Neste domingo (20/01/2019) comemora-se o Dia Nacional do Fusca (*)  Um dos veículos que mais possui fãs apaixonados, o Fusca é conhecido no mundo inteiro e carrega uma história repleta de curiosidades. Käfer, Coccinelle, Escarabajo, Maggiolino, Carocha, Fusca, Beetle, Bug, Huevito, Dak Dak. . . aí estão os nomes do “carrinho” pelo mundo todo. Segundo o Fusca Clube do Brasil (www.fuscaclube.com.br) , que foi fundado há 34 anos (28/05/1985) inicialmente com o nome de Sedan Clube do Brasil, Volkswagen Sedan é um daqueles automóveis que dificilmente passam sem despertar uma emoção – ” seja paixão ou até ódio”.  (*) Neste domingo, em comemoração do Dia Nacional do Fusca, o Fusca Clube do Brasil promoveu com sucesso mais um evento especial no amplo estacionamento do São Bernardo Plaza Shopping, com fluxo muito grande de carros, associados e público em geral.

<< Fusca (no Brasil) ou Carocha (em Portugal)  foi o primeiro modelo de automóvel fabricado pela companhia alemã Volkswagen. Foi o carro mais vendido no mundo ultrapassando em 1972 o recorde que pertencia até então ao Ford Modelo T. O último modelo do VW Sedan (nome que o veículo recebeu no México) foi lá produzido em 2003. Ele era parte de uma edição comemorativa chamada Última Edición, limitada a 3.000 carros. O último exemplar marcou o fim da longa produção de 65 anos do Fusca, durante a qual foram fabricados 21.529.464 unidades, números que fazem dele o modelo único mais produzido do mundo em todos os tempos. Esse modelo de automóvel também é conhecido como besouro (Käfer na Alemanha) ou barata. Fonte: Wikipédia – leia mais: clique aqui>> 

O início === Na abertura do histórico do Fusca, o Fusca Clube do Brasil informa que para alguns um projeto arcaico, para outros um projeto eterno, feito pra durar; o Fusca, feito a principio à pedido de Hitler a Ferdinand Porsche, o velho “beetle” foi nomeado Volkswagen, que como todos sabem, provem do idioma alemão e seu significado é “Carro do Povo“. Depois foi nomeado “Volkswagen Sedan“, e partindo de um apelido nascido no Brasil, acabou sendo nomeado oficialmente aqui no Brasil como “FUSCA“.

Os bons fuscamaníacos relatam um pouco da história do FUSCA, embora confessem não ter vivido brilhante época, época que fez do Fusca um candidato ao carro do século. Inicio da década de 30. Ferdinand Porsche desenvolveu um projeto na sua própria garagem, em Stuttgard, Alemanha.

O projeto === O primeiro projeto do Fusca, era equipado com um motor dois cilindros, refrigerado a ar, que tinha um rendimento absurdamente péssimo.  Criaram o motor quatro cilindros, opostos dois a dois , chamado de Boxter, também refrigerado a ar, com suspensão independente dianteira, que funcionavam através de barras de torção.

Foi um projeto ousadamente revolucionário, pois até então os carros da época eram feitos com motores refrigerados a água e suspensão que em sua maioria usavam feixe de molas (tipo suspensão de caminhões) ou molas helicoidais.

Chega ao mercado === Lançado oficialmente em 1.935, pelo então projetista Ferdinand Porsche, o Volkswagen podia ser comprado por quase todos, ao preço de 990 marcos, e era equipado com motor refrigerado a ar, sistema elétrico de seis volts, câmbio seco de quatro marchas, que até então só se fabricavam carros com caixa de câmbio inferiores a 3 marchas.

Daí, as evoluções foram constantes.  Sistema de freios a tambor, caixa de direção tipo “rosca sem fim”, evoluções estéticas como quebra vento, lado abertura da porta (no início a porta abria do lado oposto), saída única de escapamento, estribo, entre outras.

As evoluções === Em 1936, já reformulado, com bastante semelhanças com o Fusca de hoje, o Volkswagen era equipado com duas pequenas janelas traseiras, em 1.937 existiam 30 outros modelos sendo testados na Alemanha. E a partir de 1.938, iniciou-se a construção, em Hannover de uma fábrica a qual o Volkswagen seria construído na forma de fabricação em série.

Em 1.939, devido ao início da segunda guerra mundial, o Volkswagen acabou virando veículo militar. Derivados do fusca, como jipes e até um modelo anfíbio (Shwinwagen, atualmente existem 3 no mundo, e um no Brasil). A mecânica também haveria mudado. Virabrequim, pistões, válvulas , o motor de 995 cc.e 19cv passou a ser de 1.131 cc. e 26 cv. Mais de 70 mil unidades militares foram produzidas.

Chega a Guerra Mundial === Término da II Guerra Mundial, a fábrica que estava sendo construída em Hannover, estava quase que inteiramente destruída. Seus projetistas, ninguém sabia por onde andavam, e de suas versões militares ninguém mais precisara, por pouco não foi o fim do Volkswagen. Até um major inglês redescobrir o Volkswagen. Ivan Hirst, resolveu “adotar” o velho Volkswagen, entre os escombros da antiga fábrica, a versão original do VW passou a ser reaproveitada.

Uso nos serviços essenciais === Retomada sua fabricação, o Volkswagen passou a ser utilizado em serviços de primeira necessidade, escassos naquela época, como correio, atendimento médico, etc.  Em 1.946, portanto um ano depois, já existia 10 mil Volkswagens sedans em circulação.  Em 1.948 existiam 25 mil, sendo 4.400 para exportação. Em 1.949 o Fusca já teria seu próprio mercado nos EUA.

Basicamente o fusca até então era um projeto que havia dado certo, até meados de 1.956, quase nada havia mecanicamente mudado de seu projeto original.  Independente de seu projeto mecânico, a aparência do Fusca haveria mudado bastante. Em 1.951, havia duas janelas repartidas na parte traseira, embora continuar sem os “quebra-ventos”. Mas em 1.953, o fusca surgia com “quebra-ventos” nas janelas laterais, e a partir da segunda série deste ano a janela traseira se resumia a uma única, em formato oval. Neste mesmo ano o fusca começou a ser montado no Brasil.

No Brasil === Em 1.959 o Fusca começou a ser fabricado no Brasil.  Em 1.961 no segundo semestre, o sistema de sinaleiros (pisca-pisca) deixa de ser uma barra na coluna lateral central (também chamada de bananinha) para as lanternas traseiras, juntamente com as luzes de freio.  E assim as mudanças foram surgindo. O câmbio deixa de “seco” para ter as quatro marchas sincronizadas, o mesmo que existe até hoje. Em 1.967 o Fusca passa por uma importante mudança: ele ganha motor 1.300 cc ao invés do 1.200 cc que o equipava até então. Os aros das rodas também receberam furos para melhor ventilação do sistema de freios. Já em 1968 foi provado que o sistema de 6 volts que o equipava não se mostrava eficiente, aí o Fusca ganhara um novo sistema elétrico 12 volts. E a caixa de direção passa a ser lubrificada com graxa.

Chega o Fuscão === Em 1.970 o Fusca sofreu uma grande transformação. Continuando com a versão 1.300 cc, surgiram a versão 1.500 cc (2º. semestre) essa com 52 cv (SAE) de potência. Carinhosamente apelidado de “Fuscão“. Para essa versão, o fusca também recebeu uma barra compensadora no eixo traseiro, para finalidade de maior estabilidade. Esteticamente o capô do motor ganhou aberturas para maior ventilação, novas lanternas, cintos de segurança. Como opcional o fusca tinha freios a disco na dianteira.

Mais mudanças vieram em 1.973. O novo sistema com carburadores recalibrados para menor consumo, e novo distribuidor vácuo-centrífugo deram mais ênfase ao carro que sem dúvida era um sucesso total. Nunca vendeu tanto fusca no Brasil como no ano de 1.974.

O fusca teve uma produção de 239.393 unidades somente em 1974. Comparado a produção de 1969 que era de 126.319, foi um impressionante salto nas vendas. Tudo provava o absoluto sucesso do Fusca. E também nessa época que surgiu o Fusca com motorização 1.600-S que rendia 65 cv(SAE)com dupla carburação.

As mudanças mecânicas para esse ano eram o eixo dianteiro com bitola mais larga e a mudança estética foi o maior pára-brisa para as versões 1.300 e 1.500.

Em 1.975, a linha VW foi ampliada com a chegada do novo motor 1.300, versão 1.300-L e o modelo 1.600passou a ter a alavanca de câmbio mais curta e filtro de ar do carburador de papel. Outras alterações também vieram, como painel e outras (estéticas).

Em 1.978 o bocal do tanque de combustível passou a ser do lado externo do carro, e não dentro do porta-malas como mostrava-se até então.

Fusca da Fafá === Em 1.979 (2º. semestre) as lanternas traseiras ganharam nova forma, e pelo seu grande tamanho, esta versão do fusca, a partir desse ano foi apelidado de “Fuscão Fafá”. Após quatro anos sem mudanças, em 1983 o “Super-Fuscão” desaparece. Adotaram o nome oficial de “FUSCA“. Com algumas poucas inovações como caixa de câmbio “Life-Time”(dispensa troca periódica de lubrificante), ignição eletrônica nos modelos a álcool, bomba de combustível com proteção anti-corrosiva, válvulas termopneumáticas nas entradas dos filtros de ar (com a função de controlar a temperatura do ar aspirado para finalidade de melhorar a queima da mistura).

Mais no ano seguinte, portanto em 1.984, muda tudo. A versão 1.300 do Fusca desaparece. Surge aí um novo 1.600. Com pistões, cilindros e cabeçotes redesenhados, além de novas câmaras de combustão, o novo motor rendia 46 cv a 4.000 RPM e torque máximo de 10,1 kgf/m a 2.000 RPM. Agora a medição foi feita no método DIN e não mais no SAE. Equipavam a versão também novos freios a disco na dianteira e barra estabilizadora traseira redesenhada para uma melhor performance aerodinâmica.

O fim  e a volta do Fusca === Mais foi no ano de 1.986 que (temporariamente) acaba-se a carreira do Fusca. Embora o México não para de produzi-lo, no Brasil sua linha de montagem chegara ao fim. Até que em 1.993 por pedido do então presidente do Brasil, Itamar Franco, o Fusca volta novo de novo, como nesses seus 60 anos muito bem vividos.

Na segunda fase de 1.993, sem mudanças na carroceria nem no motor o fusca ganhou pára-choques na cor do veículo, canalizador com uma única saída de escape no pára-lamas esquerdo, estofamentos novos, volante novo e muitos outros detalhes de acabamento, inclusive detalhes opcionais.

Quando todos não acreditavam no sucesso do relançamento do Fusca, as vendas foram mais que animadoras. Chegou a produzir mais de 40 mil novos Fuscas. Até sua oficial parada de fabricação anunciada em Julho de 1.996 o fusca deixou mais fãs por seu rastro.

Para comemoração da sua última série de fabricação, foram fabricados os últimos 1.500 Fuscas carinhosamente dados numa versão “FUSCA SÉRIE OURO“, onde os últimos 1.500 proprietários de fuscas “novos” tem seus nomes guardados em um “Livro de ouro da VW.” Um Fusca Série Ouro é facilmente identificado, neste seu último modelo a VW super-equipou esteticamente a versão.

Com estofamentos do Pointer GTI, desembaçador traseiro, faróis de milha, painel com fundo branco, vidros verdes (75% transp.) esta foi a série de gala do querido carrinho. Mais uma vez nosso querido fusquinha cumpre seu papel, um sucesso de vendas e de mercado. Embora no México ainda foi fabricado até 30 de junho de 2.003.

Outra novidade foi o sucesso de seu relançamento oficial, montado em chassis do VW Golf e com seu novo nome já definido, o BEETLE volta as ruas, mostrando sua nova cara e dando continuidade a essa inigualável carreira que o “querido carrinho” fez por merecer.
E assim temos um exemplo de um projeto que alcançou o completo sucesso, e por trás dele um gênio imortal, um Mito: Ferdinad Porsche.

E para comemorar essa data tão especial, a Editora Alaúde lançous  três livros que podem ser dados de presentes para os amantes do carro, os “fuscamaníacos”,  ou para aqueles que gostam de curiosidades sobre veículos. <<Com o apoio de informações/fonte: Fusca Clube do Brasil – extraído do site.>>

Clássicos do Brasil – Fusca – Autor: Paulo Cesar Sandler ===  Com origens controversas e ainda muito discutidas, o Fusca conquistou milhões de fãs pelo mundo. No Brasil não foi diferente: carro mais popular da indústria automobilística, durante décadas foi quase um membro da família brasileira. O Fusca começou a ser fabricado no país em 1959 e, embora a produção tenha sido interrompida definitivamente em 1996, ele ainda é um dos automóveis mais usados e vendidos no mercado nacional. Neste livro, o leitor conhecerá toda a história do carro – das origens na Alemanha de Hitler até sua chegada e desenvolvimento no Brasil – com a ajuda de centenas de fotos de época.

Fusca – O carro mais popular do mundo – Autor: Richard Copping ===  Nada mais apropriado que chamar o Fusca de “o carro mais popular do mundo”. Afinal, ele existe há décadas e continua emocionando as pessoas por onde quer que passe. Um dos maiores especialistas em Volkswagen no mundo, Richard Copping, conta a trajetória do Fusca em mais de sessenta anos de história, desde a Segunda Guerra até a retomada da fabricação no Brasil dos anos 1990. Com a ajuda de centenas de imagens coloridas dos mais variados modelos, o autor monta um retrato abrangente e indispensável para todos os fãs do Fusca e do automobilismo em geral.

A verdadeira história do fusca – Autor: Paul Schilperood ===  Controversa, complexa e obscura, a história do Fusca está diretamente ligada à recessão que castigava a Alemanha na década de 1930 e à ascensão do nazismo. Apaixonado por automóveis, Hitler via na ideia de criar um carro popular – produzido por operários alemães em uma fábrica alemã – a oportunidade de concretizar seu projeto político. “Oficialmente”, o automóvel do povo foi projetado por Ferdinand Porsche, mas essa paternidade é contestada pelo pesquisador e jornalista holandês Paul Schilperoord, que afirma que o carro mais popular do mundo foi na verdade desenvolvido por um engenheiro judeu chamado Josef Ganz. Em, A verdadeira história do Fusca, Schilperoord apresenta pela primeira vez uma série de documentos e esboços que comprovariam que Hitler se apropriou da invenção de Ganz. “Essa é a história de um crime que nem mesmo Hitchcock conseguiria inventar”, disse Josef Ganz em seu leito. << Com apoio de infomrações/fonte: Virta Comunicação >>


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