do Carmo Timenetsky, Joshua Quick, Nick Loman, Andrew Rambaut, Ester Cerdeira Sabino e Nuno Rodrigues Faria.

PRIMEIRO CASO EM SÃO PAULO===  O Brasil segue com apenas um caso confirmado de COVID-19, até o momento, no Estado de São Paulo. O homem está em isolamento domiciliar, com quando clínico estável e sintomas leves. Ele retornou da Itália ao Brasil no último dia 21 e apresentou sintomas suspeitos, como tosse, coriza e febre.

O paciente foi atendido no Hospital Israelita Albert Einstein, que fez o diagnóstico inicial no dia 25. O resultado foi confirmado no dia 26 com contraprova no Instituto Adolfo Lutz. O instituto fez o procedimento com diagnóstico molecular, denominado RT-PCR – reação da transcriptase reversa em tempo real, na sigla em inglês. <<Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Comunicação / Governo de SP >>


           Hospital das Clínicas de SP é o modelo para                                enfrentar novo coronavírus

O governador João Doria;  o Secretário de Estado da Saúde José Henrique Germann; o coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus David Uip; e o infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo Esper Kallás apresentaram nesta 6ª feira (28.02.2020) o plano de ação do Hospital das Clínicas (HC) contra pandemias definido para atender pacientes com coronavírus que chegarem à unidade.

O plano inclui todas as áreas do hospital e visa garantir infraestrutura médica, equipes qualificadas e em número suficiente, para que não falte recursos humanos e materiais, caso haja um aumento significativo no número de casos. O modelo de atendimento estará à disposição para ser utilizado por todo o sistema de saúde do país.

“O Hospital das Clínicas montou este plano de ação contra pandemias para pacientes que possam ter complicações pelo coronavírus. Estamos absolutamente preparados para este atendimento”, disse Doria.

O modelo do Hospital das Clínicas inclui receber casos graves – de forma referenciada -, realizar os exames diagnósticos, isolar os pacientes considerados suspeitos para coronavírus e oferecer assistência médica de acordo com a gravidade do caso.

O Hospital das Clínicas conta com estrutura para atender pacientes de alta complexidade, que inclui UTI com isolamento de contato e respiratório com pressão negativa, suporte ventilatório de última geração, técnicas de cuidados para pacientes críticos e dependentes de múltiplas especialidades.

“Nossa rede está preparada para atender a população. Temos serviços e profissionais com alta expertise e estamos à disposição para contribuir com o sistema de saúde nacional e, sobretudo, trabalhando para cuidar dos pacientes”, afirmou Germann.

As lideranças do hospital formaram um comitê de crise para acompanhar e antecipar as necessidades decorrentes da possível chegada de casos, utilizando seu Plano de Desastres, criado em 2012 e baseado nas premissas do Hospital Incident Comand System (HICS), para situações excepcionais que exijam uma rápida articulação entre as áreas assistenciais, administrativas e governamentais.

O Hospital das Clínicas continuará recebendo apenas pacientes referenciados, ou seja, encaminhados por outros serviços. A população não deve procurar diretamente o hospital, mas buscar atendimento nas unidades de saúde próximas de suas residências, que avaliarão a necessidade de encaminhamento a uma unidade de alta complexidade ou mesmo ao Hospital das Clínicas.

“A vigilância em saúde da capital e Secretaria de Estado da Saúde fizeram a lição de casa no atendimento ao primeiro caso confirmado. O paciente também teve a conduta adequada e procurou o serviço médico ao apresentar sinais da doença”, destacou Uip, reforçando a importância de procurar um médico diante de sintomas.

O objetivo do plano do Hospital das Clínicas é lidar de forma ágil e organizada com situações nas quais a demanda por atendimento médico-hospitalar possa ultrapassar a capacidade normal de atendimento. Desse modo, prevê a organização de medidas de prevenção, abastecimento, atendimento multidisciplinar e cuidados com seus colaboradores.

Este plano já foi acionado em algumas ocasiões, como no Incêndio do Memorial da América Latina, atentado na Escola Raul Brasil, de Suzano, e epidemia de Febre Amarela.

Diante do surto de coronavírus iniciado na China em dezembro de 2019, o Hospital das Clínicas ativou em janeiro o braço desse plano que trata de surtos e epidemias infectocontagiosas. O Comitê do Coronavírus definiu os pilares assistenciais para abordagem do paciente com suspeita de coronavírus e estabeleceu os fluxos de atendimento em todos os institutos do complexo, além de estar alinhado e à disposição da SES para atuar nos casos destinados ao Hospital das Clínicas.

“O HC tem grande experiência em ações como essa. Quando houve o aumento dos casos de febre amarela, por exemplo, conseguimos atender os casos graves com todos os melhores recursos disponíveis na medicina de ponta. A população pode ficar tranquila, pois o Hospital das Clínicas está preparado”, afirmou Kallás, professor titular de Moléstias Infecciosas do HC e membro do Centro de Contingência de Coronavírus. <<  Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Comunicação/Govern o de SP>>


LimpaSP – estréia

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