A surpresa foi geral. Ao verificar as inscrições para as oficinas e visita ao Beco do Batman como parte do projeto Rota da Cultura, os organizadores da Aymberê Produções e do Casa de Cultura Vila Guilherme – Casarão se depararam com uma lista só com nomes de mulheres. E mais: são mulheres de diversas idades, de 20 e poucos até 62 anos. Mas o que teria atraído tantas mulheres a querer aprender sobre arte urbana e visitar um local de São Paulo conhecido por seus muros apinhados de grafite? Já foram realizados três módulos, de 27 de maio a 12 (visita ao Beco do Batman)/14 de junho (aula prática no Casarão) — verificar disponibilidades nestes dois últimos.

Vivências nos locais culturais === O Rota da Cultura é um projeto que pretende fomentar discussões contextualizadas, reflexões, apreciação e vivências com a Arte, de modo transversal, que acontece a partir de uma descoberta de espaços da arte na cidade de São Paulo. Desde março, já levou dezenas de jovens de escolas públicas do Parque Vila Maria a espaços como a Pinacoteca do Estado, Museu Afro-Brasil, Beco do Batman e uma rota da arquitetura, que reúne num mesmo passeio o Centro Cultural São Paulo, Casa do Japão e Casa das Rosas. Cada saída envolve também duas oficinas, uma de preparação e outra de elaboração artística, em que os participantes são convidados a produzir arte também.

Abrindo mentes === Uma das veteranas do grupo de alunas, Vanda Cecília Rodrigues Soares, de 62 anos, aposentada soube do projeto por meio de sua filha.  E já participou do primeiro módulo. “Estou adorando, abre a mente da gente”, diz Vanda, que nunca tinha ido à Pinacoteca do Estado. “Agora já sei o caminho, posso levar meu neto e contar para ele as coisas que eu aprendi”, completa. E o que foi que aprendeu? Vanda exemplifica com a obra que mais a sensibilizou na visita: América, do pintor austríaco Stephen Kessler, que traz uma representação do século XVII de índios: “Aprendi a ver como os índios nesse quadro não têm cara de índios, usam sapatos, é uma mistura da imaginação com a realidade”.

Abrindo novos espaços === Para Patrícia Marchesoni, arte-educadora, co-autora do projeto e coordenadora das oficinas e visitas, o projeto tem mostrado que é possível criar conexões muito fortes por meio da arte e da cultura. “Um dos objetivos é, através da Arte, trazer luz à temas que sejam relevantes aos participantes em seus contextos específicos de modo que, além de uma mera ampliação de repertório cultural, as vivências propostas possam enriquecer suas vidas cotidianas, tendo como mote dois eixos centrais: identidade e cidade.” explica Marchesoni. Cada uma das mulheres que se inscreveram, juntamente com a Vanda, tem uma vivência, tem um interesse. Mas o projeto consegue abrir espaço para dar vazão a uma experiência coletiva em que todas essas histórias podem se conectar.

Conexões e visões === Não por acaso, Vanda acrescenta mais um encontro à lista: “Fiz várias amizades nesse projeto”. Ela espera ansiosamente pelos próximos módulos e já se inscreveu para a visita e as oficinas relacionadas ao Beco do Batman. “Eu adoro hiphop, adoro grafite”, diz ela, mostrando que é possível também estabelecer conexões entre idades e visões de mundo. Após a visita, Vanda e os outros participantes do projeto irão experimentar eles mesmos a linguagem do grafite e pintar um muro do Casarão da Vila Guilherme.

Como se inscrever === Ainda é possível se inscrever para o último módulo do curso “Rota Arquitetônica: Centro Cultural São Paulo, Casa das Rosas e Casa do Japão”, que acontece na última semana de junho. Todos e todas estão convidados e as atividades são 100% gratuitas. Clique aqui e confira a página no facebook com fotos do projeto.

Todos estão convidados e as atividades são 100% gratuitas. Para se inscrever, os interessados só precisam clicar neste link e preencher o formulário (não leva nem um minuto!) ou então procurar a coordenadoria no Casa de Cultura Vila Guilherme-Casarão — ver abaixo.


ROTA DA CULTURA & CASARÃO DA VILA GUILHERME

  • Total de vagas: 25 pessoas por módulo

SAÍDAS EXTRAS – SÁBADOS

  • vagas por saída: 30-40 (dependendo da procura e disponibilidade de ônibus)
  • inscrições (para cada saída): via Casa de Cultura Vila Guilherme-Casarão.
  • aberto para convidados dos alunos
  • Para participantes menores de idade, é necessária presença de um maior responsável

Passeio de sábado (mediante inscrição): Alunos e alunas que participaram podem levar convidados(as) ===  Data: 15 de junho. Saída às 9h30 e retorno ao meio dia na Casa de Cultura Vila Guilherme – Casarão. 


Atividade extra*:

Pintura do muro na Casa de Cultura Vila Guilherme- Casarão, no dia 19 de junho, das 14 às 17 horas.


Módulo 4 – Arquitetura – Casa Das Rosas, Casa do Japão, Centro Cultural de SP

Dia 24 de junho, das 14 às 17 horas aula teórica na Casa de Cultura V.Guilherme-Casarão.

Dia 26 de junho, visita à Rota de Arquitetura. Saída às 14h e retorno ao Casarão às 17h30.

Dia 28 de junho, das 14h às 17h, aula prática no Casarão de elaboração dos conteúdos aprendidos durante a visita.


Passeio de sábado (mediante inscrição): Alunos e alunas que participaram podem levar convidados(as).

Data: 29 de junho. Saída às 9h30 e retorno ao meio dia no Casarão de Cultura da Vila Guilherme.


Contatos

Para inscrições:

  • Casa de Cultura Vila Guilherme-Casarão
  • Praça Oscar da Silva, 110 – Vila Guilherme – SP –  (11) 2909-0065
  • cc.casarao@gmail.com

Para maiores informações:


Uma parceria duradoura no Parque Vila Maria e região ===  O projeto “Rota da Cultura” foi desenvolvido pela Aymberê Produções Artísticas em parceria com o IJCA, instituto social, educativo e cultural ligado à Cometa, empresa patrocinadora da iniciativa, por meio da lei de incentivo à cultura do estado de São Paulo – ProAC ICMS. A ideia, no entanto, não começou agora e não vai parar por aqui. Segundo Patrícia Ceschi: “Desde 2017, nós desenvolvemos um conjunto de ações de cultura e arte voltada para o público do Parque Vila Maria, bairro onde fica a sede da Cometa e da unidade paulistana do IJCA”. A ideia é desenvolver estratégias de intervenção sociocultural continuada, como projetos de teatro, fotografia, literatura e artes visuais, para citar apenas alguns já realizados. Muitos jovens vêm participando de vários projetos, acumulando experiências e usando isso tudo para as suas próprias atividades artísticas. Isso mostra como a continuidade do trabalho pode ser um diferencial importante.


Sobre a Aymberê ===  Fundada em 2010 por Patricia Ceschi, a Aymberê Produções Artísticas propõe projetos de arte e cultura originais que buscam aproximar linguagens artísticas contemporâneas, questionamentos pertinentes e transformação sociocultural para os mais diversos públicos. Em parceria com artistas e instituições, a Aymberê notabiliza-se por propostas autorais de artes cênicas, artes visuais, literatura, fotografia, artes integradas, entre muitas outras.

Sobre o IJCA === Fundado em 2004 pelo empresário Jelson da Costa Antunes e mantido pelo Grupo JCA, o instituto trabalha na perspectiva de que a desigualdade social é uma questão a ser superadas para a constituição de uma sociedade melhor.  Para isto, escolheu atuar nas áreas de educação e cultura, com projetos que melhorem as oportunidades para os jovens e os projetem para um futuro com mais possibilidades de escolha.  O IJCA já contribuiu com a inserção de cerca de 3 mil jovens em espaços profissionais  e de formação superior.  O IJCA lidera, junto com outras organizações públicas e privadas, um movimento para qualificar as políticas de educação na Região Metropolitana Leste Fluminense do Rio de Janeiro e atua nos últimos dois anos na expansão de projetos incentivados concatenados às áreas da cultura e do esporte na cidade de São Paulo, em especial, para os jovens moradores do Parque Vila Maria.


<< Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Comunicação Aymberê  Produções/ Thalita Facciolo >>

 

 

 

 

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