Neste sábado (19/10/2019), as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital estarão abertas, das 8 às 17 horas,  para o ‘Dia D’ de vacinação contra o sarampo. Essa é uma iniciativa do Ministério da Saúde (MS) com o apoio das secretarias de estado (SES) e do município (SMS) de São Paulo. A estratégia é vacinar as crianças entre seis meses e menores de 5 anos, faixa etária prioritária nesta fase da campanha. As crianças devem ser levadas aos postos, preferencialmente, com a caderneta de vacinação para avaliar a necessidade da aplicação da dose e atualização das vacinas. De janeiro a 10 de outubro deste ano, foram confirmados 4.923 casos de sarampo e foram registrados 5 óbitos.

A imunização é destinada a crianças a partir de 6 meses e com menos de 5 anos, considerada mais vulnerável a apresentar complicações pela doença. O público-alvo da campanha deve ser levado aos postos de saúde, preferencialmente com a carteirinha de vacinação, para que um profissional verifique a necessidade de aplicação da dose.

No Estado de São Paulo, serão mobilizados 28,4 mil profissionais, além de 3,6 mil postos fixos, com suporte de cerca de 1,4 mil veículos, entre carros, ônibus e barcos e mais de 600 postos volantes.  Desde 7 de outubro, o Estado vacinou 17,7 mil crianças e segue com a meta de imunizar 2,2 milhões de crianças.

“A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Mantê-la em dia é a melhor forma de prevenção e, por isso, convocamos as mães, pais, familiares e responsáveis para levarem os pequenos aos postos durante esta campanha”, afirma o secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann.

O calendário nacional de vacinação prevê a aplicação da tríplice aos 12 meses e também aos 15 meses para reforço da imunização com a tetraviral, que protege também contra varicela. Neste ano, os bebês com menos de 12 meses também devem receber a chamada “dose zero”, que não é contabilizada no calendário.

A vacina é contraindicada para bebês com menos de 6 meses. A recomendação para os pais e responsáveis por crianças nessa faixa etária é evitar exposição a aglomerações, manter higienização adequada, ventilação adequada de ambientes, e sobretudo que procurem imediatamente um serviço de saúde diante de qualquer sintoma da doença, como manchas vermelhas pelo corpo, febre, coriza, conjuntivite, manchas brancas na mucosa bucal. Somente um profissional de saúde poderá avaliar e dar as recomendações necessárias.

A Secretaria também orientou que as salas de vacinação façam a triagem de crianças que tenham alergia à proteína lactoalbumina, presente no leite de vaca, para que estas recebam a dose feita sem esse componente. Para as crianças com alergia grave ao ovo, é recomendável procurar orientação médica, para que a Vigilância Municipal agende o atendimento em serviço apto a administrar da vacina em ambiente controlado e com condições de realizar o atendimento de anafilaxia (reação alérgica grave), caso necessário.

Outros públicos ===  A campanha também terá uma segunda fase, neste ano. Será focada em jovens de 20 a 29 anos e acontecerá entre os dias 18 e 30 de novembro, quando acontecerá outro “Dia D”. Esse grupo poderá receber a dose da tríplice ou da dupla viral (sarampo e rubéola), conforme a indicação do profissional de saúde.

Os municípios devem ainda seguir realizando ações de bloqueio diante da notificação de casos da doença.  A vacina é contraindicada também para pessoas imunodeprimidas e gestantes. Pessoas nascidas antes de 1960, na sua maioria, já tiveram a doença na infância e possuem imunidade (proteção) por toda a vida, não necessitando ser vacinadas, conforme diretriz do Ministério da Saúde. As pessoas que tiverem dúvidas quanto à imunização adequada devem procurar um posto, com a carteira vacinal em mãos, para que um profissional de saúde verifique a necessidade de aplicação, que ocorrerá de forma “seletiva”, ou seja, apenas em quem tiver alguma pendência.

O Programa Estadual de Imunização prevê que crianças e adultos, com idade entre um ano a 29 anos, devem ter duas doses da vacina contra o sarampo no calendário. Acima desta faixa, até 59 anos, é preciso ter uma dose. Não há indicação para pessoas com mais de 60 anos, pois esse público potencialmente teve contato com o vírus, no passado.

Cenário epidemiológico ===  O Centro de Vigilância Epidemiológica estadual realiza monitoramento contínuo da circulação do vírus. Neste ano, até o momento, há 6.861 casos confirmados laboratorialmente. Considerando que o vírus já circula em todo o território paulista, conforme prevê no Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, a partir de agora o Estado passa também confirmar casos com base no critério clínico-epidemiológico (ou seja, com base em sintomas e avaliação médica), englobando outros 1.758 casos. Cerca de 57,1% do total de casos se concentram na capital. <<Com apoio de informções/fonte: Assessoria de Comunicação Secretaria de Estado da Saúde-SP>>

Ações no Município de São Paulo  

O sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode levar à morte. O calendário nacional de vacinação prevê a aplicação da vacina em duas doses, sendo a primeira, tríplice viral, aos 12 meses e a segunda, tetra viral, que protege também contra varicela, aos 15 meses. Os bebês a partir de seis meses, devem receber a chamada “dose zero”, que não é contabilizada no calendário.

O município tem mantido a cobertura vacinal alta na primeira dose da vacina tríplice viral, na população de 1 ano de idade registrando até o final de setembro deste ano, 101,65%. Já a cobertura da segunda dose está em 83,04% no mesmo período deste ano. A meta é atingir 95%.

A cobertura vacinal de pessoas de 15 a 29 anos alcançou 44,4%, até o fim da última campanha, em 31 de agosto, com 1.290.245 doses aplicadas. A vacina continua disponível nas 466 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital.

A 1° fase da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo teve início no último dia 7 de outubro e termina dia 25 deste mês. A 2ª fase da Campanha iniciará no dia 18 de novembro, com término previsto para dia 30, e contará com “Dia D”, para vacinação seletiva para pessoas de 20 a 29 anos, no sábado, dia 30 de novembro.

Do dia 7 de outubro até o início da tarde desta quinta-feira (17), 9.773 crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade receberam a vacina tríplice viral, pois estavam com a carteira de vacinação incompleta.

A Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA) já realizou mais de 17 mil ações de bloqueio vacinal com aplicação de 1.252.934 vacinas, desde o surgimento dos primeiros casos, em março deste ano, e capacitou cerca de 800 profissionais de saúde quanto ao manejo clínico, notificação e tratamento da doença.

                                          Dados do Ministério da Saúde

Para receberem o reforço financeiro, os municípios precisam atingir 95% da cobertura vacinal contra o sarampo, em crianças de 12 meses de idade, e informar mensalmente seus estoques de vacinas

O Ministério da Saúde liberou R$ 206 milhões para que estados e municípios possam reforçar ações e medidas locais, no âmbito da Atenção Primária e da Vigilância à Saúde. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal, o controle de surtos e a interrupção da transmissão do sarampo, e outras doenças possíveis de imunização, em todo o país. Para serem beneficiados com o reforço financeiro, os municípios precisam cumprir duas metas: alcançar 95% de cobertura vacinal, da primeira dose da tríplice viral, que previne sarampo, rubéola e caxumba, em crianças de 12 meses de idade; e informar o estoque das vacinas de poliomielite, tríplice e pentavalente às Secretarias de Saúde dos Estados e ao Ministério da Saúde.

De acordo com os últimos dados do boletim epidemiológico de sarampo, do Ministério da Saúde, este ano, foram confirmados 13 óbitos pela doença no Brasil, sendo sete óbitos (53,8%) em menores de cinco anos de idade, dois (15,4%) na faixa etária de 20 a 39 anos e quatro (30,8%) em adultos maiores de 40 anos. As crianças menores de um ano apresentam incidência de 106,1/100.000 habitantes, número 12 vezes superior ao registrado na população geral (8,5/100.000), seguido pelas crianças de 1 a 4 anos (23,8/100.00), o que confirma essas faixas etárias como as mais suscetíveis a complicações e óbitos por sarampo.


<< Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Comunicação Secretaria Municipal da Saúde === DiárioZonaNorte é o único veículo jornalístico que reconhece e dá crédito aos profissionais de Assessoria de Imprensa / Relações Públicas / Agências —que muito trabalham nos bastidores da notícia >>> ===

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