Início Cotidiano Não haverá greve do Metrô nesta 5ª feira. Metroviários continuam as negociações

Não haverá greve do Metrô nesta 5ª feira. Metroviários continuam as negociações

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  • Nova assembleia está marcada para o dia 07/julho (4ª.feira)
  • Metrô paga salários, mas com descontos por causa da última greve
  • Metrô promete pagar reajuste dos salários deve ser pago no dia 08/julho 
  • Sindicato dos Metroviários considera que  Metrô faz “retaliação politica”

Foi um dia corrido com os metroviários, circulando e trabalhando no tráfego das estações,  sem uniforme e usando coletes da greve. No começo da noite desta 4ª feira (30jun2021), aconteceu a assembleia online das 19 às 21 horas.  E a decisão foi de suspender a greve que seria deflagada à meia noite desta 5ª feira (01julho).

No período da tarde, os diretores do Sindicato do Metroviários estiveram reunidos com representantes da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em nova audiência de reconciliação.

Antes, na 2ª feira (28jun2021), o  Metrô enviou carta ao Sindicato comprometendo-se em voltar a pagar os auxílios-creche, transporte e efetuar o desconto das mensalidades nesta 4ª feira (30jun2021).

Conforme prometido, os metroviários receberam os pagamentos de salários, mas com  holerites mostrando descontos no período da última paralisação — que foram classificados pelos metroviários “como absurdos e injustos”.

Por outro lado, o Metrô comprometeu-se também em aplicar a sentença do TRT-SP, inclusive com pagamentos retroativos  com pagamento somente no dia 08/julho.  Porém haverá ainda o julgamento dos embargos, sem previsão de data. Enquanto isso, o Metrô tem que cumprir a sentença conforme publicada.

Diante desta situação, os metroviários resolveram manter o “estado de greve” com uma nova assembleia definida para 4ª feira (07 julho2021). Além de aguardar o prazo dado pelo Metrô para os acertos, os metroviários farão um balanço das reivindicações e acertos. Se houver um novo impasse com o Metrô, a greve poderá ser deflagada.

Junto com as reinvidicações e pagamento dos acertos no TRT, o metroviários lutam também para manter a sede no Tatuapé.

O caso da sede do Sindicato dos Metroviários

A gestão João Doria lançou em 27 de abril de 2021, lançou três editais para a venda de áreas remanescentes da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô,  localizadas em diversos pontos da cidade.

Entre as áreas estão dois terrenos na rua Serra do Japi – no Tatuapé, totalizando 2.180 m², ocupados pela sede dos  Sindicato dos Metroviários de São Paulo desde a década de 80.

O leilão foi realizado no dia 28 de maio de 2021 e a UNI 28 Spe Ltda  – empresa ligada a Construtora Porte – arrematou as duas áreas ocupadas pelo Sindicato, por R$ 14,4 milhões.

O Sindicato recorreu ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) que negou pedido cautelar de suspensão do leilão dos dois terrenos ocupados pelo Sindicato.

O imóvel de três andares que ocupa a área foi construído pelo Sindicato, porém está registrado em nome do Metrô. Pelo contrato de comodato da área entre a entidade e a Cia do Metro, que venceria em outubro de 2021, os custos do IPTU são do Sindicato – aproximadamente R$ 180 mil reais anuais. Ainda, de acordo com este contrato, a entidade não receberia nenhum reembolso pelas benfeitorias na área.

O Metro notificou em maio o Sindicato, para que desocupe o imóvel em até 60 dias , o que não ocorreu.


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