Após ter sido considerado erradicado das Américas pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), novos casos de sarampo voltaram a ser registrados no Brasil em 2018. O Estado de São Paulo está entre as unidades federativas que possuem transmissão ativa da doença e os casos apresentaram aumento consistente durante a pandemia do novo coronavírus.

O Ministério da Saúde confirmou 577 casos no estado de São Paulo até o final de abril. O número é mais do que o dobro registrado em março, quando a taxa apontou 280 contaminados.

O sarampo é altamente contagioso e pode ser transmitido pelo ar através da respiração, tosse, fala e espirro. De acordo com o Ministério da Saúde, um portador do vírus pode infectar até 90% das pessoas próximas não imunizadas. Apesar da facilidade na transmissão, o vírus pode ser controlado através da vacina, método que tem sofrido quedas no país nos últimos anos.

Recentemente, a Assembleia Legislativa de São Paulo-Alesp aprovou um projeto de autoria do deputado Professor Kenny (PP), que se tornou a Lei estadual n° 17.252/2020, referente a obrigatoriedade da apresentação da carteira de vacinação atualizada no ato da matrícula escolar.

A intenção do deputado é aumentar a cobertura vacinal no Estado, “infelizmente a falta de informação acaba deixando alguns pais ausentes dos postos de saúde e deixando os seus fi lhos desprotegidos”. Ele afi rma que o adulto tem a prerrogativa de não querer se vacinar, mas a criança não, “é obrigatório por lei vacinar a criança, então essa é uma maneira de alcançar 100% de todas as nossas crianças”.

O deputado Alex de Madureira (PSD), vice-presidente da Comissão de Saúde da  Alesp, pontua: “As medidas de isolamento social por conta do novo coronavírus têm feito muita gente deixar de levar seus fi lhos para tomar as vacinas tradicionais, como a do sarampo. A doença, que chegou a ser erradicada no Brasil, vem preocupando especialistas”. “Não existe tratamento para o sarampo, só existe a prevenção, que é a vacina”, alerta o parlamentar.

Cuidados extras e medidas de segurança precisam ser adotados na hora de se vacinar, porém o isolamento social e o medo de contrair a Covid-19 não devem ser um impedimento para a imunização, afi nal, quanto mais pessoas contaminadas pelo sarampo, maior se torna a probabilidade de superlotação nos hospitais em meio a pandemia de coronavírus.

VACINAS === Frente ao surto de sarampo, o Ministério da Saúde implantou a dose zero, que deve ser aplicada em bebês de seis meses a um ano. A medida é um reforço e não substitui as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

A vacina tríplice viral, eficiente contra sarampo, caxumba e rubéola, deve ser aplicada aos 12 meses, enquanto a tetra viral, que protege também contra a varicela (catapora), é recomendada aos 15 meses.

Indivíduos com até 29 anos que tomaram apenas uma dose precisam do reforço, já aqueles que não se imunizaram devem receber as duas doses. Pessoas na faixa-etária de 30 a 59 anos que não tenham se vacinado ou não possuam a carteira de vacinação atualizada devem tomar uma dose da vacina.

SINTOMAS ===  Os principais sintomas do sarampo são febre, tosse, irritação nos olhos, secreção no nariz, mal-estar e manchas vermelhas, que costumam surgir no rosto e atrás das orelhas e se espalharem pelo corpo. Crianças são o público com maior risco de agravamento dos quadros. << Assessoria de Comunicação da Alesp – Texto: Barbara Moreira >>

                Os casos na cidade de São Paulo

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informa que a Campanha de Vacinação contra Influenza aplicou, até o dia 13/05, 2.778.145 doses da vacina e a cobertura vacinal está em 62,4%.

A vacinação para Influenza A H1N1 permanece nas 468 Unidade s Básicas de Saúde (UBS) da capital aos grupos prioritários da campanha, que teve início no dia 23 de março para idosos e profissionais de saúde. A terceira fase da campanha, de acordo com o calendário do Ministério da Saúde, acontecerá em duas etapas: a partir do dia 11 de maio serão vacinadas crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas até 45 dias e pessoas com deficiência; a partir do dia 18 de maio, serão vacinados os professores de escolas públicas e privadas, e adultos de 55 a 59 anos.

Importante ressaltar que a vacinação contra a Influenza não protege contra o coronavírus, mas vai auxiliar os profissionais de saúde no diagnóstico da COVID-19, ao descartarem os outros tipos de gripe na triagem, pelo histórico vacinal.

SARAMPO === Em relação ao Sarampo, a cobertura vacinal da doença de janeiro a março de 2020 está em 88,5%, a cobertura se refere a 1° dose para a população de 1 a 2 anos de idade. A meta do município é de 95% de cobertura vacinal.

A vacina tríplice viral é aplicada de rotina nas crianças de 12 meses de idade em todos os postos de saúde. Para as crianças a partir de 15 meses, a segunda dose deverá ser aplicada a vacina Tetraviral, desde que já tenha recebido uma dose de tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias.

A recomendação atual é que as crianças a partir de 6 meses até 1 ano também sejam vacinadas. A criança deverá receber novamente a tríplice viral aos 12 meses e a tetraviral aos 15 meses de vida. <<Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Imprensa Secretaria Municipal da Saúde-SP>>

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