da Redação DiárioZonaNorte ===

Como não podia deixar de ser, uma manhã de 6ª feira (06/09/2019) tumultuada por causa da greve parcial dos ônibus, em São Paulo. Muita gente perdida, em saber o que fazer, nos terminais de ônibus. Muitas informações contraditórias. De um lado, a Prefeitura de São Paulo; e, de outro, o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindimotoristas). Com a determinação da Justiça para que 70 por cento da frota de ônibus circule nos horários de pico de manhã e à tarde, no segundo dia da paralisação a situação foi menos drástica. Mesmo assim com filas e pessoas perdidas nos pontos e terminais. O metrô e a CPTM montaram esquemas especiais. A Secretaria Municipal de Transportes liberou o rodizio de veículos e da Zona Azul para estacionamentos.

De seu lado, o Sindimotoristas divulgou o comunicado abaixo:

“ Em cumprimento à decisão da Justiça do Trabalho, os condutores de São Paulo realizam uma paralisação parcial dos ônibus e um grande protesto em frente à Prefeitura. A decisão judicial prevê que 70% da frota de ônibus circule nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e 50% nos horários normais.

A direção do SINDMOTORISTAS orienta aos que não estão em jornada de trabalho para que se dirijam à Prefeitura, a fim de participarem dos protestos na manhã desta sexta-feira, dia 6. A luta é pelo pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), em defesa do emprego dos trabalhadores e pelo fim da redução da frota de ônibus.  Mesmo com os protestos de ontem que pararam a capital paulista e repercutiram em todos os veículos de imprensa, o prefeito Bruno Covas não se pronunciou sobre a pauta de reivindicações.

A reunião que os dirigentes tiveram com o Secretário Municipal de Mobilidade e Transportes, Edson Caram, não teve avanços, muito pelo contrário, ele confirmou o “desmonte” do sistema de transporte público por ônibus que está em curso na cidade e que o pagamento da PLR será feito em 10 dias.

Diante dos últimos acontecimentos, o deputado federal e presidente licenciado do Sindmotoristas, Valdevan Noventa, junto com a direção e trabalhadores decretou a paralisação para esta sexta-feira. “A nossa categoria já provou que é de luta. Estamos enfrentando uma crise sem precedentes no sistema e o Poder Público e os empresários de ônibus querem jogar essa conta para o trabalhar pagar. Isso jamais vai acontecer. Agora é guerra. Vamos defender com as armas que temos nossos direitos e empregos”, afirmou Noventa”. << Com apoio de informações/fonte: Ass. Imprensa Sindimotoristas >>

             As medidas da Prefeitura de São Paulo 

 A Secretaria Especial de Comunicação-SECOM, da Prefeitura de São Paulo, publicou e deu informes em boletins sobre a situação da paralisação na cidade:

===  “A Prefeitura de São Paulo informa que, para garantir o deslocamento da população nesta sexta-feira, 06 de setembro, conseguiu decisão favorável à circulação da frota junto à Justiça do Trabalho. Considerando que se trata de atividade essencial houve a determinação para que se mantenha o funcionamento de, no mínimo, 70% da circulação da frota nos horários de pico (06h às 09h e 16h às 19) e de 50% nos demais horários, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia, no caso de descumprimento. Como medidas para amenizar o impacto da paralisação para a população, a Prefeitura suspendeu o rodízio municipal de veículos, a Zona Máxima de Restrição a Fretados e a cobrança das vagas de Zona Azul.

Quanto às obrigações das empresas de ônibus com os funcionários, apesar de ser uma relação privada entre as partes, a Prefeitura se colocou à disposição para antecipar receitas a serem repassadas para as concessionárias e, assim, auxiliar na resolução.

Quanto à reorganização das linhas de ônibus, a situação é discutida desde 2013, quando começaram a ser feitos os primeiros contratos emergenciais do sistema de ônibus. A nova licitação, cujos novos contratos estão sendo assinados, prevê alterações paulatinas em linhas e no perfil de veículos utilizados. A modernização da frota irá contribuir para aumentar a qualidade dos serviços ofertados.

A reciclagem dos cobradores ocorre de maneira natural nas empresas já que atualmente, em todo sistema, apenas 5% dos passageiros fazem o pagamento da tarifa em dinheiro. Com o avanço da tecnologia e cobrança automática das tarifas no transporte coletivo, esses profissionais já passam por programas de reciclagem nas empresas e são reaproveitados pelo sistema em outras atividades como: fiscalização, manutenção, administração, entre outras.

O pagamento eletrônico, por meio do Bilhete Único, proporciona comodidade para o passageiro, pois ele não precisa carregar dinheiro trocado e tem a vantagem da integração pagando apenas uma passagem.

O assunto será debatido pela comissão criada para desenvolver um projeto de requalificação dos cobradores de ônibus. O grupo é composto por representantes da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT), São Paulo Transporte S.A. (SPTrans), Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SindMotoristas) e Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss). As parcelas da dívida junto às empresas estão sendo pagas conforme o programado.

Desde 2014, os veículos do Subsistema Local, cerca de 6 mil coletivos, já circulam sem cobrador. A cidade conta, atualmente, com 17 mil cobradores. << Com apoio de informações/fonte: Secretaria Especial de Comunicação-SECPM/ PMSP>>


Informativo da Secom/PMSP – Boletim das 10h00:

Três linhas de trólebus fazem desvios e uma está paralisada em razão de manifestação na região central. Sistema opera com 70% da frota prevista no período.

A SPTrans informa que às 10h desta sexta-feira, 06 de setembro, o sistema municipal de transporte público coletivo opera com 70% da frota de veículos para a faixa horária. Nesta manhã, 18 linhas da empresa Sambaíba não estão circulando.

No momento, três linhas de trólebus fazem desvios e uma está paralisada em razão de manifestação na região central.

Confira os desvios:

2100/10 Term. Vl. Carrão – Pça. da Sé
3160/10 Term. Vl. Prudente – Term. Pq. D. Pedro ll
Desvio: normal até Rua da Figueira, Rangel Pestana, Rua Piratininga, Av. Alcântara Machado.

2290/10 Term. São Mateus – Term. Pq. D. Pedro ll
Desvio: normal até Rua do Gasômetro, Rua Jairo Góes, Av. Rangel Pestana.

2002/10 Term. Pq. D. Pedro ll – Term. Bandeira == Paralisada.

Sindicalistas bloquearam a entrada e saída do Terminal Parque D. Pedro, às 8h20.

Os demais 29 terminais municipais estão em operação.

Técnicos da SPTrans estão nas ruas desde a madrugada, monitorando a operação do transporte público e orientando passageiros nos terminais e pontos estratégicos da cidade.

Relação de linhas prejudicadas:

148P/10 Pedra Branca – Metrô Barra Funda
1741/10 Vl. Dionisia – Metrô Santana
1742/10 Jd. Antártica – Metrô Santana
1743/10 Jd. Pery Alto – Shop. D
1758/10 Jd. Antártica – Metrô Santana
1759/10 Jd. Pery – Metrô Santana
148L/10 Cohab Antártica – Lapa
211L/10 Mandaqui – Lapa
1760/10 Cohab Antártica – Shop. Center Norte
297A/10 Jd. Primavera – Metrô Barra Funda
9166/10 Jd. Sta. Cruz – Term. Cachoeirinha
967A/10 Imirim – Pinheiros
971A/10 Jd. Primavera – Shop. D
9701/10 Hosp. Cachoeirinha – Metrô Santana
971D/10 Jd. Damasceno – Shop. Center Norte
971M/10 Vl. Penteado – Metrô Santana
971T/10 Vl. Sta. Maria – Metrô Santana
971V/10 Jd. Vista Alegre – Shop. Center Norte


<<Com informações/fonte: SECOM-PMSP e SP Trans >>

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