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Metroviários de SP rejeitam nova proposta e a greve fica para semana que vem

Foto: Paulo Iannone/Sind.Metroviários SP
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Em assembleia on-line realizada na noite desta 3ª feira (11maio2021),  os metroviários decidiram aprovar a proposta feita pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em reunião de conciliação realizada na tarde do mesmo dia. Das 2.595 pessoas que participaram, 1.908 (73,53%) votaram pelo adiamento  da greve.

A greve de marcada para 4ª feira (12maio2021)  foi suspensa, uma nova reunião com a empresa será realizada na próxima 2ª feira (17maio2021),  com supervisão do TRT e acompanhamento do Ministério Público do Trabalho. Os metroviários vão realizar uma nova assembleia no dia 18 de maio (3ª feria) com greve marcada para o dia seguinte.

A assembleia também aprovou, por 91,18% dos votos, a continuidade da mobilização, com uso de adesivos e coletes. Novas manifestações serão realizadas.

O Metrô fez uma proposta durante a reunião no TRT,  que mantém o arrocho salarial e já foi rechaçada pelo Sindicato dos Metroviários. A proposta  e de reajuste de 2,61%, não retroativo, a partir de janeiro de 2022. A empresa também comprometeu-se em pagar em janeiro do ano que vem a segunda parcela da PR de 2019.

Também faz parte da proposta do Metrô o pagamento do adicional de férias com 50% e adicional noturno de 35%. Manutenção das demais cláusulas do Acordo Coletivo, vencido em 30/4/2021.

Protesto durante o dia

Os metroviários de São Paulo realizaram um dia de mobilizações nesta 3ª feira (11maio2021) como parte da Campanha Salarial da categoria e em protesto ao governo e e da direção do Metrô.

Na madrugada, na estação da Sé do Metrô de SP, os funcionários da manutenção noturna participaram de uma mobilização organizada pelo Sindicato dos Metroviários.

Por volta das 10h, houve um ato no Centro de Controle Operacional (CCO) e caminhada até a Secretaria de Transportes Metropolitanos. Os trabalhadores da operação também não usaram uniformes neste dia e os seguranças colocaram o colete da campanha salarial da categoria.

As denúncias

Os metroviários denunciam que estão sem reajuste salarial há dois anos, receberam um calote na Participação nos Resultados de 2019 e 2020 e estão com diversos direitos ameaçados de diminuição ou retirada.

Segundo o Sindicato, nas três reuniões de negociação, a empresa afirmou que não vai reajustar os salários e benefícios e confirmou o não pagamento das participações nos resultados de 2019 e 2020. Também houve a retirada do auxílio-transporte e do Adicional Risco de Vida.

A entidade reivindica reposição salarial baseada no IPC-Fipe dos últimos 2 anos de 9,72%, reposição de Vale Refeição e Vale Alimentação de 29%, entre outros.

“Doria e o Metrô têm a cara de pau de propor rasgar o acordo coletivo dos metroviários, em plena pandemia, depois de entregar bilhões para a Via Quatro-CCR, prever 15,8 bi em isenção fiscal e garantir super salários para a alta chefia do Metrô. Isso é inaceitável”, declarou o metroviário Altino Prazeres, um dos coordenadores do Sindicato dos Metroviários e integrante da direção estadual de SP da CSP-Conlutas.

Confira a proposta apresentada pelo Metrô aos trabalhadores:

Reajuste salarial: 0%
VR e VA: 0%
Pagamento das PRs 2019 e 2020: Não
Pagamento de Steps: Não
Hora extra: redução de 100% para 50%
Gratificação por Tempo de Serviço: congelado
Gratificação de Férias: redução de 70% para 30%
Adicional Noturno: redução para 20%
Metrus: aumento de 14% para 20% na contribuição do metroviário
Aviso prévio: redução à CLT (sem considerar o tempo de serviço)
Fim da estabilidade por doença, serviço militar ou aposentadoria
Fim do adicional de risco de vida
Fim do auxílio transporte
Fim do convênio com farmácias


<<Com apoio de informações/fonte: Sindicato dos Metroviários de São Paulo >>

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