No  próximo sábado (20/09/2019) comemora-se os 50 anos da chegada do homem à Lua. Um acontecimento que só foi possível por conta de diversas descobertas e curiosidades que antecederam a decolagem do voo tripulado da Apollo 11. Abaixo, segue uma lista com 7 fatos curiosos que antecederam a decolagem do homem à Lua, e que podem ser encontradas no livro 100 passos até uma pegada” (Editora Tordesilhas), do autor Lauro Henrique Jr.  — O lançamento do livro acontece no dia 18/07/2019 (5ª feira),  às 19 horas — na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915) –, que  ilustra os principais momentos e descobertas históricas que possibilitaram o homem conquistar a Lua. A obra revela os momentos cruciais dessa jornada, desde o primeiro calendário criado em 30 mil anos A.C., passando pelos foguetes, filmes, telescópios, até os bastidores da corrida espacial.

O fascínio pela Lua – Cerca de 1300 a.C. ===  O fascínio pela Lua acompanha a humanidade desde a época em que nossos mais longínquos ancestrais olhavam assombrados para aquele astro brilhante e em constante metamorfose pelo céu. Segundo alguns estudiosos, os homens do período paleolítico não só já teriam conhecimento das fases da Lua como teriam até feito tentativas rudimentares de registrá-las. O pesquisador americano Alexander Marshack, por exemplo, publicou um estudo no qual defende que as inscrições feitas num pequeno pedaço de osso encontrado na região da Dordonha, na França, são registros do que seria o primeiro calendário lunar conhecido. De acordo com Marshack, que trabalhou no Museu Peabody de Arqueologia e Etnologia da Universidade Harvard, as marcas foram gravadas no osso numa sequência lógica, com formatos e profundidades diferentes, de modo a refletir a própria variação dos ciclos lunares.
Flechas de fogo – Século X ===  A partir dessa época, os chineses começam a usar a pólvora – a explosiva mistura de enxofre, salitre e carvão que haviam inventado – para criar os primeiros foguetes da história. Desenvolvidos como armas de guerra, os mecanismos eram constituídos basicamente de cilindros de bambu cujo interior era preenchido com pólvora. Após a\ ignição, esses foguetes lançavam flechas ou projéteis de metal. A relação íntima entre esses armamentos ancestrais e os futuros bólidos espaciais aparece em outra curiosidade da própria língua chinesa: o ideograma para o termo “flecha de fogo” é o mesmo que, hoje, se usa para a palavra “foguete”. Mediterrâneo.
As crateras – 1651 ===  Ao apresentar ao mundo o seu mapa da Lua, que havia elaborado em parceria com Francesco Maria Grimaldi, o astrônomo italiano Giovanni Battista Riccioli inaugurou o sistema de batizar as crateras lunares com os nomes dos filósofos e cientistas mais importantes da história. Ainda hoje, dezenas de crateras são chamadas pelos nomes dados por ele, que, obviamente, também foi homenageado ao batizar a imensa Cratera Riccioli, que tem cerca de 140 quilômetros de diâmetro.
Conquistando o céu – 1709 ===  As primeiras experiências bem-sucedidas de conquistar o espaço foram feitas com balões de ar quente. E um dos pioneiros nesse tipo de tecnologia foi o padre e inventor luso-brasileiro Bartolomeu Lourenço de Gusmão. Nascido na cidade de Santos, ele ficou famoso ao realizar várias demonstrações perante a corte portuguesa, em Lisboa, do objeto voador que havia construído: um pequeno balão de ar quente, feito de um papel grosso, que ficou conhecido como Passarola.  Embora não haja registro oficial do experimento, apenas o relato de testemunhas da época, sabe-se que Bartolomeu de Gusmão conseguiu fazer sua invenção alçar voo e flutuar por algum tempo antes de cair no chão.
Balão espacial – 1783 ===  Aprimorando a “espaçonave” criada pelo padre Bartolomeu de Gusmão, os franceses Jacques-Étienne e Joseph-Michel Montgolfier, conhecidos como irmãos Montgolfier, desenvolveram balões capazes de sustentar o peso de uma pessoa, finalmente realizando a proeza de colocar os primeiros seres humanos no ar em segurança. Depois de fazer algumas apresentações públicas de sua invenção – em que chegaram a enviar uma ovelha, um galo e um pato como passageiros do balão –, no dia 21 de novembro os irmãos Montgolfier deixaram a população de Paris em êxtase ao lançar pelo espaço o seu enorme aeróstato, que sobrevoou a cidade por cerca de 25 minutos com os pilotos Jean-François Pilâtre de Rozier e François Laurent d’Arlandes a bordo.  A façanha da dupla de inventores posteriormente lhes garantiu uma homenagem em solo lunar, onde dão nome à Cratera Montgolfier. Só que, no caso deles, há uma curiosidade a mais.  A Montgolfier faz parte de um conjunto de crateras cujo formato peculiar acabou ganhando o apelido de “pata do gato”, e foi justamente bem perto desse local que, quase dois séculos após a decolagem dos irmãos franceses, os astronautas da Apollo 11 pousaram o seu “balão” na Lua.
Foto da Lua – 1849 ===  As primeiras fotos realmente nítidas da Lua foram feitas pelos americanos John Adams Whipple, um dos pioneiros da fotografia, e William Cranch Bond, astrônomo e primeiro diretor do Observatório da Universidade Harvard. Após inúmeras tentativas, em que usaram o enorme telescópio do observatório de Harvard e um daguerreótipo – antigo aparelho que fixava as imagens numa placa de cobre –, os dois conseguiram capturar uma foto ainda hoje surpreendente do nosso satélite.

Animais no espaço – 1957 ===  Um mês após o lançamento do Sputnik 1, a União Soviética colocou o primeiro ser vivo no espaço a bordo do Sputnik 2, a cadelinha Laika. Pesando cerca de 6 quilos, e com aproximadamente dois anos de idade, a vira-lata havia sido recolhida das ruas para fazer parte das pesquisas do programa espacial soviético. A cachorrinha foi submetida a um treinamento intenso e, tão logo sua proeza foi divulgada, transformou-se em celebridade mundial. Seu destino, porém, foi trágico.  Apesar da tragédia e da polêmica gerada por sua morte, a viagem ajudou a compreender os mecanismos capazes de sustentar a vida no espaço. Ao longo dos anos, vários outros animais, como ratos, aranhas e chimpanzés, foram enviados ao espaço, só que, dessa vez, tomando-se o cuidado de preservar a vida dos “bichonautas”.

<< Com apoio de informações/fonte: Grupo Virta Ass.Comunicação/Giovanna Luna >>


          Missão Apollo, 50 anos do homem na Lua

por Shailon Ian (*) ===

Dia 16 de julho de 1969 foi a data de partida da missão Apollo 11 com destino à lua. Naquela tarde, a bordo de uma nave propelida por um motor Saturno V, de três estágios, 110m de altura, e 2,7 milhões de kg, até hoje um dos maiores já produzidos pelo homem, três astronautas partiam para o que seria um marco na exploração do espaço e na aeronáutica.

O caminho até aquele lançamento foi longo. Ele se inicia na Segunda Guerra Mundial, com o desenvolvimento dos motores foguete, e continuou na Guerra Fria, com os russos largando em vantagem e colocando o primeiro satélite em órbita antes dos americanos. Até que, em 1961, Kennedy propôs a meta ambiciosa de, em menos de 9 anos, levar o homem à lua e trazê-lo de volta à terra salvo.

Havia várias opções para se concretizar o plano, desde a decolagem de uma nave da terra, seu pouso na lua e posterior retorno, até o encontro de um módulo com uma nave orbitando a terra, de lá partir para a lua e então retornar. A NASA (National Aeronautics and Space Administration) optou por um projeto onde uma nave de comando ficaria orbitando a lua enquanto um módulo desceria até o nosso satélite e voltaria. Essa opção era conhecida como rende-vouz lunar, que foi o padrão das missões Apollo com objetivo de pousar na lua.

Algumas missões não pousaram na lua. Esse foi o caso, por exemplo, da Apollo 8, a primeira missão tripulada à lua, que na noite de Natal de 1968 circundou-a, enviando fotos inéditas do solo lunar.

No total, foram feitas onze missões tripuladas no projeto Apollo, e seis delas pousaram na lua, no total de doze astronautas que caminharam no solo lunar e lá fizeram experimentos científicos.

A única missão que tinha por objetivo pousar e não o fez foi a Apollo 13, devido a um acidente grave, provavelmente provocado por um curto-circuito seguido de uma explosão e um vazamento nos tanques de oxigênio, o que levou a um retorno tenso e espetacular à terra, mas exitoso, com um mínimo de oxigênio remanescente.

O projeto Apollo teve custo de 26 bilhões de dólares na época, ou incríveis 153 bilhões de dólares hoje, e envolveu praticamente todas as áreas do conhecimento. Os mais de 2000 exemplares de rochas permitiram a descoberta de 75 novos minerais. Até hoje, são mais de 1500 produtos ou tecnologias que derivam dessa missão. Eles vão desde itens que agora fazem parte do nosso dia a dia, como computador transistorizado e os avanços da eletrônica que permitiram seu desenvolvimento, passando pelo velcro, pela comida desidratada (liofilizada), tecnologias de filtragem do ar e recuperação de resíduos. Tivemos ainda soluções de problemas específicos como o cálculo da navegação da nave, como fazer o pouso e, depois, a decolagem da lua, além do próprio desenvolvimento do motor Saturno V. Portanto, o projeto foi marcado pela expansão da fronteira do conhecimento humano.

No dia 20 comemora-se os 50 anos do pouso na lua. De fato, “um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade”.


(*) Shailon Ian é engenheiro, CEO da Vinci Aeronáutica e fundador do Centro de Treinamento Online em Aviação Civil Vinci Ideas.


<< Com apoio de informações/fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada-Edmir Nogueira >>


 

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