Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU),  a cada 40 segundos uma pessoa se suicida no planeta. São quase 800 mil casos de morte autoinfligida por ano. Esses dados alarmantes têm chamado a atenção de profissionais de saúde, educadores e responsáveis pela elaboração de políticas públicas, e expõem uma questão ainda pouco enfrentada: como cuidar de pessoas em processo de luto pelo suicídio? Qual é a melhor forma de intervir, de apoiar, de dar suporte emocional e acolher o sofrimento?

Reunindo anos de pesquisa e de trabalho de campo com mães, pais, irmãos e amigos de pessoas que se suicidaram, Karina Okajima Fukumitsu, psicóloga, educadora e maior especialista brasileira no tema, dedicou-se a relatar o processo de choque, dor, agonia e tristeza pelo qual passam essas pessoas. O resultado está no livro “Sobreviventes enlutados por suicídio – Cuidados e intervenções”, lançamento da Summus Editorial. São 32 entrevistas que trazem detalhes de diferentes vivências tanto na prevenção quanto na posvenção (é o suporte ao luto e a prevenção do suicídio aos enlutados e suas futuras gerações), denominação para o cuidado específico com esse público.

Fukumitsu vem acompanhando trajetórias de enlutados por suicídio e o que chama de “limbo existencial”, assim como sua forma de superar uma situação pela qual não tiveram como evitar.  Ao longo de seus estudos, cunhou a expressão “extrair flor de pedra”: “Apesar de constatarmos que nosso solo existencial está árido e aparentemente inerte, devemos preservá-lo para que um dia a vida possa nos surpreender com a beleza de uma flor que nascerá”, observa.  Fukumitsu usa o termo para ilustrar a habilidade humana de ressignificar tudo que acontece, mesmo após se sentirem demolidos e fragmentados existencialmente.

Em seu livro, Karina traz as formas de definições de “cuidado” e de “intervenção”, bem como levanta as principais dificuldades e necessidades apresentadas pelos enlutados por suicídio. “A prevenção do suicídio e dos processos autodestrutivos e o acolhimento ao enlutado por suicídio deve ser um processo interventivo constante e permanente e, sobretudo, é preciso ressaltar a importância de manter a esperança de que é possível acolher o sofrimento humano”, defende a autora.


A autora ===  Karina Okajima Fukumitsu é psicóloga, Gestalt-terapeuta e psicopedagoga. Doutora e pós-doutora em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), é mestre em Psicologia Clínica pela Michigan School of Professional Psychology (EUA). Coordena a Pós-Graduação em Suicidologia: Prevenção e Posvenção, Processos Autodestrutivos e Luto, da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), e o Programa RAISE: Ressignificações e Acolhimento Integrativos do Sofrimento Existencial. É ainda cocoordenadora da Pós-Graduação Abordagem Clínica e Institucional em Gestalt-terapia da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul). Autora de diversos livros, é organizadora de Vida, morte e luto e co-organizadora da Coleção Gestalt-terapia: fundamentos e práticas (todos da Summus).


Título: Sobreviventes enlutados por suicídio – Cuidados e intervenções

  • Autora: Karina Okajima Fukumitsu
  • Editora: Summus Editorial
  • Preço: R$ 48,20 (E-book: R$ 30,60)
  • Páginas: 120 (14 x 21 cm)
  • ISBN: 978-85-323-1136-8
  • Atendimento ao consumidor: (11) 3865-9890
  • Site: www.summus.com.br

<< Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Comunicação Grupo Summus/Ana Paula Alencar >>


 

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