A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) promove neste sábado (02/02/2019) o primeiro “Dia D” de Combate às Arboviroses (dengue, zika, chikungunya e febre amarela) de 2019. A terceira mobilização do Plano Municipal de Enfrentamento às Arboviroses, desde novembro de 2018, terá mais de 1200 atividades dentre orientação à população, controle com busca ativa por criadouros do mosquito Aedes aegypti e intensificação da vacinação contra febre amarela, em todas as regiões da cidade.
 
A iniciativa contará com a atuação de mais de 100 militares de unidades do Comando Militar Sudeste, que foram capacitados pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) e Coordenação de Atenção à Saúde (CAS), no último dia 10. Na ocasião, os militares participantes foram vacinados contra a febre amarela e receberam instruções sobre o trabalho de prevenção às arboviroses, como a importância do controle de criadouros do mosquito e detalhes sobre a atuação dos agentes de saúde. A cerimônia de certificação dos militares para ação integrada de combate ao Aedes aegypti e vacinação contra a febre amarela, acontece nesta 6ª feira (01/02).
 
Profissionais da saúde === O “Dia D” terá ainda uma força-tarefa composta por 14 mil profissionais da saúde que atuarão em diversas frentes. A intensificação da vacinação contra a febre amarela vai ocorrer em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em ações extramuros, com postos volantes, em locais como praças, parques, shoppings e estações de trem e de metrô. Também será feita a busca para localizar pessoas que ainda não foram imunizadas, panfletagem com material educativo e inspeção em regiões vulneráveis para abrigo de criadouros do Aedes aegypti.
 
A capacitação de Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e Agentes de Proteção Ambiental (APAs) começou em outubro do ano passado e também está prevista no Plano Municipal de Enfrentamento às Arboviroses, proposta com providências técnicas e práticas intersecretariais lançado pela Prefeitura de São Paulo em novembro. Desde o lançamento do plano, foram realizadas campanhas com estátuas humanas em pontos estratégicos para atrair a atenção da população e uma ação educativa em rodovias de grande movimentação durante as festas de fim de ano, além dos três dias D de vacinação contra a febre amarela e combate ao mosquito transmissor.
 
O balanço de casos === Em 2017, a capital paulista contabilizou 866 casos confirmados de dengue. No ano passado, foram 555 casos confirmados, e outros 30, em 2019, até 22 de janeiro. O município teve ainda 33 casos com diagnósticos positivos para chikungunya em 2017 e 32 em 2018. Foram três casos de zika vírus em 2017 e nenhum no ano passado. O maior crescimento foi o de notificações de febre amarela silvestre, que subiram de zero em 2017, para 13 casos confirmados no ano passado, causando a morte de seis pessoas, sendo os 13 casos autóctones, ou seja, contraídos no município de São Paulo.
 
É importante lembrar que a cooperação entre poder público e a população é fundamental para coibir a proliferação do mosquito vetor das arboviroses, especialmente no verão, época em que a incidência de chuvas favorece a reprodução do Aedes aegypti. << Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Imprensa – Secretaria Municipal de Saúde >>
Clique aqui para ver relação de postos de vacinação – Dia D Geral e na Zona Norte.

   Dengue: São Paulo entra em situação de alerta 

O governador de São Paulo, João Dória, colocou o estado em situação de alerta para casos de dengue. De acordo com números da Secretaria de Saúde, nos primeiros 15 dias do ano já foram registrados 610 casos da doença. Em 2018, em todo o mês de janeiro foram 888 casos registrados. Fora isso, neste ano a presença do vírus do sorotipo 2 já foi confirmada em pelos menos 19 cidades das regiões Norte e Nordeste do estado, o que exige ainda mais atenção. “Esse vírus tende a provocar casos clinicamente mais graves da doença em pessoas que já foram infectadas com outros sorotipos”, explica o Biólogo Horácio Manuel Teles, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS).
Para ele, é possível que o crescimento dos casos da dengue em 2019 tenha relação com a redução dos cuidados que visam o controle dos criadouros nos ambientes domésticos, como também das ações de responsabilidade das diferentes instâncias de governo.
No entanto, a Secretaria de Saúde ainda não considera as infecções pelo sorotipo 2 uma epidemia. “Mas é preciso que as campanhas de prevenção à proliferação do mosquito Aedes aegypti e de conscientização para esse novo vírus sejam reforçadas entre a população, especialmente nas regiões onde já há registros”, alerta o Biólogo do CRBio-01. Como ainda não se descobriu uma forma eficiente de combate ao mosquito, o melhor remédio continua sendo a prevenção, ou seja, a redução das possibilidades da criação e reprodução do Aedes. Para evita-lo, o especialista lembra alguns cuidados que devem ser tomados para não criar ambientes propícios à reprodução do mosquito:
– Tonéis e caixas d’água devem estar bem fechados;
– Fazer a manutenção periódica da limpeza das calhas;
– Armazenar garrafas com a boca para baixo;
– Utilizar tela nos ralos;
– Manter lixeiras sempre bem tampadas;
– Colocar areia nos pratos de vasos de plantas;
– Limpar os bebedouros de animais com escova ou bucha;
– Acondicionar pneus em locais cobertos;
– Eliminar água sobre as lajes;e
– Eliminar detritos e entulhos em quintais e jardins.

<Com apoio de informações/fonte: Governo de São Paulo/Ex-Libris Comunicação Integrada >>

sicredi_institucional

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, entre com seu comentário
Por favor, entre com seu nome agora