da Redação DiárioZonaNorte ===

O vistoso prédio branco de sete andares se mantém em pé na Rua Voluntários da Pátria, 4.301, na confluência com a Av. Engenheiro Caetano Álvares, entre o Mandaqui e Santana. Quem passa na rua, em frente do Conjunto Hospitalar do Mandaqui, não sabe dos graves problemas que acontecem lá dentro. E em dezembro, o hospital completou 80 anos de existência. Mas lá dentro, nos inúmeros corredores, a situação é grave. O Complexo Hospitalar do Mandaqui tem como  diretor-técnico Dr. Marcelo Barletta Soares Viterbo. Ele assumiu em 24/08/2018 substituindo a Dra. Magali Vicente Proença e, desde lá, nada foi sentido de melhorias e solução nos vários problemas que o hospital já carrega há anos. Muito pelo contrário, trouxe novos problemas e mais falta de diálogo, chegando ao ponto de dissolver o Conselho Gestor, no dia 17 de dezembro de 2018, presidido por Marco Antonio Nunes Cabralclique aqui  e veja o que aconteceu.

Sem diálogo === Hoje os usuários, pacientes, familiares, enfermeiros, médicos e trabalhadores não tem mais uma voz dentro do Conjunto Hospitalar do Mandaqui. Os conselheiros voluntários eram os radares na detecção dos problemas diários, em todas as áreas, até durante as madrugadas, finais de semana e feriados. Tudo se perdeu no tempo porque o que se faz, ou deixa de fazer, os acertos e os desacertos, ficam trancados nas decisões camufladas internas ou na sombra da Secretaria Estadual da Saúde. Em momento algum, houve uma reunião interna e extra entre a diretoria do hospital e o Conselho Gestor para solução de problemas; nem retorno dos assuntos em atas; e nem uma reunião da Secretaria Estadual de Saúde com os membros do Conselho Gestor. O assunto é do conhecimento do Ministério Publico do Estado de São Paulo (MP-SP), na área de Saúde Pública, e aguarda-se da Justiça um parecer favorável ao pedido de mandado de segurança para o funcionamento do Conselho Gestor — até para que haja novas eleições que seriam marcadas imediatamente.

Caso de novo na Rádio  === “Senhor governador João Doria Jr. olhe para o Hospital Estadual do Mandaqui”, foi uma das frases repetidas várias vezes pelo presidente destituído arbitrariamente do Conselho Gestor, Marco Antonio Nunes Cabral, naquela fatídica reunião tumultuada de 17 de dezembro, que durou menos de 45 minutos. Esse foi o pedido feito na 6ª feira passada (01/02/2019), pela manhã, nos microfones da Rádio Trianon AM 740, no programa “Metrópole em Foco”, comandado pelo jornalista Pedro Nastri e produção de Duda Jr. Ao lado de Cabral, a presidente da Associação Amigos do Mirante do Jardim São Paulo e Região,  Alba Stella Medardoni – que demonstrou a preocupação dos moradores da Zona Norte, que atinge 4 milhões de pessoas, e até de municípios próximos e de outras regiões da cidade; e o advogado Dr. José Valentim Contato – que deu o parecer e explicou, dentro das leis, a “equivocada decisão na destituição arbitrária do Conselho Gestor do Conjunto Hospitalar do Mandaqui através de seu diretor-técnico, quando deveria ser da competência  a nível superior do governo ou da Secretaria Estadual da Saúde”.

O caos é maior ainda === O assunto do Hospital do Mandaqui já teve um primeiro programa em 22 de agosto de 2018  (assista aqui a íntegra) e, de lá para cá, os problemas pioraram ainda mais.  O presidente do Conselho Gestor, Marco Antonio Nunes Cabral, lembrou que desde 2011, após a reforma e ampliação, o hospital vem passando por várias situações que acabam criando dificuldades para médicos, enfermeiros e auxiliares técnicos – sem contar os milhares de usuários, pacientes e famílias.  Até as fichas de pacientes não são organizadas e são mantidas em pilhas amontoadas em um recinto fora do hospital, sem nenhum cuidado – ver foto acima. De tudo um pouco: falta de material (luvas, copo d´água, aparelho de pressão, colchão, cobertores e outros), manutenção de equipamentos, elevadores sem funcionamento, indefinição com o estacionamento interno, contratos de limpeza, segurança, recepção e déficit de médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares por desvio de função e outras casos que vinham sendo acompanhados pelo Conselho Gestor – em suas reuniões mensais, na última 4ª.feira de cada mês – e que não recebiam devolutiva da direção do hospital. E, mais recentemente, não houve transparência com as verbas parlamentares de R$7,8 milhões (da ex-senadora Marta Suplicy) e de R$200 mil (do deputado estadual Pedro Kaká – com pedido e apoio da Associação dos Amigos do Mirante do Jardim São Paulo e Região). São emendas que podem perder o efeito se não forem rapidamente acionadas e com pedido de urgência.

No aguardo da Comissão da Saúde === “Se fossemos comentar todos os problemas, haveria necessidade de um programa de 6 horas!”, comentou o apresentador do programa “Metrópole em Foco”, Pedro Nastri – que aguardará os acontecimentos para um novo programa, abrindo de imediato o convite para participação do Secretário Estadual da Saúde, José Henrique Germann ( ex-diretor superintendente do Instituto Israelita de Consultoria e Gestão do Hospital Israelita Albert Einstein).  Já na próxima 3ª feira (05/02/2019), acontecerá reunião da Comissão de Saúde (* veja relação dos deputados) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), na Plenário Tiradentes, a partir das 14h30. Foram convocados pelo deputado Edmir Chedid (DEM), presidente da Comissão de Saúde, para esclarecimentos o Dr. Marcelo Barletta Soares Viterbo e  Roberto Claúdio Loscher, diretores do Hospital do Mandaqui – que dependendo dos depoimentos e andamento do assunto, pode até levar a uma Comissão Parlamentar de Inquérito  – CPI, mais adiante. Anteriormente estava convocada a ex-diretora técnica Dra. Magali Vicente Proença, que foi substituída – ver aqui mais detalhes.

O vai e vem de pacientes === E para piorar a situação do Hospital do Mandaqui, recentemente voltou a ter novas superlotações de pacientes, que foram distribuídos em macas pelos corredores. Em uma destas oportunidades, o atual Secretário Estadual da Saúde, José Henrique Germann, visitou  na emergência o hospital para verificação do que ocorria e foram tomadas medidas internas de urgência – até com deslocamentos de pacientes para outros hospitais. E para piorar ainda mais: sem controle de segurança, houve fuga de pacientes , o que deixou famílias preocupadas com a situação até com registro de Boletim de Ocorrência no Distrito Policial – e não é a primeira vez. Cabral,  representante do Conselho Gestor, acrescentou que a empresa de segurança tem contrato para cuidar de alguns andares e não se preocupa pelos outros. Informou ainda que há liberdade para que os pacientes possam sair para fumar nos jardins, em frente ao hospital, ou até mesmo ir “comer pastel na rua”.

Sem votos === Durante o período da campanha eleitoral do ano passado ao governo de São Paulo – nos dois turnos — o candidato do PSDB, João Doria Jr., não se interessou em conhecer os problemas do Conjunto Hospitalar do Mandaqui. Os outros candidatos Paulo Skaf e Márcio França ficaram sabendo dos problemas e prometeram ir ao local e tomar conhecimento, mas nada aconteceu. Agora, com o novo governador é o momento de se preocupar com o assunto e ver o mais urgente uma solução. E Cabral volta a repetir: “Sr. Governador João Doria Jr., não deixe o problema de lado, venha ver o que acontece no Hospital do Mandaqui, dê uma solução urgente e reveja o assunto do Conselho Gestor, que é dar voz aos usuários!”. E certamente é o que esperam os usuários, pacientes, famílias, moradores, médicos, enfermeiros e funcionários que dependem do único hospital estadual e de referência na Zona Norte. “Pense nisto, governador”, arremata o presidente afastado do Conselho Gestor, Marco Antonio Nunes Cabral.


Rádio Trianon 740 AM e Universal de Santos ==  Programa: “Metrópole em Foco“, de 2ª a 6ª feira – das 09h30 às 11 horas – Apresentação: Pedro Nastri  — Produção: Duda Jr. — web: www.radiotrianon.com.br ou no link: https://www.radios.com.br/aovivo/Radio-Trianon-740-AM/14495 – Fones: 3289.3580 e WhatsApp: 9-9927.6210.


NOTA DE REPÚDIO === Diante dos ataques à livre função da Imprensa, cometidos pelo diretor do Hospital do Mandaqui, Dr. Marcelo Barletta Soares Viterbo; e também pelo ex-vereador e médico Dr. Rubens Calvo, nesta reunião de 4ª feira (19/12/2018), declaramos aqui novamente nosso repúdio. Essas pessoas classificaram abertamente e aos berros como “Imprensa marron”, “mentirosa” e “sem classificação”, o DiárioZonaNorte informa que é um veículo independente e idôneo e que “não tem o rabo preso com ninguém” e muito menos ligações políticas com este ou aquele parlamentar. As informações são obtidas durante as reuniões do Conselho Gestor – que transferidas em atas – e de leitores , usuários do hospital, funcionários e através de fontes fidedignas.

Em momento algum há registros de ataques ou acusações levianas à diretoria ou a qualquer profissional do hospital. Registramos o que acontece e “não inventamos fatos”. Lamentamos o comportamento teatralizado, aos gritos, pelo ex-vereador Rubens Calvo, que nos ofendeu diante de várias testemunhas e até uso de palavras com outros objetivos e mal-educados.

Lembramos ainda que dentro das liberdades, o DiárioZonaNorte pratica um jornalismo livre e de apoio às comunidades da região. E, ao mesmo, com respeito abre suas páginas para o “Direito de Resposta”, quando for necessário. Em momento algum, durante todos esses meses, não houve nenhum pedido da diretoria do Hospital do Mandaqui e nem mesmo a abertura para entrevistas com este jornal ou até outros. Os assuntos ficam “fechados” e nem mesmo são abertos para “coletivas”, com ou sem intervenção da Assessoria de Imprensa da Secretaria Estadual da Saúde — que pouco divulga e envia releases ou notas de interesse, do geral ou mesmo do Hospital do Mandaqui. E quando responde uma consulta jornalística, a resposta vem tardiamente e com colocações sem sentido ao questionamento.


COMISSÃO DE SAÚDE – ALESP — mande mensagens aos deputados estaduais.Mostre o sseu descontentamento do que acontece no Hospital do Mandaqui. Relate casos que aconeceu com você, sua família, parentes ou amigos. É uma situação dramática. Precisamos que haja mais ajuda e que repercuta junto aos “mandatários”. 

  • Presidente –    Edmir Chedid (DEM) – echedid@al.sp.gov.br – 3886.6787 / 6991
  • Vice-pres.:Analice Fernandes (PSDB) – afernandes@al.sp.gov.br =  3886-6797

Efetivos:

  • Celino Cardoso (PSDB) –  ccardoso@al.sp.gov.br    =      3886-6772/6773
  • Hélio Nishimoto (PSDB) – helionishimoto@al.sp.gov.br =  3886.6735 / 6764
  • Carlos Neder (PT) – deputadoneder@al.sp.gov.br  =  3886.6547
  • Marcos Martins (PT) –  mmartins@al.sp.gov.br ==  3886.6241 / 42
  • Doutor Ulysses (PV) —  doutorulysses@al.sp.gov.br  == 3886.6719 / 6155
  • Itamar Borges (PMDB) — itamarborges@al.sp.gov.br  == 3886.6852 / 6857
  • Milton Vieira (PRB) — miltonvieira@al.sp.gov.br == 3886.6749 / 6751
  • André do Prado (PR) — andredoprado@al.sp.gov.br == 3886.6562 / 6563
  • Luiz Carlos Gondim (SD) — lcgondim@al.sp.gov.br — 3886.6549 / 655

Suplentes:

  • Fernando Capez (PSDB) – fcapez@al.sp.gov.br – 3886.6687 / 6691
  • Roberto Massafera (PSDB) – rmassafera@al.sp.gov.br – 3886.6834 / 6838
  • Welson Gasparini (PSDB) – welsongasparini@welsongasparini.com.br – 3886.6098/99
  • Enio Tatto (PT) – eniotatto@al.sp.gov.br – 3886.6950 / 6944
  • Geraldo Cruz (PT) – geraldocruz@al.sp.gov.br – 3886.6108 / 09
  • Gil Lancaster (DEM) – gillancaster@al.sp.gov.br – 3886.6389 / 6395
  • Afonso Lobato (PV) – padreafonso@al.sp.gov.br – 3884.6638 / 6662
  • Léo Oliveira (PMDB) – leooliveira@al.sp.gov.br – 3886.6386 / 6387
  • Wellington Moura (PRB) – wmoura@al.sp.gov.br – 3886.6096 / 6139
  • Marcos Damasio (PR) – marcosdamasio@al.sp.gov.br – 3886.6704 / 05

Atenção: Na 3a.feira (05/02), às 14h30, a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, com a presidência do deputado Edmir Chedid, vai sabatinar o diretor-geral do Hospital do Mandaqui e representantes da Secretaria Estadual da Saúde. Assista AO VIVO na web pelo site da Assembleia Legislativa – link: https://www.al.sp.gov.br/alesp/tv/ — Obs: Se não aparecer já no link da TV Alesp, basta selecionar “Plenário Tiradentes” na barra “Assista” do site Alesp.


Principais reportagens sobre a crise no Hospital do Mandaqui, publicadas pelo DiárioZonaNorte:

  • Hospital do Mandaqui continua com mais problemas. Falta diálogo franco e aberto – 04/11/2018 -== https://bit.ly/2KrHkpG
  • Não se assuste! São documentos arquivados no Hospital do Mandaqui, que vai perder a emenda de R$7,8 milhões – 09/10/2018 == https://bit.ly/2NDAuxt
  • Os problemas são aparentes, mas a Secretaria da Saúde diz que “tudo está normal” no Hospital do Mandaqui. (12/10/2018) – LINK: https://bit.ly/2NLirFr
  • Não se assuste! São documentos arquivados no Hospital do Mandaqui, que vai perder a emenda de R$7,8 milhões – (09/10/2018) – Link:  https://bit.ly/2NDAuxt
  • Os problemas continuam no Hospital do Mandaqui e o novo diretor-geral ficou sabendo um pouco mais =  02/09/2018 ==  https://bit.ly/2IdrCxu
  • Idosos correm perigo de quedas no CRI-Norte, dentro do Hospital do Mandaqui = 02/09/2018 == https://bit.ly/2Ds409H

O Hospital do Mandaqui, segundo o site === Fundado em dezembro de 1938, pelo decreto 9566, foi o primeiro hospital governamental, especializado em tuberculose, instalado no Estado de São Paulo, dando início a toda rede de hospitais de tuberculose do governo estadual. Funcionou inicialmente em três pavilhões com capacidade de 100 leitos destinados a adultos, posteriormente aumentados com as instalações de novos pavilhões até atingir em torno de 450 leitos.

Sua organização permitiu o tratamento das várias formas de tuberculose, em todas as idades, bem como as doenças intercorrentes. A cirurgia torácica, realizada desde os primórdios do hospital e em locais improvisados foi melhorando a medida que o hospital foi adquirindo melhores equipamentos e instalações, chegando a se tornar o maior centro cirúrgico especializado e de referência no Estado de S. Paulo.

Em 17/09/70, em decreto 52530, foi aprovado o regulamento do Parque Hospitalar do Mandaqui e assim funcionou até 1988, quando foi transformado em Hospital Geral, incorporando a si, o Hospital Infantil Zona Norte.Em 10 de janeiro de 1997, o hospital passou a se denominar Conjunto Hospitalar do Mandaqui, quando foi definida a missão e o atual organograma, no qual se procurou aproximar áreas operacionais dos gestores e a definição de missão apoiado nos objetivos e metas da instituição.

Em fevereiro de 2004 foram entregues totalmente reformados os prédios do antigo Hospital Infantil Zona Norte, até então imóvel desativado, para o funcionamento do centro de Referência do Idoso e o prédio Leonor Mendes de Barros, onde já funcionava Ambulatório de Especialidades. Em 2005, foi inaugurado o Pronto Socorro Infantil em novo espaço físico e também o serviço de emergência do Pronto Socorro de Adultos.

Atualmente o Conjunto Hospitalar do Mandaqui é um Hospital Geral, de ensino, em nível terciário sendo referência para politraumatizados pra Zona Norte de São Paulo. E mais:  Confira os serviços prestados pelo Hospital Mandaqui

 


 

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1 COMENTÁRIO

  1. Para minha infelicidade fui jogada na fila de espera neste hospital em 2015 e continuo lá sem previsão de operar para retirada da vesícula.

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