O começo === A ideia inicial da encenadora foi montar a peça inspirada em ‘Les belle-soeurs’ obra do dramaturgo canadense Michel Tremblay escrita em 1965 e considerada o primeiro drama quebequense, pelo fato de o texto utilizar o joual, dialeto usado pela classe trabalhadora da cidade. Após virar um ícone e ser traduzido em mais de 25 idiomas, ele chega ao Brasil na versão musical do diretor francês René Richard Cyr. Desta maneira, o projeto marca a confluência de uma dramaturgia canadense com encenação francesa e equipe brasileira.

“A peça foi uma bomba política, no sentido positivo. Ela revolucionou o teatro e a situação das mulheres no Canadá. Tremblay escreveu um texto terrível e, no fundo, extremamente feminista”, analisa Ariane, que escolheu o texto por acreditar em sua correspondência com a situação brasileira atual.

Ariane ressalta ser fiel à concepção de Richard: ‘Quando vi em Paris, chorei de rir e também chorei de verdade. Então, eu não tenho motivo para mexer nisso. Portanto, seguiremos uma espécie de livro-modelo, como Brecht fazia com suas peças. Remontei a peça tal como Tremblay e Richard a escreveram e encenaram’, conta a diretora.

Os personagens === A versão nacional ganhou um revezamento das atrizes nos papéis, nos moldes do que é feito nos processos de criação do Théâtre du Soleil. Desta vez, a alternância seguirá pelas apresentações. “Diferentes atrizes atuam em diferentes personagens, guardando suas particularidades, sem qualquer tipo de hierarquização ou julgamento de valor. Ganham as atrizes que se multiplicam em cena, ganha o público que assiste a diversas versões de um mesmo espetáculo, ganha o teatro brasileiro que vê suas possibilidades ampliadas com a passagem de Ariane Mnouchkine pelos palcos do país”, ressalta Julia Carrera, atriz, tradutora e uma das produtoras da montagem. “Ariane potencializa tudo isso porque o fazer teatral, para ela, é baseado na força do coletivo”, completa Fabianna de Mello e Souza, que esteve no Soleil por mais de uma década e também atua e produz o espetáculo.

O que é a peça === A ação acompanha um dia na vida de Germana, moradora de um bairro periférico que ganha um milhão de selos premiados e reúne amigas e familiares para colar os selos e conversar. Com o passar da tarde, diversas situações dramáticas se desenrolam e tem como pano de fundo questões contemporâneas, como opressão, repressão e desvalorização da mulher, além de falar sobre os desejos e frustrações da classe média.

Convidadas por Germana para lhe ajudar a colar os selos e assim ganhar tudo que é preciso para mobiliar sua casa, as suas conhecidas Linda, Mariângela, Branca, Romilda, Lisa, Rosa, Ivete, Lisete, Angelina, Teresa, Pietra, Gabriela, Olivina e Ginete são personagens que podem estar reunidas neste momento na periferia de São Paulo, no subúrbio do Rio ou à margem de qualquer grande cidade do mundo. Mulheres que trabalham, cuidam de seus filhos e marido, que traem e são traídas, que rezam. São amigas, cunhadas e vizinhas que, reunidas na cozinha, colando os selos, falam dos seus sonhos e dissabores, desejos e medos, anseios e frustrações.

O sucesso === O espetáculo estreou no 28º Festival de Curitiba dias 27 e 28 de março, em seguida realizou temporada no Teatro Sesc Ginástico, no Rio de Janeiro, onde teve temporada prorrogada devido ao grande sucesso. Chega em São Paulo para curtíssima temporada, de 05 a 28 de julho, no Sesc Consolação.


Ficha Técnica

Texto Original: Michel Tremblay // Versão Musical Original: René Richard Cyr // Músicas Originais: Daniel Bélanger // Tradução: Julia Carrera // Letras: Wladimir Pinheiro e Sonia Dumont // Supervisão Artística da versão brasileira: Ariane Mnouchkine // Direção Musical: Wladimir Pinheiro // Elenco: Ana Achcar, Anna Paula Secco, Ariane Hime, Beth Lammas, Fabianna de Mello e Souza, Flavia Santana, Gabriela Carneiro da Cunha, Gillian Villa, Janaína Azevedo, Julia Carrera, Julia Marini, Juliana Carneiro da Cunha, Leda Ribas, Leona Kalí, Letícia Medella, Maria Ceiça, Sirléa Aleixo, Sonia Dumont e Thallyssiane Aleixo // Piano e Pianista Ensaiadora: Catherine Henriques // Percussão: Karina Neves e Geórgia Câmara // Baixo: Marcello Sader e Fernanda Hovarth // Cenário: Mina Quental // Iluminação: Hugo Mercier Bosseny e João Gioia // Figurino: Tiago Ribeiro // Assistente de Direção: Hélène Cinque e Tomaz Nogueira da Gama // Preparação Vocal: Marcello Sader e Sonia Dumont // Anjos: Amanda Tedesco, Nina Rosa, Suelen Gom e Thayane Aleixo // Assessoria De Imprensa: Morente Forte

Projeto gráfico: Bady Cartier // Redes Sociais: Guilherme Fernandes // Coordenação de Produção: Ariane Mnouchkine, Fabianna De Mello e Souza, Julia Carrera e Juliana Carneiro Da Cunha // Direção de Produção: Bárbara Galvão, Carolina Bellardi e Fernanda Pascoal – Pagu Produções Culturais // Produtor executivo e Diretor de palco: Fernando Queiroz // Produtora local: Lindsay Castro Lima // Assistente de produção: Luciano Lima // Assistente de produção (equipe Pagu Produções Culturais): Gabrielly Vianna // Realização: FMS Produções e SESC


Serviço

AS COMADRES

TEATRO ANCHIETA – SESC CONSOLAÇÃO (280 lugares)

  • Rua Doutor Vila Nova, 245 – Consolação
  • Informações: 3234.3000
  • Ingressos à venda pelo Portal sescsp.org.br e em toda rede Sesc SP
  • 4ª feira a Sábado às 21 horas | Domingo às 18 horas
  • Ingressos: R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia-entrada: estudante, servidor de escola pública, +60 anos, aposentado e pessoa com deficiência) / R$ 12,00 (credencial plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes)
  • Duração: 110 minutos – Recomendação: 12 anos – Gênero: musical
  • Curta Temporada: de 05 a 28 de julho

  • << Com apoio de informações/fonte: Morente Forte Ass.Imprensa >>
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