Com o ritmo de contágio acelerado gerando aumento crítico em número de infectados e mortes por COVID-19, o governo de São Paulo não alterou os setores e serviços parados desde 24 de março. Havia uma grande expectativa que poderia ocorrer algumas aberturas leves com setores de serviços e do comércio. Mas a preocupação maior é o isolamento social que precisa chegar a pelo menos 55%

Desta vez, a coletiva no Palácio dos Bandeirantes foi além do tempo previsto, das 12h30 às 14h30, nesta 6ª feira (08/05/2020). O prefeito Bruno Covas ficou escalado para falar no final do encontro. Ele falou sobre o isolamento social, que teve os índices mais baixos, na média de 47%. E citou a decisão da implantação do “Rodizio Especial 24horas/diário”, em toda a cidade de São Paulo, a partir de 2ª feira (11/05/2020). Lembrou que o transporte público será reforçado com mais 1.000 (mil) ônibus nas linhas e mais outros 600 (seiscentos) que estarão nos bolsões de reserva, junto aos terminais. E reafirmou o pedido da população “ficar em casa”, que aumentando o indice de isolamento poderá diminuir ou cancelar o novo “rodizio de veículos”. Covas disse ainda que a cidade chegou a 4.496 mortes por causa do vírus, mas por outro lado a metade da população permaneceu em suas residências, o que significa 6 milhões de pessoas. E encerrou com números da saúde e reafirmou por diversas vezes que “as medidas tem por objetivo a proteção humana”. E acrescentou: “Queremos salvar vidas e estamos no caminho do vem na proteção das pessoas!”. <<Clique aqui e leia íntegra com o decreto sobre o “Rodizio Municipal-diário/24hs” com detalhes de funcionamento>>

O governador João Doria Jr. confirmou que a possibilidade de flexibilização da quarentena em São Paulo está suspensa em todos os 645 municípios paulistas até 31 de maio. A prorrogação se deve ao ritmo acelerado de contágio do coronavírus e o aumento crítico no total de infectados e de mortes por COVID-19, com risco iminente de colapso no sistema de saúde.

“Como Governador de São Paulo, eu gostaria de dar uma notícia diferente, mas o cenário é desolador. Teremos que prorrogar a quarentena até o dia 31 de maio. Queremos em breve poder anunciar a retomada gradual da economia, como está previsto no Plano São Paulo”, disse Doria. “O pior cenário é o que alia mortes e recessão. Adotar a quarentena, como fizemos aqui em São Paulo, não é uma tarefa fácil. Mas trata-se de proteger vidas no momento mais difícil e crítico da história deste país”, acrescentou o Governador. “A nossa decisão de prorrogar a quarentena é a decisão pela vida”, completou.

A aceleração acentuada da contaminação por coronavírus em São Paulo coincide com a queda sensível nos índices de isolamento social em todo o estado. A média paulista chegou a 47% na última 5ª feira (07/05/2020), muito longe da taxa considerada ideal, de 70%, e abaixo do mínimo de 55% estipulado como nova meta pelas autoridades em saúde.

A decisão do Governo do Estado foi avalizada integralmente pelos especialistas do Centro de Contingência do coronavírus em São Paulo. O grupo é coordenado interinamente pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas – o médico infectologista David Uip, que já teve COVID-19 e conseguiu superar a doença, se afastou novamente da coordenação por recomendação médica.

A última reunião técnica dos 16 integrantes do Centro de Contingência do coronavírus aconteceu na última 3ª feira (05/05/2020). A recomendação ao Governo do Estado pela extensão da quarentena foi unânime. Nos últimos 30 dias, o avanço da doença subiu 3.300% no interior e litoral e 770% na capital.

“Não existe nenhuma dúvida, do ponto de vista do Centro de Contingência, de que essas medidas têm que ser prolongadas em virtude da gravidade do momento”, afirmou Dimas Covas. Até a tarde de quinta, o estado de São Paulo registrava 39.928 casos confirmados de COVID-19 e 3.206 mortes.

Embora o cenário atual seja muito preocupante, um modelo matemático do Centro de Contingência aponta que o isolamento social em todo o estado de São Paulo evitou mais de 40 mil mortes desde o dia 24 de março. Porém, a alta taxa de ocupação de leitos em hospitais por COVID-19 é o principal gargalo que exige a manutenção da quarentena.

Na região metropolitana da capital, a taxa de ocupação de leitos para pacientes de coronavírus é de 89,6% em UTI e 74,9% em enfermaria, enquanto os índices estaduais ficam em 70,5% e 51,3%, respectivamente. Para que São Paulo possa sair da quarentena sem colocar o sistema de saúde em risco, os índices de ocupação hospitalar por COVID-19 precisam ficar abaixo de 60%.

Quanto maior o tempo em que a taxa de distanciamento ficar abaixo de 55%, mais longa será a necessidade de manutenção da quarentena nos 645 municípios de São Paulo. Caso as taxas subam, a flexibilização para reabertura de atividades não essenciais poderá ser adotada a em junho.

Plano São Paulo  === Os requisitos da flexibilização vão se basear em critérios técnicos que incluem, como fatores principais, a redução sustentada dos números de novos casos de COVID-19 por 14 dias e a manutenção da ocupação dos leitos de UTI em patamar inferior a 60%. As medidas são semelhantes às adotadas por países como EUA, Alemanha, Áustria e China.

A retomada total das atividades econômicas será norteada pelo Plano São Paulo, que vem sendo construído em diálogo permanente com o setor econômico. O Estado já recebeu e analisou contribuições de mais de 150 entidades e 250 empresas, que apresentaram mais de 3 mil diretrizes e propostas. As medidas vão priorizar os setores de acordo com a vulnerabilidade econômica e empregatícia. As áreas de Transportes e Educação receberão faseamento diferenciado.

Conselho Municipalista=== O Governador ainda anunciou a criação do Conselho Municipalista, que irá pactuar as futuras decisões de flexibilização da quarentena e retomada total da economia em São Paulo. O grupo será composto pelos 16 prefeitos de cidades sede de regiões administrativas do Estado e pelo Governador João Doria Jr., o Vice-Governador Rodrigo Garcia e os Secretários de Estado José Henrique Germman (Saúde), Marco Vinholi (Desenvolvimento Regional), Patrícia Ellen (Desenvolvimento Econômico) e Henrique Meirelles (Fazenda e Planejamento).


<< Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Comunicação do Governo de SP >>

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