da Redação DiárioZonaNorte

Mais uma vez, o Carnaval passou! Muitos terão saudade e já fazem a contagem regressiva para 2020; e muitos outros cidadãos de várias regiões estarão com as broncas dos acontecimentos, principalmente nos blocos e megablocos de rua. E, de um jeito ou de outro, agora pode-se desejar Feliz Ano para 2019.

Olhando para trás nos graves acontecimentos do passado, e de olho no futuro para os cuidados com a organização do Carnaval de Rua, o programa “Metrópole em Foco”, da Rádio Trianon (AM 740), com apresentação do jornalista Pedro Nastri e produção de Duda Jr., realizou na 4ª feira (13/03/2019), um balanço dos acontecimentos deste ano.

À mesa do programa, os convidados: Alba Stella Medardoni (presidente da Associação Amigos do Mirante Jardim São Paulo e Região/Zona Norte); Joana D´Arc Figueira Cruz ( publicitária e advogada, ativista social há 30 anos em prol do desenvolvimento da comunidade-Ponte Pequena/Armênia); Rodrigo Salles (empresário, presidente do CONSEG Jardins e Paulista); Saul Nahmias ( produtor de vídeo, Diretor do CONSEG Bom Retiro e liderança do bairro); e Maurício Benassatto (jornalista e editor do DiárioZonaNorte).

Carnaval 2020 ===  O programa de uma hora e meia trouxe vários pontos negativos na organização do blocos de rua no Carnaval de São Paulo. A principal preocupação é começar a discutir o Carnaval de 2020, a partir da Audiência Pública do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) já marcada para 16 de abril, às 14 horas, no auditório da entidade. Antes desta reunião, a Prefeitura de São Paulo tem o prazo de entrega do Relatório e Balanço do Carnaval 2019.

O fato importante é o registro da união de vários movimentos de moradores de regiões da Faria Lima, Luis Carlos Berrini, Consolação-Paulista, Ponte Pequena/Armênia/Bom Retiro, Zona Norte e outras, junto com as participações dos Conselhos Comunitários de Segurança (CONSEGs) e demais entidades que procurarão encaminhar sugestões para um Projeto de Lei para organização do Carnaval, através da Câmara dos Vereadores, com apoio do Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil e além de buscar a participação da população de todas regiões (32 Subprefeituras), com audiências públicas.

O Carnaval de São Paulo neste ano não chegou aos 12 milhões de pessoas, ficando com um pouco menos da metade do previsto. E o tempo com chuvas também afastou um pouco os foliões. Segundo os participantes do programa, houve falta de comunicação da Prefeitura de São Paulo com os demais órgãos, o que gerou alguns problemas – como o cancelamento de blocos na Av. Tiradentes e transferência para a Av. Marquês de São Vicente.

Clique na foto para ouvir o programa na íntegra (01h30):

Muito a melhorar === E aconteceram os pontos negativos como também foram previstos: violência policial; roubos; bebidas à vontade com venda para menores; misturas de bebidas externas; drogas; xixi nas calçadas e muitas irregularidades. Além das estações do metrô com muito volume de gente ou até fechadas. Sem contar os inconvenientes do trânsito e dos congestionamentos.

Os problemas apareceram e deixaram um reflexo do que aconteceu por toda São Paulo no pré, durante e o pós Carnaval de Rua. Ficou provado que na principal avenida de ligação no Corredor Norte-Sul, que é a Tiradentes, não é um lugar ideal para o próximo ano. E, por outro lado, não trouxe muito foliões.

Com o balanço da Prefeitura e a Audiência Pública do Ministério Público, os moradores devem juntar-se às entidades e CONSEGs para buscar soluções. Como a ideia de transportar o Carnaval de Rua para um lugar fechado e controlado, que é o Autódromo de Interlagos – que há 8 anos recebe o evento Lollapalooza Brasil, com vários palcos e milhares de pessoas.  Ou como nova sugestão da Joana D´Arc Figueira Cruz: fechar um trecho da Marginal de Pinheiros e depois mais um trecho da Marginal do Tietê para dois pontos de concentrações. Mais adiante, próximo à Zona Leste, um novo trecho da Marginal.   Algo deverá ser feito para melhorias.

Um pequeno balanço === Enquanto isto, a mesma advogada e líder comunitária da região, Joana D´Arc, fez um balanço do Carnaval na Tiradentes:

1) PONTOS POSITIVOS: policiamento nas ruas equipe DSV a postos na Avenida e no entorno; equipe de pronto atendimento de saúde; estrutura de ambulantes; contêineres, banheiros químicos, equipe de limpeza e conservação ativa e eficiente; apesar de sacrificar a população local, fechar a estação Armênia, foi acertado; comerciantes de bares na Avenida, mercadinhos e esquinas do entorno tiveram excelente movimento.

2) PONTOS NEGATIVOS: equipe de limpeza, no final, empurrava (com o jato d´água) o lixo para as ruas do entorno;  a CET/DSV não cumpriram o acordo de deixar duas pistas da avenida para circulação de carros e transporte público, sacrificaram a população em prol dos foliões; com a Estação Armênia fechada, a da Tiradentes do metrô ficou sob caos todo período, e ainda teve depredação e vandalismo no final; a passarela não foi fechada, conforme declaração do sub prefeito da Sé na reunião do Ministério Público, foliões usaram-na como camarote, ficou lotada, colocando em risco a vida dos presentes; após às 16 h., a circulação e ocupação das ruas teve um aumento significativo; calçadas com adolescentes e jovens embriagados na Avenida e entorno multiplicou; as árvores, os muros e portões dos prédios e construções das ruas transversais viraram palco dos horrores, além de usarem o espaço público e particular como banheiro , empesteando os locais de urina e lixo (garrafas), cenas de sexo explícito eram comuns.

Enfim a Prefeitura de São Paulo perdeu-se na organização (que não teve planejamento eficaz) e controle dos mega blocos na Avenida Tiradentes, e o caos, assim como na Vila Madalena, Pinheiros, Faria Lima, Augusta e Consolação, se instalou.  E, antes, que tenhamos esse quadro do horror quadruplicado em 2020, reiteramos nosso repúdio à transferência do Carnaval para a Avenida Tiradentes, e nos disponibilizamos para participar de um planejamento mais coerente e eficaz à realidade da população e da cidade”.

Abaixo, o link do abaixo assinado contra o Carnaval na Avenida Tiradentes, que aguarda as assinaturas dos moradores e os adeptos para uma melhor organização do carnaval em 2020. E aguardar a audiência pública do dia 16 de abril e as demais. E ouça a íntegra do programa Metrópole em Foco/Rádio Trianon, com mais detalhes.

Link para o abaixo-assinado virtual/clique aqui: https://bit.ly/2G4EqZl

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