Em assembleia realizada nesta 2ª feira (29jun2020), no auditório do  Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo -Sindmotoristas, foi aprovado por unanimidade a decisão de atrasar a saída dos ônibus das garagens nas primeiras horas do dia 1º de julho (4ª feira), em forma de protesto contra a redução da frota de ônibus e contra o desemprego na categoria.

Com participação reduzida de pessoas em cumprimento às regras de distanciamento social, a assembleia foi rápida. Primeiramente, houve um minuto de silêncio em respeito a todos os brasileiros que perderam a batalha para o coronavírus, em especial, os companheiros da categoria.

Depois, o presidente em exercício da entidade, Valmir Santana da Paz (Sorriso), criticou a Prefeitura, que parece desorientada e insegura para lidar com a pandemia. “Uma hora reduz a frota de ônibus, na outra aumenta. Entre tantas idas e vindas, na semana passada, sem ao menos consultar a direção do sindicato, tirou novamente de circulação cerca de mil ônibus. Uma atitude desastrosa, que agravou o problema de superlotação no transporte público”.

Em sua fala, o deputado federal e presidente licenciado da entidade, Valdevan Noventa, disse não compreender qual o critério utilizado pelo Poder Público para a redução da frota em quase 10%, voltando ao início da quarentena, quando somente 84% dos coletivos tinham autorização para circular na capital paulista. “Fomos pegos de surpresa com tal medida. A redução da frota foi desproporcional, atingindo mais duramente algumas empresas que outras. Por exemplo, na Ambiental foram retirados 81 ônibus, o que representa 40% da sua frota”.

Dando continuidade ao evento, parte da diretoria fez breves, porém discursos acalorados contra a intenção da Prefeitura, em conluio com o patronal, de promover a demissão em torno de 5 mil trabalhadores.  Por fim, os trabalhadores  aprovaram um plano de luta que prevê o atraso da saída dos ônibus das garagens no próximo dia 1º e a distribuição de uma carta aberta à população a respeito do movimento dos condutores.

ANTECEDENTES === As denúncias do Sindmotoristas a respeito da retirada de ônibus das ruas da capital paulista em plena pandemia do coronavírus foram confirmadas pela Prefeitura, por meio da SPTrans.

Em comunicado, o Poder Público disse que menos de 9% dos coletivos sofrerão readequação a partir de 25jun2020, e que vai priorizar o atendimento em bairros mais afastados do centro, onde está a maior concentração de casos do Covid 19 e síndromes respiratórias.

Com a mudança, somente 10.791 dos ônibus seguirão operando em São Paulo, ou seja, apenas 84% da frota. No entanto, as informações colhidas pela direção do sindicato nas empresas é que o número de veículos parados na garagem será maior do que está sendo divulgado.

Por causa deste posicionamento o Sindmotoristas foi alvo de críticas da Administração Municipal. Mas o fato é que essa decisão vai na contramão da direção do sindicato e da própria população. Os dirigentes, em especial, têm cobrado publicamente o retorno imediato de 100% da frota para minimizar a superlotação no transporte público e evitar um mal maior para os trabalhadores e usuários, que seria o aumento da disseminação do vírus.

O presidente da entidade, Valdevan Noventa, classificou a medida de equivocada e que a Prefeitura deveria revê-la, assim como fez recentemente ao voltar atrás e suspender a ampliação mal sucedida do rodízio de carros.

“A SPTrans fez uma nota dizendo que o sindicato foi irresponsável na divulgação, tentando desviar o foco da notícia. Não houve informação irresponsável, dissemos que as informações eram extraoficiais e levantadas em algumas empresas, independentemente do percentual, a redução já foi anunciada o que é inadmissível. Estamos falando de uma pandemia e de ações solutivas para os trabalhadores e para a sociedade e reduzir a frota não é o melhor caminho”, afirmou Noventa.   << Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Imprensa – Sindimotoristas >>

LimpaSP – estréia

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