O governador João Doria, o prefeito de São Paulo Bruno Covas e o secretário de Estado de Saúde José Henrique Germann anunciaram nesta 6ª feira (31.01.2020) o plano de prevenção e a formação de um comitê estratégico para ações relacionadas ao coronavírus.

Inicialmente, serão destinados R$ 200 mil para aquisição de kits diagnósticos para o Instituto Adolfo Lutz. O recurso também será empregado na compra de insumos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras, luvas, óculos e aventais para profissionais de saúde dos hospitais e laboratórios estaduais. Se necessário, o Governo de São Paulo ampliará o repasse de verba.

“O plano de contingência do Governo de São Paulo se dá ao lado de todos os 645 municípios do estado. Reforço aos jornalistas presentes a importância de uma comunicação precisa para melhorar a qualidade da informação, a correta percepção e evitar o pânico”, declarou Doria.

A Saúde também instituiu um centro de operações de emergências que contará com representantes de instituições estaduais, municipais e federais (confira a relação abaixo). A finalidade é auxiliar a pasta na organização e normatização de ações de prevenção, vigilância e assistência referentes à infecção humana pelo novo coronavírus.

O centro também vai colaborar na análise de dados e de informações para subsidiar tomadas de decisões e definição de estratégias, preparação da rede e de ações deenfrentamento de emergências em saúde pública.

“Os profissionais de saúde que atuam em São Paulo estão sendo orientados sobre esse novo vírus e a importância de nos informar rapidamente sobre qualquer caso suspeito. Nossa rede está preparada para atender pacientes e conta com serviços de referência na área de infectologia para casos graves. Seguiremos vigilantes, orientando organizações públicas e privadas, veículos de comunicação e a sociedade civil, prezando pela agilidade e transparência”, afirmou o secretário Germann.

A capacitação dos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) tem apoio dos Grupos de Vigilância Epidemiológica (GVEs), Coordenadoria de Serviços de Saúde (CSS) e Coordenadoria de Gestão de Contratos de Serviços de Saúde (CGCSS). Reuniões com entidades de classe e da área privada de saúde, incluindo Santas Casas, estão programadas para a próxima semana.

Resposta rápida === Assim que os primeiros sintomas surgirem (febre, tosse, coriza e dificuldade para respirar), o paciente deve procurar o serviço de saúde mais próximo. Para ser considerada suspeita, a pessoa deve ter histórico de viagem para locais com transmissão local, como a China, ou ter tido contato próximo com pessoa com caso suspeito.

O profissional de saúde vai avaliar se os sintomas indicam alguma probabilidade de infecção por coronavírus, tomar as providências para notificação e coletar material para exame laboratorial. O início do tratamento dos sintomas prevê medidas para isolamento do paciente.

A infecção apresenta manifestações parecidas com a de outros vírus respiratórios e não existe tratamento específico para o novo coronavírus. Dependendo da condição clínica do paciente, o isolamento pode ser domiciliar.

A pessoa deve ficar em repouso e beber muitos líquidos. É fundamental que familiares e amigos evitem o contato direto e o compartilhamento de objetos de uso pessoal com o paciente. Pacientes com sintomas mais intensos podem ser hospitalizados.

Neste momento, estão estabelecidos fluxos com dois principais hospitais especializados de referência: o Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Outros centros especializados em doenças transmissíveis da Governo de São Paulo estão sendo integrados a esta rede.

A atuação em portos e aeroportos é de responsabilidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que está trabalhando de forma integrada com a Secretaria da Saúde. Pacientes detectados antes do desembarque no Brasil com os sintomas serão abordados pela Anvisa, que acionará serviço médico para avaliação dos casos ainda a bordo de embarcações e aeronaves.

Os aeroportos estão veiculando mensagens em mandarim, inglês e português com orientações sobre sintomas e medidas para evitar a transmissão.

“Como muitos pacientes podem desembarcar assintomáticos, a Saúde de São Paulo reforça a orientação aos profissionais de saúde para que estejam atentos a possíveis casos suspeitos. Todos devem seguir os protocolos estabelecidos para manejo de pacientes, notificação de casos, diagnóstico e tratamento”, diz o coordenador de controle de doenças Paulo Rossi Menezes.

Transparência=== Um dos eixos do plano em curso é a transparência na comunicação com a sociedade civil. A assessoria de comunicação da Secretaria da Saúde fará divulgações diárias das estatísticas atualizadas e de orientações sobre o coronavírus.

As estratégias de divulgação incluem um site oficial e redes digitais oficiais; releases e entrevistas com especialistas para veículos de comunicação; boletins técnicos periódicos para orientar gestores e profissionais de saúde; orientações a serviços de saúde públicos e privados, com apoio de federações, associações e entidades de classe.


CORONAVÍRUS: AÇÕES EM SÃO PAULO: clique aqui e acesse o material informativo produzido em telas de apresentação de powerpoint.


Integrantes do centro de operações de emergência:

a)  Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde
b)  Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”, sendo Diretoria Técnica,       Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, Divisão de Doenças de           Transmissão Respiratória e Divisão de Infecção Hospitalar
c)  Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde
d)  Instituto Adolfo Lutz, Diretoria Técnica e Centro de Virologia
e)  Coordenadoria de Regiões de Saúde
f)  Coordenadoria de Serviços de Saúde
f.1) Instituto de Infectologia Emílio Ribas
g)  Coordenadoria de Gestão de Contratos de Serviços de Saúde
h)  Coordenadoria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos de Saúde
i)   Instituto Butantan
i)  Assessoria de Comunicação Social da Secretaria da Saúde
j)  Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
k) Secretaria da Segurança Pública de São Paulo
l) Coordenadoria de Vigilância em Saúde do Município de São Paulo (Covisa);
m) Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems – SP);
n) Escritório Regional da Anvisa/SP.

Outras informações:


        Saúde monitora casos suspeitos de coronavírus no interior e capital

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo está monitorando três casos suspeitos de coronavírus, sendo dois na Capital e um em Paulínia. Antes mesmo da notificação destes casos, O Governo de São Paulo já havia planejado medidas de vigilância e articulação com a rede assistencial, com base em um plano de risco e resposta rápida.

Até o momento, não há caso confirmado de coronavírus no país. Os dados oficiais estão sendo registrados pelos municípios em um sistema de notificação do Ministério da Saúde. Eventuais novos casos suspeitos ou confirmados, são divulgados diariamente pela Secretaria (confira abaixo onde obter informações).

Os casos suspeitos são dois adultos e uma criança que estão bem, estáveis e recebendo cuidados em casa em isolamento domiciliar, ou seja, com restrição de contatos com pessoas e ambientes externos.

O primeiro caso suspeito é um homem de 45 anos, da cidade de Paulínia. O paciente esteve na China e, ao retornar ao Brasil neste mês, apresentou febre, tosse, coriza e dificuldades para respirar. Ele foi atendido em serviço privado.

Os casos suspeitos da capital também são de pessoas retornaram da China em janeiro. Há um menino de seis anos que apresentou febre e tosse e um homem de 33 anos que teve febre, tosse e dor de garganta.

Na 5tª feira (30/01/2020), foi descartado o caso da menina de quatro anos, já que os resultados dos exames confirmaram que ela estava com gripe.

Os familiares dos pacientes considerados suspeitos estão orientados a usar máscaras, higienizar as mãos e não compartilhar objetos de uso pessoal. Os cuidados requeridos para os pacientes incluem hidratação e permanência em casa, evitando contato com familiares e amigos.

“O monitoramento está em curso com organismos internacionais e nacionais de saúde. Nossas equipes seguem acompanhando o tema ininterruptamente para que possamos dar respostas rápidas e efetivas quando necessário”, disse a diretora da Vigilância Epidemiológica Helena Sato.

É fundamental procurar o serviço de saúde mais próximo se a pessoa apresentar sintomas como febre, dificuldade para respirar, tosse ou coriza após viagem a áreas com circulação do coronavírus (consulte os sites indicados abaixo) ou contato próximo com pacientes considerados suspeitos ou confirmados em laboratório.

Investigação e diagnóstico ===  A investigação dos casos é realizada pelas secretarias municipais de saúde, com todo apoio técnico da pasta estadual. As amostras biológicas dos pacientes são colhidas pelos hospitais e enviadas ao Instituto Adolfo Lutz.

Os exames consistem em uma análise que detecte o genoma do vírus, por meio do chamado PCR (sigla em inglês que significa Reação em Cadeia da Polimerase).

Os testes são feitos a partir da aspiração de vias aéreas ou coleta de secreções da boca e nariz. Os resultados são comunicados pelo Instituto Adolfo Lutz ao município de residência do paciente, responsável por notificar o descarte ou confirmação do caso.

Dicas de prevenção:

–  Cobrir a boca e nariz ao tossir ou espirrar
–  Utilizar lenço descartável para higiene nasal
–  Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca
–  Não compartilhar objetos de uso pessoal
–  Limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado
–  Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos com água e sabão ou usar                             antisséptico de mãos à base de álcool
–  Deslocamentos não devem ser realizados enquanto a pessoa estiver doente
–  Em viagens a locais com circulação do vírus, deve-se evitar contato com                           pessoas doentes e animais vivos ou mortos, incluindo comércios como lojas                       veterinárias, açougues, feiras etc.

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<<Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Imprensa/Secretaria Especial de Comunicação – Governo de SP >>


 

           Coronavírus: voos são vistoriados pela Anvisa em SP

Voos com passageiros provenientes de áreas afetadas pelo coronavírus estão sendo vistoriados por equipes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica), na Grande São Paulo. No Brasil, são nove casos suspeitos da doença.

Um dos voos examinados na 5ª feirfa (30.01.2020)) foi o proveniente de Pequim, com escala em Madri, da Air China, que pousou por volta das 16h em Cumbica. Nenhum dos passageiros foi enquadrado no critério de caso suspeito, definido pelo Ministério da Saúde.

“A gente questiona a tripulação se houve algum caso relatado, se existe algum passageiro que relatou algum sintoma de febre, ou algum sintoma gripal, ou que manifestou que está vindo dessa área [afetada pelo coronavírus], para que a gente possa tomar alguma outra ação e fazer uma entrevista direta com esse passageiro”, disse a chefe do posto da Anvisa do Aeroporto de Guarulhos, Elisa Boccia.

A Anvisa ainda verifica se as companhias aéreas estão emitindo, dentro dos aviões que pousam no aeroporto, as mensagens sonoras de alerta sobre a transmissão do coronavírus e de medidas de higiene. Além disso, os agentes fazem um novo controle no momento do desembarque.

“O desembarque começa a acontecer e a gente fica na saída desses passageiros observando. Os agentes podem eventualmente abordar um ou outro passageiro que manifeste algum sintoma”, ressaltou Boccia.

Se um passageiro é enquadrado no critério de caso suspeito do Ministério da Saúde, ele é levado para o posto médico do aeroporto para uma nova análise, e poderá ser encaminhado para um hospital de referência, caso necessário. “Identificado alguém com sintomas que encaixem na definição de quadro suspeito, a primeira coisa é colocar máscara nesse indivíduo, fazer a remoção dele para o posto médico, certificar os sintomas, e fazer uma avaliação clínica dele aqui no aeroporto. Caso se confirme que está enquadrado como um caso suspeito, vamos encaminhá-lo para a rede dos hospitais de referência determinados pelo governo do estado de São Paulo”, destacou Boccia.

Kelvin Zhang, um estudante morador de São Paulo, estava em Pequim e chegou hoje na capital paulista no voo da Air China. Ele contou que passou por triagens tanto na cidade da partida quanto em Madri, onde a aeronave fez uma escala.

“De Pequim para cá, fizeram teste para saber se eu tinha febre, e questionaram se fui para Wuhan, a cidade onde começou a doença. Aqui no pouso, fizeram um anúncio falando para lavar a mão com água e sabão. Também disseram que, quem tiver com tosse ou febre até 14 dias depois da viagem da China, tinha que ir para o hospital”.

José Alves Vila Real, preparador físico de um time de futebol da China, também desembarcou no mesmo voo. Segundo ele, a equipe em que trabalha o orientou a voltar ao Brasil até que o momento mais agudo da contaminação seja superado.

“Minha equipe pediu para eu voltar para o Brasil para a gente ficar aqui, esperar passar esse momento. Na China, todo mundo está sendo avisado o tempo todo, é muita organização. Nas cidades, parece um feriado, todo mundo em suas casas, tomando todas as precauções, porque o ritmo da contaminação está muito rápido na região de Wuhan. No voo, todo mundo estava usando máscara”.

Histórico === Os coronavírus são conhecidos desde meados dos anos 1960 e já estiveram associados a outros episódios de alerta internacional nos últimos anos. Em 2002, uma variante gerou um surto de síndrome respiratória aguda grave (Sars) que também teve início na China e atingiu mais de 8 mil pessoas. Em 2012, um novo coronavírus causou uma síndrome respiratória no Oriente Médio que foi chamada de Mers.

A atual transmissão foi identificada em 7 de janeiro. O escritório da Organização Mundial de Saúde (OMS) na China buscava respostas para casos de uma pneumonia de etiologia até então desconhecida que afetava moradores na cidade de Wuhan. No dia 11 de janeiro foi apontado um mercado de frutos do mar como o local de origem da transmissão. O espaço foi fechado pelo governo chinês. << Com apoio de informações/fonte: Empresa Brasil de Comunicação-EBC / por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil / SP >>


 

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