A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo mudou nesta semana o foco da vacinação contra o sarampo. Depois de levar postos volantes para locais como estações de metrô, trens e ônibus, a secretaria adotou uma nova estratégia para ampliar a cobertura vacinal com a vacinação em creches, escolas e universidades.

A ação continua focada no público-alvo, composto por crianças de seis meses a 1 ano de idade incompletos e jovens de 15 a 29 anos, e está sendo organizada de acordo com a demanda e o calendário das equipes de saúde. O balanço da vacinação nas instituições de ensino será divulgado no fim da campanha, previsto para 16 de agosto.

É importante lembrar que a vacina continua disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município de 2ª a 6ª feira e também aos sábados e feriados nas AMA/UBS integradas. A lista destes postos pode ser acessada neste link aqui. No próximo sábado (10/08/2019), a vacina também estará disponível na edição do Mutirão dos Bairros, que levará serviços para a região do Ipiranga.

Desde agosto de 2018, o Município tem batido a meta de cobertura vacinal entre crianças de 1 a 4 anos (chegando a 96% no ano passado), e em 2019, a cobertura vacinal da primeira dose do Sarampo em crianças de um ano ultrapassou o total da população estimada residente na capital. Já a 2ª dose, que anteriormente estava em 44%, na gestão atual, subiu para 79%.

“Mudou-se a lógica vacinal: estamos levando as vacinas até as pessoas. Campanhas, dias D, postos volantes em metrôs, CPTM e disseminação de informações, que ganharam a mídia. Houve um esforço conjunto de todas as equipes, das vigilâncias, integração, numa soma de esforços para vacinar a população”, afirma a coordenadora da Vigilância em Saúde, Solange Maria de Saboia e Silva.

Em concordância com as recomendações do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde, as equipes seguem mobilizadas em todo o município para a imunização da população. O sarampo é um desafio, sobretudo em São Paulo, uma metrópole com muitos aglomerados de pessoas.

Além dessas estratégias de vacinação do público alvo em locais de grande circulação, a Saúde também realiza bloqueios (vacinação em público exposto ao vírus) a partir de todos os casos suspeitos de sarampo, na residência, local de trabalho e estudo do paciente para conter o avanço da doença. Foram 3843 ações deste tipo até 1º de agosto.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da SMS e COVISA, atingiu o número de 758.987 doses aplicadas desde o início da campanha, em 10 de junho, atingindo uma cobertura de 23,5% entre o público jovem (15 a 29 anos) e 15% entre as crianças de 6 meses a 1 ano de idade incompleto.

Nota da Redação: segundo a Secretaria Estadual da Saúde, até o final de julho, havia 633 casos confimados com sarampo, no estado de São Paulo. Dados anteriores (19/07) apontavam 484 casos, sendo em 11 dias um aumento de 30%.  Dos 633 casos nas cidades, 76% foram registrados na capital.


<< Com apoio de informações/saúde: Secom/PMSP e Secretaria Municipal da Saúde >>

 

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