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Greve de ônibus e metrô está sendo prometida para acontecer no dia 20 em SP

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da Redação DiárioZonaNorte

Dia 20 de abril, 3ª feira, pode acontecer o “caos nos transportes” no estado de São Paulo. É o que prometem os motoristas e cobradores de ônibus, “ de cruzar os braços”, caso não sejam incluídos na lista de prioridade na vacinação contra a Covid-19.

Na mesma linha e no mesmo dia 20, os metroviários de São Paulo decidiram protestar com uma Greve Sanitária, além de um “movimento de aviso” prometido quatro dias antes dentro das estações do metrô — ver no final.

“A paciência dos trabalhadores em transportes rodoviários definitivamente chegou ao fim”, segundo os dirigentes do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo – o Sindmotoristas.

O protesto está sendo considerado um “lockdown no sistema de ônibus”, que pode envolver 645  municípios e cidades, motoboys, caminhoneiros, motoristas de aplicativos e outros transportadores.

“A sociedade está se contaminando dentro dos ônibus que seguem superlotados. Motoristas e cobradores estão morrendo por conta do ambiente em que trabalham e as autoridades estão se fazendo de cegas“, desabafa o presidente do Sindmotoristas, deputado federal Valdevan Noventa.

Segundo ele, a Federação dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Estado de São Paulo (FTTRESP),  as autoridades municipais terão quase duas semanas para se manifestar, posicionando as entidades sobre a inclusão dos profissionais na lista de vacina. Caso contrário, haverá paralisação no sistema.

No levantamento do Sindmotoristas, desde o início da pandemia já foram registrados 2 mil casos suspeitos, 1.373 casos confirmados e 131 mortes de pessoal que trabalha no setor de transporte de ônibus urbano.

Ainda segundo o presidente do Sindmotoristas, “a situação está muito grave e não devemos pagar com nossas vidas pela irresponsabilidade dos governantes que não unificam o combate ao novo coronavírus. O colapso no sistema hospitalar do Brasil, a disparada do número de mortes e novos diagnósticos da doença acenderam o sinal de alerta no setor de transportes”.

Já aconteceu um aviso

Em 24 de março deste ano, o Sindmotoristas realizou atos de protestos em diversos terminais de São Paulo, com a mesma preocupação pela pandemia do Covid-19.  As ações tinham como objetivo chamar atenção da Prefeitura de São Paulo e autoridades para  o problema da superlotação dos ônibus e garantir a vacinação da categoria, protegendo a saúde e a vida de todos.

Por duas horas, em 17 terminais de ônibus nos quatro cantos da cidade, houve grandes congestionamentos nas imediações dos protestos.  O principal objetivo dos atos foi fazer um apelo às autoridades pela inclusão da categoria no Plano de Vacinação, garantindo a proteção dos profissionais.

Mais de 20 mil assinaturas foram colhidas em um abaixo-assinado e protocolizadas na Secretaria da Saúde, Secretaria do Transporte e Câmara Municipal, apelando por prioridade nas vacinas, uma vez que a categoria tem trabalhado na linha de frente sem parar um único dia. Nada foi feito.

Os metroviários também protestam

A decisão de decretar Greve Sanitária em 20 de abril foi tomada em uma assembleia on-line. Participaram metroviários de todas as linhas, inclusive os funcionários da ViaMobilidade e ViaQuatro.

Segundo a justificativa do Sindicato dos Metroviários, “o governo de São Paulo e a direção da Companhia do Metropolitano-Metrô SP  ignoraram o Plano de Emergência apresentado pelo sindicato da categooria e não vacinaram os metroviários, embora sejam trabalhadores essenciais”.

Dos 1.023 votantes na assembléia dos metroviários, 661 (64,6%) decidiram pela greve. A principal reivindicação é a vacinação urgente para os metroviários e demais trabalhadores do transporte público.

Há também a reivindicação de que governos implementem o “lockdown”, o auxílio emergencial e as diretrizes descritas no Plano de Emergência, com restrição de acesso no transporte para conter a pandemia.

A categoria, além da paralisação no dia 20 de abril, decidiu participar do “Dia de Luto e de Luta”,  em 16/4 (6ª feira). Nesse dia, os metroviários trabalharão sem uniforme, de preto e com adesivos.

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