Junho foi escolhido como mês de conscientização e prevenção ao câncer de pele, tipo mais comum no Brasil, respondendo a mais de 170 mil novos casos esperados até o fim deste ano, conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Fernanda Seabra, Médica dermatologista e Especialista em cirurgia dermatológica e mohs, da Aliança Instituto de Oncologia, explica que existem dois grupos principais de câncer de pele, o melanoma, respondendo por 6.260 casos e o não-melanoma, que é responsável por 165.580 novos diagnósticos para este ano.

Ela acrescenta que os carcinomas basocelular e espinocelualr são exemplos mais comuns desse grupo. “O primeiro geralmente aparece como nódulo perolado que sangra facilmente ao trauma. O segundo muitas vezes é confundido com uma ferida, mas que nunca cicatriza; pode apresentar descamação e sangramento”, exemplifica a especialista.

Segundo Fernanda, a exposição solar sem proteção, histórico de queimadura solar, principalmente na infância e adolescência e ainda ter a pele clara são fatores de risco para câncer de pele não-melanoma. “É preciso atenção com alguns sinais. Cuidado com lesões recentes, que coçam ou sangram com facilidade, em áreas foto expostas como face, colo, orelha e membros”, aponta.

Já o câncer de pele melanoma aparece como uma pinta, sinal ou mancha. De acordo com a dermatologista, ele pode vir de um nevo anterior ou de uma área sem lesão precursora. Os fatores de risco para esse tipo da doença, são as múltiplas manchas, história pessoal ou familiar de melanoma, queimadura solar, pele clara, entre outros.

Como podemos identificar o melanoma?
Conforme a médica é de extrema importância ficar atento às manchas, principalmente em regiões que prestamos menos atenção como orelhas, couro cabeludo, área da genitália, mãos, pés e unhas e, a qualquer sinal de mudança, deve-se procurar um dermatologista.

A regra do ABCDE pode ajudar o paciente a identificar lesões suspeitas de melanoma.
A: assimetria – lesões assimétricas são mais preocupantes que as regulares
B: bordas – pintas com bordas irregulares merecem mais atenção
C: coloração – se a mancha tiver mais de duas cores deverá ser examinada
D: dimensão – lesões maiores que 6 mm precisam ser avaliadas pelo dermatologista
E: evolução – essa parte, a percepção do paciente é indispensável. É o paciente que irá dizer se a lesão está mudando

Mas qual o tratamento para o câncer de pele?
Segundo a Dra Fernanda, a detecção precoce e o tratamento adequado podem garantir a cura da doença. O tratamento padrão ouro é cirúrgico. “Procure um dermatologista, a detecção precoce do câncer de pele salva vidas”, finaliza.

< Com apoio de informações/fonte: Objetiva Comunicação >

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