O governador João Doria anunciou nesta 4ª feira (2705/2020) o plano de retomada da economia para o estado de São Paulo, que será feito de forma regionalizada, ou seja, vai depender da situação de cada região do estado. A “retomada consciente”, como foi chamada pelo governador, será feita de forma gradual, dividida em cinco fases.

A quarentena no estado, que seria encerrada no dia 31 de maio (domingo), foi prorrogada por mais 15 dias, ou seja, vai perdurar do dia 1º de junho até o dia 15 de junho. Neste período, só funcionam serviços considerados essenciais de áreas de saúde, logística, segurança e alimentação. Mas algumas regiões do estado, a partir do dia 1º de junho, já poderão liberar mais algumas atividades consideradas não essenciais. As cidades da Grande São Paulo, com exceção da capital paulista, da Baixada Santista e da região de Registro ainda estão na fase 1, vermelha, de alerta, e vão manter a quarentena sem liberação das atividades.

Mas a capital paulista, por exemplo, a partir do dia 1º de junho, se enquadra na fase 2, laranja, de controle, e poderá liberar alguns tipos de atividades que estavam fechadas por não serem consideradas essenciais. Entre essas atividades que poderão ser abertas estão as imobiliárias, concessionárias, shoppings centers e comércio, que terão horário diminuído e flexibilizado.

Na fase 3, amarela, de flexibilização, estão as regiões de Araraquara, Bauru e Presidente Prudente. Nelas, já poderão ser abertas bares, restaurantes e salões de beleza, mas sempre seguindo as recomendações, que preveem distanciamento e aspectos relacionados à higiene.

“Estamos anunciando a retomada consciente a partir do dia primeiro de junho. A partir desse período, por 15 dias, manteremos a quarentena, porém, com uma retomada consciente de algumas atividades econômicas no estado de São Paulo”, disse Doria, durante coletiva de imprensa realizada no início da tarde de no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Cada região do estado se enquadra em uma fase. Essas fases foram estabelecidas levando em consideração a ocupação dos leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) e pela redução dos casos de coronavírus. “Ela será possível nas cidades que tiverem redução consistente do número de casos, disponibilidade de leitos em seus hospitais públicos e privados e estiverem obedecendo o distanciamento social nos ambientes públicos, além da disseminação e do uso obrigatório de máscaras”, afirmou Doria.

O estado todo foi dividido em cinco fases. Mas até este momento, nenhuma região atingiu as fases 4 e 5. De acordo com os critérios estabelecidos pelo governo paulista no Plano SP, cada município pode ser enquadrado entre: zona de risco (ocupação de leitos de UTI acima de 80%), zona de controle, de flexibilização, de abertura parcial ou normal controlado. Cada prefeito poderá decidir como serão feitas as aberturas graduais das atividades econômicas. Os critérios para a abertura poderão ser consultadas no site – clique aqui. 

As regiões serão avaliadas periodicamente de acordo com os indicadores de saúde, verificando se cumprem os critérios para avançarem a uma fase de maior relaxamento a cada 14 dias ou voltar para uma fase mais restrita a cada 7 dias.

Na capital, a partir de 01/07/2020 estão classificadas as categorias que terão flexibilização, mas haverá reuniões com os representantes de cada setor para definir normas. Nesta 5ª feira (28/05/2020), o prefeito Bruno Covas realiza entrevista  coletiva , a partir do 1/2 dia, quando serão informadas os primeiros contatos e normas.

ATENÇÃO: ACESSE A INTEGRA DE DOCUMENTO DO “PLANO SÃO PAULO” COM OS “PROTOCOLOS SANITÁRIOS” – INTERSETORIAL E TRANSVERSAL – clique aqui


 

Plano de retomada da economia em São Paulo terá cinco fases

O plano de retomada da economia em São Paulo, de atividades consideradas não-essenciais, terá cinco fases. As cinco fases do programa vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul).

Segundo o governo paulista, a classificação pretende assegurar atendimento de saúde à população e garantir que a disseminação do novo coronavírus esteja em níveis seguros para modular as ações de isolamento.

O Plano São Paulo será feito de forma gradual, heterogêneo e regionalizado e foi chamado pelo governador do estado, João Doria, de “retomada consciente”. A retomada terá início no dia 1º de junho, mas somente para as regiões do estado que estiverem em fases diferentes da fase 1, de alerta. Enquanto isso, a quarentena em todo o estado foi ampliada até o dia 15 de junho, mas agora com há possibilidade de que mais setores possam começar a reabrir, dependendo da região do estado em que estiverem inseridos.

Cada uma das 17 regiões do estado foram colocadas em uma das fases, seguindo critérios que envolvem a capacidade hospitalar e a evolução dos casos de covid-19.

O plano, segundo o governo paulista, foi elaborado por autoridades estaduais em sintonia com especialistas do Centro de Contingência do Coronavírus e do Comitê Econômico Extraordinário que atuam voluntariamente em apoio ao governo. Os eixos principais das cinco fases de reabertura também foram discutidos com prefeitos e representantes de diversas associações comerciais e empresariais. O plano estabelece cerca de 60 protocolos e 500 diretrizes com recomendações para os setores econômicos, que poderão ser consultados em pelo site — clique aqui.  Com o plano, prefeitos irão conduzir e fiscalizar a flexibilização dos setores.

Na fase 1, vermelha, que é a fase de contaminação e de abertura somente de setores considerados essenciais [logística, segurança, abastecimento e saúde], encontram-se as cidades que compõem as regiões da Baixada Santista, de Registro e da Grande São Paulo, com exceção da capital paulista. Por isso, essas cidades continuarão em quarentena até pelo menos o dia 15 de junho e não poderão dar início à retomada econômica neste momento. Nessas três regiões, o sistema de saúde está pressionado por altas taxas de ocupação de UTI e avanço de casos confirmados de pacientes com covid-19.

Já a capital paulista foi colocada na fase 2, laranja, de controle, e já poderá dar início à abertura controlada de shoppings centers, comércio, imobiliárias e concessionárias. Na fase 2 encontram-se também as regiões de Campinas, Taubaté, Piracicaba, São João da Boa Vista, Ribeirão Preto, Franca, São José do Rio Preto, Araçatuba, Marília e Sorocaba.

Segundo o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, a abertura na capital não deve ser iniciada no dia 1º de junho, já que a prefeitura vai começar a receber, a partir deste dia, propostas dos setores para como deve ocorrer a abertura. “Só quando essas propostas estiverem assinadas é o que o setor poderá reabrir. A partir do dia 1º de junho, a discussão começa a ser ativada na prefeitura de São Paulo”.

“A fase 2 é de controle, onde temos ainda medidas restritivas mas já é possível iniciar uma flexibilização com medidas mais restritivas em alguns setores com menor risco à saúde”, disse Patricia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico. “Na fase 2, já iniciamos uma abertura com restrições de atividades imobiliárias, concessionárias, escritórios, comércio e shoppings centers. A ideia é que isso seja feito com restrição de fluxo de horários e também com medidas rígidas de distanciamento. No caso de shopping center, fluxo em torno de 20% da capacidade original, respeitando distanciamento de um metro e meio e funcionamento com horário reduzido de quatro horas nessa etapa e limitação do uso da praça de alimentação”.

Na fase 3, amarela, de flexibilização, poderão ser abertos também salões de beleza e bares e restaurantes. Mas sempre obedecendo critérios que foram estabelecidos pelo governo paulista e que serão pactuados pelas prefeituras e as entidades e associações setoriais. Nesta fase se encontram as regiões de Bauru, Araraquara/São Carlos, Barretos e Presidente Prudente.

Nenhuma região do estado ainda se encontra nas fases 4 ou 5. A fase 4, verde, de abertura parcial, prevê ainda a liberação de academias. Na fase 5, azul, de normal controlado, serão abertas todas as atividades econômicas do estado, inclusive cinemas, teatros e eventos esportivos, por exemplo. “Incluímos uma quinta fase pela razão de que, infelizmente, enquanto não houver vacina ou a cura da doença, teremos que conviver com o que chamamos de normal controlado. Quando chegarmos nessa fase, de tudo em funcionamento, sem cura ou vacina, ainda será um funcionamento com medidas rígidas de higiene e de distanciamento social”, disse a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen.

O Plano SP não previu como será a retomada das escolas e das aulas. Isso, segundo o governador, ainda está em fase de estudo e será anunciado em breve.

Cada uma das fases é determinada pelo acompanhamento semanal da média da taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivas para pacientes contaminados pelo coronavírus e o número de novas internações no mesmo período. Uma região só poderá passar a uma nova etapa após 14 dias do faseamento inicial, mantendo os indicadores de saúde estáveis. Caso haja redução dos níveis, a região poderá voltar a uma fase anterior. << Com apoio de informações/fonte: Empresa Brasil de Comunicação/por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil – São Paulo >>


 

ObraFácil

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, entre com seu comentário
Por favor, entre com seu nome agora