15.3 C
Sao Paulo
terça-feira, 20 agosto, 2019
Center Norte Youtube
Home Destaque Metrô, ônibus e trens devem paralisar São Paulo na “greve geral”.

Metrô, ônibus e trens devem paralisar São Paulo na “greve geral”.

Por causa do posicionamento contrário à Reforma da Previdência, o Brasil pode parar na 6ª.feira (14/06/2019) em uma greve geral — que em São Paulo deve acontecer na Avenida Paulista, em concentração às 16 horas no Vão Livre o Masp. Até o momento, 10 centrais sindicais apoiaram a paralisação.  Há mobilizações nas principais capitais e cidades por todo o país. Em São Paulo, já está sendo anunciada a greve de motoristas de linhas municipais e intermunicipais. Há movimentos com motoristas de Guarulhos e Mogi das Cruzes.

Já o Metrô poderá ter afetadas as Linhas 1-Azul, 2-Vermelha e 3-Verde. E cinco linhas  da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) não terá cinco linhas em funcionamento: Diamante-8, Esmeralda-9, Coral-11, Safira-12 e Jade-13. A linha 15-Prata (monotrilho) também diz que vai aderir à greve.

Nesta 5ª feira (13/06/2019), às 18h30, no Sindicato dos Metroviários de São Paulo,  haverá uma assembleia final do definir a greve a partir da meia-noite de 6ª feira (14/06/2019). Em seu site, os metroviários informam que,  neste dia,  o metrô vai parar. Esta é a decisão da categoria, aprovada na assembleia no começo do mês (06/06/2019).  Segundo a posição do sindicato, a reforma (PEC 6/2019), se aprovada, tornará a aposentadoria um sonho impossível para a grande maioria da população.

Ainda, segundo o comunicado, a proposta do governo mantém privilégios dos militares, parlamentares e o alto escalão do Poder Judiciário e fará com que “os trabalhadores morram antes de se aposentar”.  E conclui: “é uma grande ameaça aos nossos direitos e os das próximas gerações”.

Bancários e outros === Reunidos na noite desta 4ª feira (12/06/2019), os trabalhadores de bancos públicos e privados de São Paulo — incluindo Osasco e região — decidiram pela paralisação.  O mesmo está ocorrendo em outras capitais.  A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não se posicionou a respeito da greve no setor. Outras categorias decidirão pela greve geral, como  professores, metalúrgicos, trabalhadores da Educação, estudantes e docentes de universidades federais e estaduais, trabalhadores da saúde, de água e esgoto, dos Correios, da Justiça Federal, químicos e rurais, portuários, agricultores familiares, motoristas, cobradores, caminhoneiros, eletricitários, urbanitários, vigilantes, servidores públicos estaduais e federais, petroleiros, enfermeiros, metroviários, motoristas de ônibus, previdenciários e moradores de ocupações por todo o Brasil — entre outros.

Nos dias 15 e 30/5 ocorreram as maiores mobilizações contra o governo,  tendo como bandeiras a luta contra os cortes de investimentos na Educação e a reforma da Previdência. E, para as Centrais Sindicais, esses  atos mudaram o quadro político, demonstrando o descontentamento de setores da população contra o governo federal e deu mais força para os trabalhadores continuarem suas mobilizações.

As liminares === Desta vez, as liminares da Justiça estão sendo concedidas bem antes da deflagração da greve. Em São Paulo, as direções da Companhia do Metropolitano, da CPTM e da Prefeitura de São Paulo/SP Trans (*ver abaixo) e o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SP Urbanuss)  solicitaram os pedidos para circulação de suas frotas.  A Justiça determina que os Sindicatos coloquem 80 por cento das frotas nas ruas, já que o funcionamento é essencial para a população. Ao mesmo tempo determina multas diárias pelo não cumprimento da decisão.


NOTA DA PREFEITURA DE SÃO PAULO === No final da tarde desta 4ª feira, a SECOM/PMSP divulgou uma NOTA À IMPRENSA: Para garantir o deslocamento da população na próxima sexta-feira, 14 de junho, data em que estão marcadas manifestações e paralisações, a São Paulo Transporte S. A. (SPTrans) protocolou uma Tutela Provisória de Urgência no Tribunal Regional do Trabalho, e obteve decisão liminar favorável.

Considerando que se trata de atividade essencial e sua operação deve ser mantida, houve a determinação para que se mantenha o serviço, em especial nos horários de pico entre 5h e 9h e entre 17h e 20h, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia, no caso de descumprimento.

<< Com apoio de informações/fonte: Sindicato dos Metroviários/SindiMotoristas e Centrais Sindicais >>


lanamaria_institucional

1 COMENTÁRIO

  1. É uma mentira deslavada do SINDICATO com relação a reforma da previdência. Os principais afetados serão os do alto escalão do funcionalismo público incluindo os políticos! Os SINDICATOS estão retaliando o governo pois os trabalhadores já não são mais obrigados a paga-los! NÃO CAIAM NA LADAINHA DE QUEM QUER CONTINUAR MANDANDO NA TETA PÚBICA AO CUSTO DOS NOSSOS IMPOSTOS!!!

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, entre com seu comentário
Por favor, entre com seu nome agora