da Redação DiárioZonaNorte ===

A falta de comunicação acaba criando divergências entre as pessoas. Fato que as vezes leva às situações desagradáveis e, muitas vezes, insolúveis. É público e notório que o Conselho Gestor do Conjunto Hospitalar do Mandaqui vem buscando melhorias de um modo geral, tanto para usuários quanto para trabalhadores – incluindo evidentemente médicos e enfermeiros. E os conselheiros agem com responsabilidades na qualidade de pessoas voluntárias para resolver os problemas — ou, pelo menos, chamar a atenção –, dividindo seu lado externo e profissional com rondas em rodízios nos períodos da manhã, tarde, noite, madrugada, finais de semana e até nos feriados.

Quem estava presente === De acordo com o o regimento do Conselho Gestor, as  reuniões acontecem  sempre na última 4ª feira de cada mês. E, nesta sequência, a última aconteceu no dia 31 de outubro de 2018, com as presenças de cerca de 30 pessoas: Alba Medardoni (presidente da Associação Amigos do Mirante Jardim São Paulo e Região), Engenheiro Luis Claudio Matos (diretor-geral do Instituto Federal de São Paulo), Nelson Ferreira (Coordenadoria Norte da Comissão de Saúde), José Gimenes (Comissão de Finanças do Conselho Estadual de Saúde), Dra. Mariângela Teixeira Leão (advogada – OAB Subseção Santana),  Eliane Gomes (Assessora do deputado federal e eleito Senador Major Olímpio), Fernando Nowikow (Assessor do vereador José Police Neto) e Simone Molnar (representante do CONSEG Água Fria/Mandaqui/Tremembé) — entre outros.

Um novo motivo ===  Quase às vésperas da reunião, ocorreu  nova divergência de datas.  Com os avisos antecipados do Conselho Gestor, e troca de e-mails, ficou no ar, mais uma vez,  a intenção de que a diretoria do Hospital do Mandaqui não participaria da reunião. O motivo era a realização de um evento promovido pela Secretaria Estadual da Saúde para a 6ª Reunião de Reorganização da Região Norte e Referenciamento do Conjunto Hospitalar do Mandaqui. E, desta forma, a reunião ficou sem a representação oficial da diretoria –– o novo diretor-geral Dr. Marcelo Barletta Soares Viterbo compareceu, até agora, somente na reunião de setembro (veja aqui)  e deixou de comparecer nas demais – o que criou um clima de expectativas pelos conselheiros e convidados.
As desculpas === Outra questão colocada foi a não convocação antecipada e de direito para que o Conselho Gestor fizesse parte desta reunião de Referenciamento do Hospital do Mandaqui. Segundo uma representante da diretoria que estava somente na abertura e de forma extra-oficial desta última reunião do Conselho Gestor, por pouquíssimo tempo, “está se pensando em convidar os conselheiros em uma próxima reunião, que é importante ter a ajuda e observações, mas no momento são reuniões de planejamento – como será feito”.  O Conselho Gestor observou também que suas Comissões de Contratos e de outros serviços estão sendo impedidos pelo Hospital do Mandaqui em acessos às informações.
Ainda, extra-oficialmente, a representante da diretoria do Hospital do Mandaqui alegou que por problemas de fechamento de calendário, quando  os números e pregões tem encerramento no final do mês, foi criada “uma força tarefa”. E se assim não fosse feito, até 31 de outubro, o hospital ficaria desabastecido. Com isto, justificou a não entrega de documentos ao Conselho Gestor.
A sequência da reunião === E nova divergência aconteceu e a representante da diretoria do Hospital do Mandaqui retirou-se da reunião, que seguiu  sequência normal com nove conselheiros titulares (usuários) e mais dois representantes dos trabalhadores. O presidente do Conselho Gestor, Marco Antonio Nunes Cabral, lembrou que os conselheiros haviam se prontificado anteriormente de participar com sugestões na Reunião de Referenciamento, mas não foi dado importância pela diretoria do hospital. “E aí depois de tudo planejado na organização vão nos chamar pro-forma”, desabafou. E ele também ratificou que os conselheiros estão sendo impedidos de ter acesso à documentação de setores como Recursos Humanos e Finanças. Deu andamento à reunião com a aprovação da ata da reunião de setembro.
Onde estão os R$7,8 milhões? === O primeiro assunto relatado na reunião foi a questão da emenda parlamentar de R$7,8 milhões, que foi definido em maio pela senadora Marta Suplicy, que teve aval da presidência e do Ministério da Saúde. Chegando ao sexto mês após aprovação, o que se tem é a burocracia de idas e voltas da documentação com a Secretaria Estadual da Saúde. Por sua vez, o Conselho Gestor não recebeu nenhum documento do que foi pedido e encaminhado, apesar das solicitações.  O DiárioZonaNorte está acompanhando o andamento do processo via totalmente no sistema, em Brasília, que demonstra a burocracia com a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo. Uma fonte comentou: “É tanto vai-e-vem na burocracia que dá a impressão que a emenda parlamentar é conto de fadas, que não querem dar!”.  Com isto, dá a entender que a demora é muito grande e há possibilidade de se perder a emenda, com retorno ao Tesouro Nacional – ainda mais com troca de governo e a senadora não voltar ao mandato. Ficou claro entre os participantes a falta de clareza no assunto e de não ter uma pessoa responsável por emendas parlamentares, na composição da Diretoria. De qualquer maneira, os representantes do deputado federal (e agora senador) Major Olimpio e do vereador José Police Neto – que estavam presentes à reunião —  ficaram de ajudar no acompanhamento e apoio para solução desta emenda parlamentar.
Tudo no Ministério Público === Na plateia, houve comentários sobre a ausência de um representante da diretoria do Hospital do Mandaqui. O presidente do Conselho Gestor, Marco Antonio Cabral,  lembrou que tudo está sendo registrado e será encaminhado ao Ministério Público. Ele lembrou inclusive o Caso do Estacionamento, que está pendente de uma solução desde 2009 e que até agora a diretoria nada resolveu – apesar da antiga presidente Dra. Magali Proença, ter dito que “deixou tudo encaminhado!”.  Foi citado também a obra do muro, que só feito realizado por muita insistência de muita gente e da mídia, depois de muito tempo. E a falta de interlocução entre o Conselho Gestor e a diretoria do hospital também foi citada. E Cabral disse: “Há esses equívocos que parece que somos idiotas”.
O jeito: uma reunião pública === E o presidente do Conselho Gestor ainda lembrou que o Ministério Público, o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), o Conselho Regional de Medicina (Cremesp) e o Conselho Regional de Enfermagem (Coren) são copiados com as atas e comunicados, e sabem do que acontece aqui, mas não se manifestam. Segundo ele, há vários assuntos parados e que o caminho será uma reunião pública, fora do hospital, convocando toda os representantes da sociedade civil e dos Conselhos de Saúde – como foi feito recentemente no caso da Cracolândia na Zona Norte. Cabral cita outros casos com as portas de acesso trancadas, não tem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiro (AVCB), o heliporto não é operado e outros assuntos. “Há verdadeiro absurdos que acontecem neste hospital”, comenta ele.
Instituto Federal oferece ajuda externa === Foi aberto um espaço dentro da reunião para apresentação do Engenheiro Luis Claudio Matos, diretor-geral do Instituto Federal de São Paulo (antiga Escola Técnica Federal), que fica ao lado do Shopping D, na Av. Cruzeiro do Sul. Uma escola pública de excelência com 109 anos de fundação. A unidade da Avenida Cruzeiro do Sul tem 8 mil alunos, 37 cursos, 659 unidades no país, 38 no estado de São Paulo e 3 no município. O Instituto recebe verba federal, “ não mais justo que deixarmos a nossa contribuição para a sociedade”. E ele propôs em ajudar o Conjunto Hospitalar do Mandaqui na área de engenharia, na infraestrutura elétrica, e outros pontos ao alcance da instituição. Sugeriu também da regularização das normas de funcionamento, como o AVCB e outros necessários.

De comum acordo com a  diretoria do Hospital do Mandaqui, o Instituto Federal  pode ajudar gratuitamente em pontos de estudos de engenharia – citou até o Arquivo de Documentos, que está em péssimo estado de conservação. É um pessoal altamente qualificado e além disto também dispõe para ajuda no estágio dos alunos. Logo após, Fernando Nowikow, Assessor do vereador José Police Neto, sugeriu também uma frente de deputados estaduais, federais e senadores para pedir recursos para o Hospital do Mandaqui.  Com essas emendas parlamentares e ajuda nos projetos pelo Instituto Federal – e de outras empresas —  seria um grande passo na melhoria dos serviços hospitalares do Mandaqui.

Mais apoio e terreno do Pinheiral ===  Nelson Ferreira, líder comunitário e do Conselho de Saúde da Coordenadoria Norte, indagou sobre a não devolutivas dos assuntos pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. E se colocou à disposição também para ajudar o Conselho Gestor do Hospital do Mandaqui, já que em sua região houve casos e conseguiram os retornos necessários. Cabral deu continuidade à reunião e lembrou que o terreno da Rua Cezar Zama (ao lado do Hospital do Mandaqui), que foi em comodato pela Sociedade Esportiva Pinheiral (clube particular com futebol society, de campo e quadras de tênis), que já deveria ter devolvido – mas que parece agora estar com a Secretaria de Ciência e Tecnologia.
Estagiários tem ajuda interna === Quase no final da reunião, a falta de comunicação volta a ser debatida. Todos os assuntos que estão sendo comentados já foram apresentados repetidamente e há muito tempo pelo Conselho Gestor, sem os devidos retornos.  Segundo Cabral, antes com a antiga diretora Dra. Magali ainda havia um pouco mais comunicação e com o novo diretor perdeu-se muito. Ele lembrou que o Conselho Gestor tem livre acesso a todas as partes do Hospital do Mandaqui, mas não pode impor. Em seguida, Cabral colocou o Caso de Estágio dos alunos da UniNove, que deveria trazer material de uso (luvas, máscaras, etc) mas acabam usando o do hospital. Cita o caso da manutenção dos elevadores, que mudou de empresa, mas continuam os problemas de uso precário.
Mais absurdos === Cabral colocou um problema sério de equipamentos para cirurgias que são locados e chegam sujos. O pessoal do Hospital do Mandaqui é que faz a limpeza antes das cirurgia e após para devolução.  A esterilização é de responsabilidade do hospital. Isto está no contrato, que o Conselho Gestor não tem conhecimento. Não há fiscalização. Uma funcionária do hospital, presente na reunião, deu depoimento e confirmou o que acontece que o material alugado – que vem sem esterilização. E mais: as máquinas para limpeza e esterilização também são locadas e estão constantemente quebradas. Chegou-se a lavar os equipamentos com mangueira de água. Cabral faz outras colocações: como a não permissão da triagem por  enfermeiros, nos finais da semana e nos feriados. Outro absurdo: a recepção pede para o paciente perguntar para o médico se ele pode atender. E o médico decide se é possível ou não. Os médicos não tem aparelho para medir a pressão, somente se houver o equipamento particular.  Nos finais de semana não tem neurologistas, sendo que é um hospital de excelência nesta área. Até agora, não foi disponibilizado material de luvas e máscaras para o pessoal que trabalha no arquivo, com material empoeirado, mofo, local fechado e com mau cheiro – (ver reportagem aqui). E outro problema foi apontado,  como a marcação de consultas e remarcações, que são dificultadas com mais burocracias.
Conselho Estadual de Saúde não ajuda === O presidente do Conselho Gestor questiona a não representação da diretoria, que poderia ter deslocado representantes. E foi lembrado na plateia que o momento agora da troca de governo estadual, o que pode ter também uma mudança em várias áreas. E ainda foi sugerido de uma reunião extraordinária do Conselho Gestor no dia 7 de novembro para ouvir a diretoria do Hospital do Mandaqui, já que a data foi sugerida pelo diretor geral. Houve a intervenção do representante da Comissão de Finanças do Conselho Estadual de Saúde, José Gimenes, que sugeriu levar os assuntos ao conhecimento da entidade. Ele lembra que neste ano não foi encaminhado nenhuma denúncia do Conselho Gestor do Hospital do Mandaqui. Mas o presidente do Conselho Gestor rechaçou a sugestão informando que o Conselho Estadual de Saúde nada fez quando teve a oportunidade de fazê-los, isto quando vez visitas e quando foi procurado. Cabral lembrou que o Conselho Estadual é convidado para as reuniões e não manda representante. Gimenes lembrou que é necessário inclusive verificar as atuações internas da Organizações Sociais (OS). E fez várias sugestões e observações quanto aos problemas do Hospital do Mandaqui. Mas Cabral e outros conselheiros informaram que quase tudo foi feito, mas não houve ajuda – nem na tentativa com a reunião do governador Márcio França. E o presidente do Conselho Gestor finalizou: “O Conselho Estadual de Saúde sabe de tudo e não participa de nada”. E ainda acrescentou: “Burocracia para mim não funciona. E ficar com troca de e-mail não ajuda”.
Até a próxima reunião === Mesmo com divergências e dificuldades, foi realizada mais uma reunião do Conselho Gestor do Hospital do Mandaqui – que volta sempre na última 4ª.feira do mês – que será no dia 28 de novembro, às 9 horas, no subsolo do hospital.
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Organicos

1 COMENTÁRIO

  1. Hospital onde fiz a 4 cirugia na segunda-feira passada. Passei horror no OTI com as enfermeiras . Falta tudo , medicações, roupas de leitos não tem travesseiros, falta tudo , principalmente respeito com os pacientes. A equipe médica que cuidou de mim não tenho que reclamar. A falta de administração faz com que os enfermeiros manda no hospital faz o que quer e hora que quer. Momentos que preferia esquecer. Mas não posso porque isso não aconteceu só comigo acontece toda hora cada segundos um paciente e judiado e um filme de terror. 😢😢😢😢

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