Início Cultura Museus, teatros e casas de espetáculos reabrem para o público em São...

Museus, teatros e casas de espetáculos reabrem para o público em São Paulo

Com a entrada da capital paulista na fase verde do Plano São Paulo, museus, teatros, salas de espetáculo e bibliotecas geridos pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo estão autorizados a funcionar. Um alívio para o setor artístico, um dos mais prejudicados pelo isolamento social imposto pelo novo coronavírus.

“As instituições culturais do Governo do Estado de São Paulo estão prontas para voltar desde o início de agosto. Agora, elas podem retornar às atividades com todos os protocolos exigidos, bem como, oferecer suas atrações presenciais a partir de 3ª feira 13 de outubro” afirma Sérgio Sá Leitão, Secretário Estadual de Cultura e Economia Criativa.

Veja quais instituições irão retomar as atividades presenciais:

  • SP Escola de Teatro
  • Memorial da América Latina
  • Casa das Rosas
  • Casa Mário de Andrade
  • Casa Guilherme de Almeida
  • Memorial da Resistência
  • Museu do Futebol
  • Pinacoteca
  • Sala São Paulo
  • Biblioteca de São Paulo
  • Biblioteca Parque Villa-Lobos
  • Museu da Casa Brasileira
  • MIS
  • Museu de Arte Sacra
  • Paço das Artes
  • EMESP Tom Jobim
  • Oficinas Culturais
  • Fábricas de Cultura
  • Museu Afro Brasil
  • Museu Catavento
  • Museu da Imigração
  • Theatro São Pedro

Dos equipamentos vinculados à pasta, os situados na cidade de São Paulo foram os últimos a terem as atividades liberadas.

O Museu do Café, em Santos, foi o primeiro a reabrir, em 20 de agosto. Em seguida, o Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro, em Campos do Jordão, e o Museu Casa de Portinari, em Brodowski, região de Ribeirão Preto, retomaram as atividades em 5 de setembro. No último 3 de outubro, foi a vez do Museu Índia Vanuíre, em Tupã.

Os espaços culturais reabrem seguindo os protocolos definidos pela Organização Mundial da Saúde, Centro de Contingência do Covid-19 e prefeituras locais. Entre as atrações que podem ser conferidas com a reabertura estão as exposições “Pelé 80 – O Rei do Futebol”, no Museu do Futebol, e os OSGEMEOS: Segredos”na Pinacoteca, ambas a partir do dia 15 de outubro.

Protocolos de segurança na capital

Em contrapartida, para os espaços receberem o público, devem ser adotadas medidas como: redução de 60% da capacidade máxima de público; eventos com mais de 600 (seiscentas) pessoas devem ter autorização especial da Secretaria Municipal de Licenciamento; distanciamento do público de 1,5 metro, com sinalizações no piso; corredores devem ter espaçamento de 2 metros para permitir a circulação de pessoas; criação de comunicados visíveis ao público sobre as medidas de segurança e higiene adotadas pelo estabelecimento e capacidade permitida do espaço; direcionar o uso de elevadores apenas para pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoçãoadoção de ingressos digitais, bem como conferência visual ou por meio de leitores óticos, sem contato manual do atendente; fraldários devem permanecer fechados, assim como áreas de espera, para não exceder a permanência do público no local; garantir obrigatoriedade do uso de máscaras por todos, do público a equipe de atendimento; realizar desinfecção diária do local que receberá o público; além de disponibilização de álcool em gel 70% para higienização das mãos.

No caso dos teatros e casas de espetáculos, ficam proibidas sessões de fotos com artistas. Apresentações podem ser realizadas sem máscaras respeitando o distanciamento mínimo de 6 metros da plateia. Os teatros e casas de espetáculo deverão abrir 1 hora antes do início de cada sessão para evitar a formação de filas.

Os espectadores não devem exceder grupo de seis pessoas com distância superior a 1 metro dos demais. Também deve ser evitada interação com público no palco pelos artistas. Já os museus, devem limitar as visitas em grupo a 10 pessoas respeitando as regras de distanciamento e optar por exposição que não exijam toques.

As bibliotecas devem oferecer informações sobre o acervo de forma digital, para acesso via celulares e tablets, mas, em caso de obra física, deve ser folheada individualmente e encaminhada diretamente a área de quarentena pré-determinada por 48 horas após leitura.

De acordo com pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e encomendada pela Secretaria Estadual de Cultura, os setores cultural e de economia criativa estão entre os mais prejudicados pela pandemia da Covid-19.

Com a necessidade de isolamento social, atividades culturais foram suspensas, o que impactou diretamente projetos em andamento, a manutenção de postos de trabalhos e a garantia da renda para profissionais que atuam em todo o país.

No Brasil, o setor de economia criativa corresponde a 2,64% do Produto Interno Bruto (PIB) e é responsável por 4,9 milhões de postos de trabalho. << Com apoio de informações/fonte: Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo de São Paulo >>


d