Mais de 5,2 milhões de pessoas ainda não procuraram os postos de saúde do município de São Paulo para se proteger contra a febre amarela. A meta da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) é imunizar 95% da população, mas até 4ª feira (25/04/2018) apenas 55,4% dos moradores da cidade haviam tomado a vacina. A campanha, que começou em setembro do ano passado, tem prazo de encerramento previsto para 30 de maio.

A campanha de vacinação começou no distrito Anhanguera, na região Norte, e foi expandida para outros distritos da região após a confirmação da morte de um macaco por febre amarela no Horto Florestal. A Zona Norte tem a melhor cobertura do município, com 85,9% dos moradores vacinados.

A ação preventiva foi expandida nos meses seguintes para outras regiões da capital, levando-se em consideração a proximidade com áreas de risco de contato com o vírus da febre amarela, como os chamados corredores ecológicos.

Em dezembro, a ação preventiva foi estendida para distritos das zonas Sul e Oeste. Até 4ª feira, a cobertura vacinal dessas regiões era de 67% e 54,2%, respectivamente. As regiões Leste e Sudeste foram adicionadas à campanha no começo deste ano. A primeira vacinou 39,7% de seus moradores e a segunda, 38,8%. No Centro, última a ser incluída na campanha, a cobertura atual é de 18,7%.

Vacinação no feriado ==    Desde março a vacina está disponível em todas as unidades de saúde do município. Assim como tem ocorrido desde o início da campanha, a SMS manterá a dose disponível nas unidades que estarão de plantão nos postos que estarão abertos no feriado do Dia do Trabalho, comemorado em 1º de maio, na 3ª feira. As unidades abrirão normalmente na 2ª feira (30/04).

Para se vacinar é preciso levar documento de identificação e, se possível, carteira de vacinação e cartão SUS. As listas das unidades que estarão abertas no sábado e no feriado podem ser acessadas pelo link: https://bit.ly/2r8d8Xh

Além dos plantões aos sábados e da ampliação da campanha para todas as regiões da capital, a SMS adotou outras estratégias para aumentar a cobertura vacinal nos últimos meses, como ação casa a casa e postos volantes em locais como shoppings, parques e supermercados. A última ação ocorreu na semana passada, quando agentes de saúde aplicaram a vacina em estações de Metrô, CPTM e no Poupatempo de Itaquera.  

    Os casos autóctones de febre amarela na capital

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo informa que, até o momento, foram confirmados 13 casos autóctones (ou seja, adquiridos no próprio município de residência) de febre amarela na capital paulista, sendo que sete evoluíram para óbito.

O último caso confirmado é o de uma mulher de 28 anos, moradora do distrito administrativo Cachoeirinha, na Zona Norte, em área próxima ao Parque da Cantareira. A paciente ficou internada por 16 dias, mas já recebeu alta.  As demais confirmações da doença em moradores de São Paulo são de nove homens e três mulheres, a maioria residente da zona Norte, a primeira região da capital a receber a campanha contra a febre amarela, em setembro do ano passado.

A SMS esclarece que todos os casos registrados são de febre amarela silvestre. Não há ocorrência de febre amarela urbana no Brasil desde 1942. Desde outubro de 2017, foram confirmados 149 epizootia (morte de primatas não-humanos pela doença) no município. <<Com apoio de informações/fonte: Secretaria Municipal de Saúde-SMS / Coordenadoria Regional de Saúde-CRS-Norte >>

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